Local Conference Call Banco do Brasil S/A (BBAS3) Transcrição Live de Resultados do 2T24 8 de agosto de 2024 Janaína Storti – Gerente Geral de RI Olá, bom dia a todos. Eu sou Janaína Storti, Gerente Geral de Relações com Investidores do Banco do Brasil. Sejam bem-vindos à nossa Live do resultado do segundo trimestre de 2024. O nosso evento será em português, com tradução simultânea para o inglês e você pode escolher entre três opções de áudio: original, português ou inglês. Estão aqui conosco hoje o nosso CFO, Geovanne Tobias, e o Felipe Prince, Nosso CRO. Eu vou começar aqui o nosso evento com o Geovanne trazendo os destaques do resultado e depois a gente vai passar pra sessão de perguntas e respostas. Eu lembro aqui aos analistas que, caso queiram fazer perguntas, eles têm que sinalizar isso por meio do link que já foi enviado, ok? Lembro aqui também que a apresentação detalhada do resultado, comentada pelo Geovanne, já foi disponibilizada no nosso site de RI, ontem, quando divulgamos o nosso resultado. Então, pra começar, eu vou pedir ao Geovanne pra tecer aqui alguns breves comentários e depois a gente começa a sessão de perguntas e respostas. Obrigada. Geovanne Tobias - CFO Obrigado Janaína. Bom dia a todos, pessoal! Estamos aqui mais uma vez divulgando aqui um resultado que nós consideramos um resultado bastante robusto, demonstrando claramente o acerto da nossa estratégia de trabalhar próximo relevante a todos os nossos clientes, focando principalmente em melhoria de sua jornada, focando, oferecendo produtos adequados. Entregamos um lucro de R$ 18,8 bilhões, um crescimento de 8,5% na visão semestral. Eu sei que muitos analistas não acreditam na nossa capacidade de gerar crescimento no lucro, mas nós estamos confiantes que vamos entregar o High single digit. Nossa margem financeira, ela cresceu 16%, atingindo R$ 51 bilhões. Também tem muitas dúvidas em relação a margem com clientes. Vamos poder debater isso daqui a pouco. Prestação de serviços: apesar de todo o aumento da competitividade com os neobanks, os bancos digitais, nós temos focado na principalidade com os nossos clientes. Temos conseguido crescer o volume de recursos sob administração da nossa BB Asset. Crescemos também toda a parte de consórcios, crescemos os nossos negócios de seguridade e toda a cadeia ELO. Isso aí gerou R$ 17,2 bilhões de tarifas, de receitas de prestação de serviços, não só tarifas, mas outras receitas também. Um crescimento de 4,7%. Despesas administrativas sob controle que nos permitiram, aí, a gente estar entregando o melhor índice de eficiência entre os bancos do setor. O crescimento do crédito super em linha com o nosso guidance. E aqui o destaque, sem dúvida alguma, é para o consignado, que é o nosso maior driver de crescimento na pessoa física, mas também já estamos pavimentando para 25 para focar no nosso consignado. Vamos debater isso também. Em termos de inadimplência, sob controle, o Inad 90 de 3%, e o nosso índice de capital a 11,60%, geramos lucros orgânicos que foram incorporados na nossa base de capital para sustentar o crescimento aí dos nossos negócios. Tivemos o consumo de capital, não só fruto do aumento da carteira de crédito, mas também de muitas operações no âmbito da tesouraria, aproveitando aí as oportunidades no âmbito macro que geraram volatilidades e que o banco pôde aí atuar junto com a sua clientela, na proteção em Hedge e derivativos. E isso gerou também um resultado bastante positivo, mas demandando mais capital. Bom, esses eram os principais pontos dos destaques e, por uma questão até mesmo benefício do tempo, vamos abrir para perguntas e respostas aí de vocês. Sessão de perguntas e respostas Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Geovanne. Eu vou começar então a sessão aqui de perguntas e respostas. Lembrando que vocês podem fazer as perguntas tanto em português quanto em inglês, ok? E a nossa primeira pergunta vem do Daniel Vaz, do Safra. Daniel Vaz - Safra Obrigado, Jana. Bom dia! Bom dia, Geovanne. Bom dia, Felipe. Eu queria explorar um pouco sobre a estratégia de crescimento da carteira empresas. A gente vê um crescimento mais forte de large corporate e em TVM. Se vocês puderem guiar a gente aqui para o segundo semestre, pro ano que vem, qual que é a ambição de vocês nesse sentido? A gente sabe que tem o guidance ali, mas o crescimento foi bem forte nesse trimestre. A gente está vendo esse consumo de capital que você falou com tesouraria, com mais debêntures, mais hedges. E aí a gente queria conciliar um pouco aqui no nosso lado, como que o capital vai andar nos próximos trimestres, devido a um crescimento mais forte de large corporate e TVM. Obrigado. Felipe Prince - CRO Perfeito Daniel, bom dia. Prazer, aqui está com vocês novamente. Acho que o mercado, embora ele estivesse mais restrito, vamos dizer assim, no primeiro semestre, ele apresentou oportunidades e a gente soube aproveitar essas oportunidades, como você muito bem observou, principalmente no large corporate relacionada a operações de mercado de capitais. Lembrando que nós temos uma joint venture consolidada entre a terceira e quarta posição aí em operações de DCM, a gente vem originando muito fortemente essas operações. O mercado proporcionou essa oportunidade e, obviamente, de um lado, atendendo os nossos clientes, grandes empresas, nós temos do outro uma base muito poderosa de clientes, pessoas físicas, onde a gente pode canalizar essa distribuição. Então a estratégia, ela é a mesma que a gente já vinha discutindo com vocês. Óbvio que, dadas as questões, principalmente no ambiente internacional, o mercado, ele ainda está um pouco confuso nessa seara para o segundo semestre. Mas o que vocês podem esperar do banco é exatamente isso, aproveitar essas oportunidades e essas oportunidades se transformarão em atendimento integral às necessidades dos nossos clientes em ambas as pontas. E com isso, a gente faz uma gestão adequada do capital e você pode trabalhar com a perspectiva de uma estabilidade nesse indicador daqui para a frente, continuando a financiar o crescimento das nossas atividades. Geovanne Tobias - CFO E se eu pudesse chamar a atenção, né, Prince, sem dúvida alguma a maior linha que a gente tem no âmbito dos PJ, é o capital de giro. Finalizamos aí com R$ 164 bilhões de saldo, um crescimento de praticamente 8%. Nós temos oportunidade, estamos trabalhando também com estruturas para ajudar as empresas nas suas necessidades de investimento. Temos uma carteira de investimento de R$71 bi. Essa daí em particular a gente cresceu 22%, crescimento bastante expressivo. Vamos continuar focando nela, e claro, o banco é o maior financiador do comercio exterior brasileiro. A carteira de ACC, ela montou aí a R$ 31 bi, também um crescimento de quase 24%. Eu acho que esses são os grandes pilares quando a gente olha para médias e grandes empresas. O segmento de micro e pequenas, a gente até já falou, é um segmento que a gente está fazendo aí, até de uma maneira prudencial, uma avaliação aí do risco. Veio o desenrola da MPE, e somamos ali mais R$4 bilhões, a carteira renegociada, fruto desse desenrolar da MPE, mas a gente acredita que, no âmbito de micro e pequenas empresas, a própria proposta do leilão da Cielo, a gente quer oferecer uma solução que adicione mais valor às micro e pequenas, de uma maneira que a gente possa se diferenciar, aproveitando da nossa capilaridade nacional para poder fortalecer ainda mais esse laço com micro e pequenas empresas. Daniel Vaz - Safra Perfeito! Se eu puder fazer um pequeno follow up, a gente vê em dois anos a cobertura que sai de 450% para 205% ali, nas grandes empresas. Isso, desculpa, na carteira PJ. Isso de alguma maneira vocês acham que é o patamar que vocês querem rodar a cobertura ou deveria ter algum reforço? Felipe Prince - CRO Não, não é. Bom ponto, até porque a gente tinha esses 400, até um pouco mais né no ápice da pandemia, exatamente para fazer frente a um risco que à época era desconhecido. A gente sempre deixou muito claro que a medida que a situação fosse normalizada, esse índice de cobertura, ele seria consumido e levado a patamares que a gente entende aqui adequados. Não temos uma meta de cobertura. Isso, na verdade, é o resultado da aplicação dos nossos modelos. Mas o que nos dá segurança é que a acurácia desses modelos de gestão de risco em todas as carteiras, mas especialmente na pessoa jurídica, e o output dele. É uma cobertura que a gente entende que nos dá total tranquilidade para gerir esse portfólio, continuar crescendo e fazendo frente, obviamente, a eventual inadimplência que acompanhe. Então você pode esperar uma estabilidade também na cobertura de PJ, uma vez que, nós estamos crescendo, mas crescendo preservando a equação do risco-retorno adequado. Daniel Vaz - Safra Muito obrigado, pessoal. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Daniel. Bom, agora vou chamar aqui o próximo analista. É o Bernardo Guttmann da XP. Bernardo Guttmann - XP Bom dia, pessoal! Obrigado pelo espaço aqui para para perguntar. Eu tenho uma pergunta sobre o aumento no guidance de PCLD. Seria interessante entender quais setores e quais segmentos devem puxar mais provisões adiante. PF parece ser um ofensor, Agro parece estar numa curva mais inclinada também. Tem outros segmentos que preocupam aqui? Se puder elaborar um pouquinho mais também sobre o agro, como vocês estão vendo a dinâmica de demanda e de inadimplência adiante também. Obrigado. Felipe Prince - CRO Perfeito, Bernardo. Bom, a gente tem que separar. A gente brinca aqui no banco, nós temos o colesterol bom que aquela PCLD que ela é originada a partir dos novos negócios que a gente realiza, e obviamente tem o colesterol ruim, que é a PCLD originada principalmente do atraso das operações. Então, a hora que você olha o nosso portfólio, você pode identificar que na pessoa jurídica, desculpe, na pessoa física, nós chegamos iria trazer essa carteira, então aonde a gente sempre falou que consideramos entregue com sucesso o processo de mitigação de riscos no segmento de pessoas físicas. Então a PCLD que é originada ali, ela é tipicamente o colesterol bom, resultado da expansão do nosso crédito, principalmente no consignado. Isso você pode comprovar olhando as nossas safras de pessoa física, principalmente aquelas contratadas durante 2024. Na pessoa jurídica, gente já vinha falando há algum tempo que esse processo ele tinha se iniciado. É importante deixar claro que é muito concentrado em micro e pequenas empresas. Grande parte dessa carteira conta com mitigador de riscos, principalmente oriundos do Pronampe. Ocorre que essa inadimplência ela tem que correr dentro aqui dos nossos balanços por 180 dias para depois receber a honra do FGO. Então isso acaba gerando um fluxo de inadimplência que nas datas de pagamento isso se reverte. A gente mostrou também uma estabilização do indicador de inadimplência PJ, mostra que a gente está muito próximo de inflexionar essa curva e ao inflexionar essa curva, você tende a ter um consumo menor de provisão. E aí sendo objetivo, depois de ter explicado as outras duas carteiras, a maior pressão que a gente estima para o segundo semestre motivou a revisão do guidance, ela vem do mercado de agronegócio. E aí, quais as medidas que nós estamos tomando? A primeira delas foi uma negociação bastante forte que nós fizemos para que o banco voltasse a ter a sua justa fatia em recursos controlados para financiamento do Plano Safra. Isso aconteceu, é o maior volume dos últimos cinco anos que a gente recebe para equalização de recursos. E aí, agora, qual que é a ideia? Esses recursos já estão na rua e num processo muito forte de regularização dessas operações que estão inadimplentes. Como regularização? Porque para rodar a próxima safra, o produtor rural precisa regularizar aquilo que está pendente. E como nós temos aqui linhas de financiamento bastante atrativas para convencê-los a fazer isso, é hoje o nosso maior esforço negocial, onde os nossos colegas estão debruçados para promover essas regularizações, e acelerar o desembolso da safra. E com isso a gente espera manter normalizada a inadimplência do agro nesse patamar aí, que é 1,30, 1,50, que é o nosso patamar histórico e que essas regularizações, elas mitiguem o impacto da geração de novas despesas de provisão. Como eu disse, oriundas, aí sim, do atraso de operações. Então tá tudo mapeado, nós temos, inclusive, na granularidade, quais clientes têm essa necessidade de regularização. Nosso time negocial está na rua fazendo esse trabalho e a gente espera trazer aqui boas notícias nos próximos trimestres. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Bernardo. Bernardo Guttmann - XP Obrigado, pessoal. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada. Bom, então eu vou chamar aqui para fazer a próxima pergunta, o Gustavo Schroden, do Bradesco. Por favor, Schroden. Gustavo Schroden - Bradesco Bom dia, pessoal! Bom dia! Bom dia, pessoal! Bom dia! Obrigado pela oportunidade. Bom dia, Geovanne, bom dia, Prince. Eu queria falar, eu queria continuar um pouquinho aqui na questão de PDD e qualidade dos ativos e até expandir um pouco a conversa, porque teve uma mudança de guidance e vocês, desculpa, estava com a câmera desligada. Eu queria falar sobre isso, sobre PDD e a qualidade dos ativos. Teve uma mudança de guidance, queria primeiro que vocês trouxessem pra gente, esse aumento da PDD. O que que vocês enxergam que veio um pouco fora do que vocês tinham planejado no começo do ano? Dado que, quando a gente fala com vocês a gente percebe que existe um sentimento mais positivo no segundo semestre. O Prince acabou até de explicar aqui alguns pontos específicos do FGO. Tem também algumas questões do agro que tendem a melhorar o segundo semestre. O que vocês acham que saiu um pouco diferente de quando começou o ano para ter que revisar a PDD para cima, dado que ela veio rodando acima no primeiro semestre e ainda nesse ponto, se puder explicar também a renegociação, que no nosso ponto de vista que subiu um pouco acima das tendências passadas e a recuperação de crédito também, que também veio um pouco mais acima. Se puder elaborar um pouco mais sobre esse tema, eu agradeço. Obrigado. Geovanne Tobias - CFO Gustavo, obrigado pela pergunta. Então vamos lá. Sem dúvida alguma, mas acho que o que não se esperava era no âmbito do mercado agro, a gente vê uma vontade do agricultor de atrasar o pagamento deliberadamente, esperando aí uma melhoria, seja no preço da commodity, ou seja na questão do câmbio. Eu sei que ultimamente a volatilidade ela tá tão grande que fica até difícil você tentar fazer uma estimativa olhando para frente. Mas até então a gente estava vindo de safras recordes e com níveis de preço e câmbio extremamente favoráveis para a margem do produtor no campo. Então, quando nós montamos esse, esse, esse orçamento ali no final do ano passado, de outubro, outubro para novembro e divulgamos para vocês, era esse era o cenário. Só que a partir do primeiro trimestre a gente já começou a perceber uma certa resistência do agricultor e a gente também tinha falado muito disso. Olha, vai depender muito, a gente, a maior parte dessas linhas são de curto prazo e assim que vier a nova safra, a gente tem condições até para poder acessar a nova safra, ele tem que regularizar. E o que a gente tem percebido no âmbito do agronegócio em particular. A gente já conseguiu dar uma, digamos assim, um ápice, principalmente na parte de custeio. O custeio é o de curto prazo, então ele está ali, na faixa de um e pouco. Ele chegou a ser. Chegou a bater 1,2%, 1,3%. A gente já reduziu no segundo trimestre para 1%. Mas a parte de investimento que aí são linhas mais longas, e aí é importante vocês lembrarem, o agricultor, ele estava fazendo investimentos, esperando melhorias e colheitas maiores, a preços maiores. Então a equação hoje do campo mudou. O preço das commodities caiu, como teve a questão de impacto inicialmente, na época da safra, caiu a própria, o próprio câmbio. E isso daí está fazendo com que a gente prudencialmente, agrave mais o risco, e claro, não se esqueça que o histórico de uma inadimplência média no agro de 0,5% é alltime low na história do agro, porque a gente estava realmente vivendo um boom de commodities lá durante o período da pandemia. Agora, isso tudo a gente sempre veio alertando a vocês e a gente que chegou a colocar, inclusive, que no segundo trimestre nós estávamos com campanhas específicas na nossa rede para melhorar a recuperação e nós entregamos um volume de recuperação maior de toda a história do nosso histórico aí, R$ 3 bilhões no segundo trimestre, dentro desse esforço de cobrança mesmo e de regularização. Claro que, o Plano Safra atual ele acabou atrasando. Então a gente espera ver um efeito melhor de adimplência. Ajustamos inclusive no Conexão, que é o programa que a gente conecta a rede para ela executar aquilo que nós aqui, no âmbito da administração, a gente está vendo em termos de estratégia, para eles focarem muito na melhoria da adimplência do cliente. Então a gente acredita que a gente vai ter condições de estar mantendo o controle dessa inadimplência. A gente está extremamente tranquilo, porque mesmo com o agravamento do risco e o reforço de provisão, a gente entregou resultados recordes com rentabilidades extremamente atrativas para os acionistas do Banco do Brasil. E o que a gente está fazendo, esse ajuste aqui, é até para ajudar vocês a estimarem melhor o que esperar para todo o ano de 2024. Porque, do outro lado, a gente viu o crescimento também, além daquilo que nós esperávamos, da margem. Nós observamos uma expansão da margem de 16,4%. A gente tem um efeito de Patagônia, mas ele não é tão significativo assim, porque se eu excluo o Patagônia dessa minha margem e olho a margem financeira Brasil x Patagônia, a expansão teria sido de 16% não é que ele não soma, ele soma, mas não é tão fundamental assim. Então, minha margem, ela foi muito calcada no spread sobre a minha captação, que melhorou, entendeu? E também na expansão do crédito. Agora, claro que, olhando especificamente em crédito, você tem um efeito ali na margem também de agro, mas isso tudo aí a gente entende, é muito pontual, é muito específico. Mas a gente, a partir dessa nova safra, a gente vai ter um outro panorama. Eu queria passar agora para o Felipe para falar um pouquinho sobre renegociação e recuperação. Felipe Prince - CRO Perfeito, Geovane. A carteira renegociada, ela vem crescendo, ela é fruto de uma estratégia que a gente adotou. Então a nossa participação protagonista no programa Desenrola o ano passado. Lembrando que a gente adotou aqui um conceito ampliado, procuramos levar, dada situação, a possibilidade de regularização das operações não só ao público-alvo do programa, inclusive tem garantia integral da União, mas também a outros públicos aqui que a gente entendia que mereciam essa possibilidade de repactuação e mantivesse esses clientes ativos aqui na nossa base. Houve esse programa ano passado e isso, obviamente, alimenta a nossa carteira renegociada. Mas esse ano, nós tivemos um novo. Estamos ainda tocando o novo programa, que é o Desenrola PJ, e aí sim ele traz um volume bastante representativo. E a gente também tem levado esse tipo de solução para outros clientes, pessoa jurídica, e isso fomenta a questão de regularização. Mantém o cliente aqui conosco, mas obviamente, traz esse impacto no crescimento do saldo da carteira renegociada. Mas tudo isso feito com estratégia e de uma forma que a gente já tinha pensado que esse saldo poderia atingir, até porque ela vinha rodando em patamares muito baixos em função de todo o processo de assistência à clientela que a gente fez desde a pandemia. Então a gente tem esse processo agora, obviamente, o que é que faz com que nós acreditemos e temos certeza que vamos entregar uma boa performance dessa carteira. É exatamente o que o Geovanne colocou que a nossa eficiência de cobrança, a gente sempre vem falando com vocês, a busca incansável aqui para a gente elevar essa performance por questões estratégicas, vocês acompanham, a gente não faz cessão de carteira ativa, até porque o que eu vou receber de benefício econômico numa sessão de carteira ativa é menor do que o que eu colho de fruto com os nossos profissionais aqui fazendo a cobrança. E eu ainda, de quebra, mantenho o cliente ativo aqui conosco. Então essa performance foi bastante favorável, no segundo tri. A gente pode até considerar que em função de principalmente dois casos do segmento atacado, não vai ser esse patamar que ela vai se manter. Mas vocês podem esperar tanto no terceiro quanto no quarto tri, uma performance de recuperação de crédito superior àquela que a gente vinha trazendo historicamente, que é mais ou menos dois bi ao trimestre. Então estamos bastante seguros, confiantes, temos todo o instrumental para fazer a gestão dessa carteira, temos profissionais qualificados, modelos de cobrança digital que a gente vem aperfeiçoando sistematicamente. Nós temos um robô, o WhatsApp de renegociação e que é referência no mercado. Então tudo isso faz com que a gente acredite que o saldo, tá Gustavo, para ser bastante realista, ele deve se manter nesse patamar. Mas a gente como eficiência muito forte de cobrança, elevando aquilo que historicamente a gente vem entregando tri a tri, não nesse patamar que temos hoje, mas o meio do caminho entre o que entregava que eram 2,0 e esses 3,0 que a gente entregou no segundo tri de 24. Gustavo Schroden - Bradesco Muito bom pessoal, sim super claro. Se eu puder, só pra fechar esse tema que eu acho que é importante nessa questão, se, então pelo que vocês estão falando, o nível de recuperação mais alta e se eu entendo uma certa, vamos trabalhar uma certa acomodação ou um ambiente melhor de inadimplência, a PDD do segundo semestre deve rodar abaixo desses, desses R$16,2 bi que vocês totalizaram no primeiro semestre, ou seja, mais para a parte de baixo do novo guidance que vocês passaram? Geovanne Tobias - CFO A gente está mirando um meio do guidance, então você deveria esperar um patamar semelhante. E se eu repetir R$16 bi, eu estou mirando ali nos R$32 bi, entendeu? Então eu estaria falando o que? De R$8 bi por trimestre, mais ou menos, é R$8 bi por trimestre exatamente. Então assim porque assim a nossa expectativa inicial, Gustavo, era de fato a gente conseguir fazer essa, atingir o ápice e virar essa curva pra que a gente conseguisse fazer menos no segundo trimestre. Só que a gente viu que não seria dessa maneira, porque além da gente está crescendo e aí o bom colesterol que o Prince falou, você tem que fazer provisão, na medida em que eu estou crescendo a carteira. Mas eu tenho ainda essas outras que eu estou administrando, em particular no agro. Basicamente as linhas de investimento que foi aonde deu uma esticada na inadimplência batendo 1,5%, o custeio já voltou pra patamar de 1%, a inadimplência. Mas a gente tem que estar atento a isso daí e no caso de micro, pequenas empresas, então assim a gente entende que mantendo aí no patamar de oito, oito e pouco por trimestre, tentando fazer uma conta aritmética simples, seria isso o que se esperar do segundo semestre. Gustavo Schroden - Bradesco Perfeito. Muito claro. Muito obrigado pelas respostas. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Schroden. A nossa próxima pergunta vem do Ricardo Buchpiguel do BTG. Ricardo Buchpiguel - BTG Bom dia, pessoal e obrigado pela oportunidade de fazer perguntas. Eu inadimplência e provisão do banco no queria entender quanto da segmento de SME deveria se beneficiar das garantias do Pronampe e quando é esperado que elas sejam garantias, que sejam exercidas. E uma segunda pergunta, a gente vê o crédito clientes caiu né? Tri a tri, teve uma pressão aí pela questão do mix de crédito e também uma margem com o fund comercial mais, mais pressionada com a Selic mais baixa. Então poderiam comentar um pouquinho como vocês estão vendo nessa linha para frente e, caso a gente veja mais cortes da Selic nos próximos trimestres, essa margem de fund deveria continuar sendo comprimida. Obrigado. Felipe Prince - CRO Perfeito, Ricardo, vou comentar aqui inicialmente, até porque é bastante objetivo. Então, o PRONAMPE principalmente lá na pandemia, ele foi contratado em datas específicas e aí, obviamente, você tem vencimentos específicos e consequentemente, recuperação de PDD em datas específicas. Mas como a gente começa a trazer essa carteira para um rollout normal, o número são 500 milhões trimestralmente de recuperação de provisão vindos aí da honra do Pronampe, tá? Geovanne Tobias - CFO Em relação ao... Se você puder repetir a tua outra, da MFD, a margem financeira que você queria porque deu uma picotada aqui no teu áudio. Ricardo Buchpiguel - BTG Então, a gente viu queda de clientes, ele cai, tri a tri, teve uma pressão de mix de cliente e também tem uma pressão no fund comercial com a queda da Selic. Então, basicamente quero entender um pouco da tendência para frente e caso a gente veja cortes na Selic, se essa margem do fundo comercial não deveria jogar contra, ela não deveria continuar sendo comprimida. Geovanne Tobias - CFO Obrigado. Bom, qual é a nossa previsão? Bom, primeiro que a gente trabalha para o resto do ano, mantendo a Selic a 10,5%, sem dúvida alguma. E eu sempre falo isso. A gente tem, a gente é muito pré no ativo e pós no passivo. Só que o passivo eu tenho um pedaço dele que poupança e depósito judiciais que ele tem é 6% fixo. Então, na medida em que a Selic cai, ele vai e vai comprimindo o meu spread sobre a captação. Mas, por outro lado, ele também de certa forma barateia, ai, o quanto eu tenho que remunerar nos depósitos das minhas, os depósitos a prazo. Se a gente observa, e eu sei que muitos analistas têm olhado e você abre a tua margem com clientes e não está boa e tal. A gente tem que ter dois pontos aqui, eu acho parar levar em consideração. A gente viu, em primeiro lugar, uma queda nas minhas despesas de captação. Isso é positivo, fruto da queda da Selic. Eu acho que isso é positivo também. E na medida que a gente foca o crescimento nas linhas de maior retorno, mantendo aí uma equação adequada de risco/retorno, é positivo. Olhando daqui para a frente, aí eu queria pedir para vocês para voltar lá, quando a gente anunciou a safra 23/24. Naquela safra, foi quanto nós recebemos o menor recurso equalizável para financiar a safra rural, e nós tivemos que avançar nas nossas captações de mercado para poder fazer frente a necessidade dos nossos clientes. Isso de certa forma, comprime essa margem com clientes. Mas isso ficou no passado, porque agora a safra que está se iniciando agora e isso também foi divulgado, ela foi a maior em termos. A gente recuperou, digamos assim, o patamar de recursos equalizáveis, melhorando inclusive o spread para essas linhas. E muitos de vocês até acessaram o Cat e viram lá como a gente aumentou. Então é de se esperar daqui para frente uma melhora nessa margem de clientes, porque aqui eu tenho dois fatores. Eu tenho esse fator, olhando especificamente os recursos para o setor do agronegócio, que vieram com a margem mais comprimida, e isso está lá no MD&A. Você vê, porque a gente teve menos acesso a recursos equalizáveis que ajudavam a oficiar isso. Daqui pra frente isso vai ser corrigido com esse novo plano Safra, a gente já anunciou. E tem um outro ponto também. Vocês viram que houve um aumento no atraso. A gente reforçou provisão e, por força disso, as operações ficam atrasadas há mais de 60 dias. O pessoal olha geralmente INAD 90, mas aquelas que estão atrasadas há mais de 60 dias, a gente para de aprovar juros. Isso também impacta negativamente aqui na minha margem. E como eu não faço cessão de carteira ativa, eu carrego esses ativos que não estão mais acumulando juros ali na minha base de ativos rentáveis, causando essa, essa percepção aí. Agora, por outro lado, a gente entende que a gente está com uma margem financeira robusta de R$ 51 bilhões na visão semestral. No ano, a gente também vai entregar uma margem maior do que a do ano anterior. Por isso que a gente revisitou, revisou esse guidance, entendeu? Mas ao fazer essa análise gerencial, é importante vocês terem isso em mente. Então, o que aconteceu com os recursos menores e equalizados que a gente teve na safra anterior, isso está impactando aqui. Mas daqui para a frente a gente está recebendo um volume muito maior de recursos equalizados a um spread maior, e vai potencializar um retorno melhor aqui na margem com clientes. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Ricardo, e também se eu puder complementar, eu quero sempre sugerir para vocês olharem a margem no contexto do contábil, porque a gente acaba tendo algumas variações ali na margem, com o cliente, margem com o mercado, tem alguma parte ali da margem de passivo que acaba fluindo pra margem com mercado, que seria uma margem com o cliente. Então assim, a gente tem alguns ajustes metodológicos que a gente entende que pra vocês conseguirem conciliar exatamente a relação que a gente tem ali entre os ativos e os passivos, é melhor vocês olharem por ali. Então, por exemplo, vocês estão vendo a nossa receita de crédito e o comportamento dela nesses últimos trimestres. Geovanne comentou um elemento importante que vai influenciar o spread, por exemplo, da carteira Agro, nos próximos ciclos. E isso suporta o crescimento de receita financeira com operações de crédito. A gente tem um ciclo de crédito que vem crescendo numa posição mais defensiva, né? Então vocês veem a gente crescendo, muita carteira de crédito consignado. O agro também é um elemento importante para a gente de crescimento de carteira. Mas ao mesmo tempo a gente vê algumas oportunidades começando a surgir pra gente a partir desse segundo semestre. Olhando um pouco mais para o crédito não consignado também, a própria carteira de cartão de crédito, que tem apresentado uma redução, dada a estratégia de the risk em que a gente teve também, a gente vê algumas oportunidades para voltar a crescer essa carteira e isso alimenta a margem. Então é um elemento importante para a gente olhar ali na receita de operações de crédito, você percebe que o nosso resultado de tesouraria, a gente esperava uma redução nele por efeito de taxa, certo? A gente tem esse contexto agora de Selic mais estabilizada, que traz um contexto melhor para esse resultado de tesouraria, junto com o volume também, que a gente viu, inclusive um crescimento acontecendo aqui nesse trimestre. E isso compensa quando a gente olha a receita de crédito e a redução das despesas de captação, a gente tem a compensação desse elemento da tesouraria menor. Mas lembrar vocês também que a gente tem um elemento muito específico aqui na nossa captação, que é a nossa exposição de mais ou menos 50% em recursos de poupança ou depósito judicial, que tem a mesma remuneração da poupança. Então, num contexto de Selic, ficando aí acima de 8,5, ele acaba trazendo uma certa pressão pra gente, nesse curso de captação, que reduz, ele fica mais limitado essa redução, mesmo num cenário de redução de Selic. Então esse elemento a gente deve ver aqui ainda uma contribuição mais um pouco menor daqui pra frente. Mas olhando no todo é o que a gente e o que eu comentei aqui, a gente tem uma receita financeira de operação de crédito e uma despesa de captação que juntas suportam aí essa, esse efeito da tesouraria vindo um pouco menor daqui pra frente. A gente teve uma boa entrega de banco Patagônia, que está incluída aqui impacta nessa visão, tanto na contábil quanto na gerencial, ela integralmente margem com o mercado, né? Mas aqui, quando a gente abre a visão contábil, vocês enxergam isso linha a linha, inclusive na redução no resultado de tesouraria que a gente viu nesse trimestre. Mas ainda assim é uma contribuição bastante importante. Foram 4 bilhões ali até esse início de semestre. E a gente espera ainda uma contribuição positiva para o Patagônia, no segundo semestre, mas num patamar provavelmente um pouco menor do que o que a gente viu aqui no primeiro semestre, dado todo o movimento na Argentina, as posições de troca de títulos que o banco lá vem implementando, mas ainda assim é uma posição bem importante. Então, assim a gente reforça aqui com vocês a nossa capacidade de sustentação e crescimento da margem financeira bruta. Olhando aqui para os nossos próximos trimestres e de novo recomendando a análise também olhando pra margem financeira no contábil. Geovanne Tobias - CFO Porque é difícil acreditar né, meu spread global, ele está em cinco. Ele saiu de 4,7 para 5. A gente não vê nenhum problema, em que pese no trimestral, vocês analistas, estão "Ah, não, mas a tendência é tal, com base lá.". A gente não percebe isso, muito pelo contrário. Ricardo Buchpiguel - BTG Super claro, pessoal, obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada. Bom, passando aqui para nossa próxima pergunta. Gostaria de chamar o Renato Meloni da Autonomous. Por favor, Renato. Renato Meloni - Autonomous Bom dia, pessoal, tudo bem? Geovanne Tobias – CFO Bom dia! Renato Meloni - Autonomous Obrigado aí pelo espaço para as perguntas. Eu queria ter um pouco mais de visibilidade na revisão do guidance da margem financeira. Eu queria entender o quanto que veio de um resultado esperado melhor de, de Patagônia e quanto que vieram de outros elementos aqui. Se pudesse comentar um pouco mais na margem de, líquida de clientes também. E dentro desse contexto, eu queria entender qual a premissa de câmbio para Argentina que vocês estão usando pro Patagônia. Isso é, se tiver outra desvalorização grande do câmbio ao longo do ano, se isso afetaria a margem financeira. Obrigado. Geovanne Tobias - CFO Obrigado. Não. A premissa é que a gente está trabalhando, sem dúvida alguma, a gente está conseguindo gerar mais spread na carteira Agro, como eu falei no início, a gente conseguiu um volume de recursos equalizáveis maior do que o que a gente recebeu na safra anterior. E a safra nova, ela está iniciando agora. Só até o dia 5 de agosto a gente já desembolsou R$ 20 bilhões para a nova safra. Então, dentro de um contexto de spread melhor, então é de se esperar, aí, um crescimento. Além disso, a gente tem estratégias muito táticas que a gente está fazendo dentro da nossa tesouraria, como operações de derivativos, hegdes com os clientes. Somos o maior financiador do comércio exterior. É importante colocar isso. E que tem nos permitido, dada essa volatilidade, gerar ganhos ali, além daquilo que a gente consideraria dentro de uma expectativa de um cenário menos volátil que a gente teria. A gente tem também feito, apresentando, aproveitando uma oportunidade específica. A gente aplicou uns R$10 bilhões dentro de uma estrutura e também traz um retorno bem, bastante acima de Selic para nós. Então isso daí também tem nos permitido fazer uma melhoria ali no âmbito da nossa tesouraria. No âmbito do crédito como um todo, a gente tem conseguido crescer no agro, perdão, no consignado e a gente tem focado uma expansão muito grande também no consignado INSS a gente cresceu, se não me engano, mais de 20% naquela linha específica, trazendo também um uma contribuição maior da pessoa física. E a gente está olhando muito atentamente para a expansão do não consig. A gente percebe que o mercado está retomando o não consignado. Ali você tem maiores spreads e a gente pretende, já pavimentando, pensando já no resultado de 25, minha carteira de crédito, de cartão de crédito, por exemplo, a 50 e poucos bi, um dos meus competidores tem três vezes mais, praticamente esse valor. Então a gente tem como estar focando nesse crescimento, uma vez que eu já equacionei, por exemplo, o meu onboarding, que era um dos problemas lá atrás, que trouxe aquela inadimplência de cartão de crédito acima de 10%. E essa carteira de crédito hoje eu consegui fazer o the risk dela, e eu estou com inadimplência perto de 5%, então se torna mais atrativo, dado que eu investi na tecnologia, nos sistemas e na segurança. Tenho esse onboarding melhor. Eu consigo fazer essa... Como é que se diz? Um crescimento de uma maneira mais segura, nessa linha especificamente. E tem todo um, dado novo arcabouço aí, o Prince pode até acrescentar alguns dados, a possibilidade a gente está oferecendo empréstimos não consignados, mas com garantias e baseado, por exemplo, em previdência. Não é isso mesmo, Prince? Felipe Prince - CRO Exatamente, Geovanne. Então, o novo marco legal de garantias já era uma operação que existia, mas ela tinha ali a suas contestações. O novo marco legal de garantias consolidou a possibilidade da utilização de planos de previdência em garantias de operação de crédito. E aí é natural que a gente aproveite essa fortaleza. Nós somos os líderes em previdência privada no Brasil. Temos R$ 400 bilhões sob gestão e temos uma carteira de crédito não consignado, co-lateralizado por esses planos de só 300 milhões. Então aí é 300 mi para um total sob gestão de 400 bi. Você vê o tamanho da avenida que a gente tem para percorrer e, melhor ainda, mantendo o atendimento ao nosso cliente. Porque muitas vezes, numa eventual necessidade, o cliente acaba optando por resgatar o plano de previdência para fazer frente aquela necessidade momentânea e isso faz com que, obviamente, traga uma percepção não muito boa na relação com o banco. Ao poder oferecer esse crédito, você mantém preservado o saldo sob gestão e ainda faz o crédito. E o melhor dos mundos, atendendo o cliente e deixando ele feliz. Então a gente acredita muito nesse potencial. Janaína Storti – Gerente Geral de RI E Renato só também aqui trazendo um complemento com relação à diferença de cenário aqui que trouxe essa revisão de Guidance, o elemento de Selic mais alta também contribui para essa nossa revisão, na medida em que ela suporta ali um resultado de tesouraria mais elevado e compensa essa pequena compressão que a gente vai enxergar aqui na despesa de captação, ou seja, uma redução menos acentuada. Ao mesmo tempo em que a gente cresce receita de crédito com crescimento de carteira, geralmente na segunda metade do ano, ela acaba sendo mais dinâmica também e mais benéfica para a margem. Também dado outros elementos que a gente considerou aqui de crescimento de carteira. Mas isso também está contido ali na nossa revisão. E a própria contribuição do Patagonia, que nesse primeiro semestre contribuiu com 4 bilhões, que inicialmente era o que a gente previa para o ano como um todo. Então ele também traz um elemento aqui para a gente de adição de margem nesse nosso ano de 2024. Felipe Prince - CRO É isso, só para concluir, nessa premissa não está prevista nenhuma maxi. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Sim, assim como com relação a câmbio. Realmente é um cenário muito ainda difícil de se trazer alguma previsão com relação a taxa, mas aqui nesse nosso contexto não consideramos nenhuma maxidesvalorização ou nova maxidesvalorização. Geovanne Tobias - CFO É talvez importante para você entender de Patagônia que um dos fatores principais para melhorar o resultado ali, independentemente da questão macro, até porque a economia ainda está no processo de estabilização, foi uma decisão do governo de tirar o quepe na remuneração da captação. Então o Patagônia é um banco bastante líquido e goza de uma reputação muito boa lá na Argentina. Então ele tem um fund, um volume de fund expressivo. Ele é todo aplicado praticamente no over, na liquidez, lá na Argentina. A exposição ao dólar não é tão grande. Só que você tinha um quepe. Eu era obrigado a remunerar os correntistas a 110%, se não me engano, da taxa básica deles lá. Felipe Prince - CRO LELIQ. Geovanne Tobias – CFO Da Lelic, é. E eí com esse novo, faz parte do programa também retirar esse quepe. Então hoje você remunera em média 40, 45, alguma coisa assim da LELIQ nessa captação. Então você abre um spread fantástico pelo lado da captação, entendeu?. Então isso daí também justifica porque que o resultado de Patagônia aqui na nossa margem tem sido maior do que aquilo que a gente esperava lá, quando a gente fechou o orçamento inicialmente, porque até então a gente não tinha nenhuma visibilidade do que aconteceria. Já aconteceu uma max lá na virada do ano. A gente sabe que hoje o câmbio oficial do paralelo abriu. Não está sendo suficiente, está tendo um gap. Talvez o governo tenha que fechar novamente esse gap. Mas por enquanto a gente não espera assim nenhum impacto. Até porque a contribuição da margem, aquele crescimento de 16,4% da margem financeira bruta, se eu excluir Patagônia, eu teria tido uma margem financeira bruta, crescendo 16%. Renato Meloni - Autonomous Bem entendido. Muito obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada. Bom, a nossa próxima pergunta vem do Brian Flores do Citi. Oi, Brian! Brian Flores - Citi Oi, pessoal, tudo bem? Obrigado pela oportunidade também. Parabéns pelo novo formato. Acho que está bem bacana. Parabéns! E eu queria aproveitar e perguntar um pouquinho sobre o capital que eu sei que vocês aumentaram há pouco Payout e também acho que vocês falaram que era pra alguns anos, a gente tem visto uma redução no capital principal e como vocês falaram, também apetite de risco e vocês ainda tá bem saudável. Então isso pra frente, olhando 25 e daí pra frente, a gente deveria ver, talvez uma moderação nesse apetite? Como que vocês estão pensando assim nesse, ao pensar esse orçamento de crescimento mês a mês a posição de capital, que talvez está um pouquinho mais apertada e com aqueles pagamentos já também no dividendo. O que que vocês estão fazendo? Geovanne Tobias - CFO Obrigado Brian pela pergunta. Só pra trazer sobre perspectiva, se eu tivesse mantido meu meu payout de 40%, a estimativa é que o meu índice de capital principal, ao invés de ser 11,6, seria 11,67. Então seria aí sete bipes a mais. Não é isso que faz a diferença. É, sem dúvida alguma, quando nós discutimos aumentar o payout, que era inclusive um anseio, um desejo e talvez até uma cobrança de vocês, os investidores pediam muito pra gente distribuir esse capital que estava em excesso. Ah, isso foi bom porque trouxe pra nós uma reflexão do que seria a estrutura ótima desse capital. Claro que pra nós, Banco do Brasil, que a gente não acessa a qualquer momento o mercado de capitais, porque necessariamente eu precisaria ter a concordância do meu acionista controlador de participar de uma secundária, um follow on, uma emissão, perdão, primária, mas na realidade a gente então construiu a estratégia do banco para poder promover o crescimento dos negócios de maneira orgânica, com a geração de resultados sustentáveis. Então, o que está por trás desse nosso, dessa nossa ambição estratégica é isso. Eu preciso gerar lucros que são incorporados à nossa base de capital para sustentar crescimento. A gente prevê, e quando a gente decidiu aumentar o payout, a gente também previu essa leitura de um cenário mais benigno, onde você teria uma redução de taxa de juros, uma redução de desemprego, uma atividade econômica melhor, um crescimento e, com isso, uma demanda maior por crédito. E é isso que a gente norteou essa nossa estratégia. O que a gente tem observado, de fato é: estamos crescendo no nosso core business, estamos gerando o resultado. Esse resultado está sendo suficiente para suportar esse crescimento e essa queda no capital principal, ela está totalmente dentro do que nós previmos do que aconteceria nesse processo, porque é um processo de você desembolsar, gerar o resultado e repor aquele capital que foi consumido com a alavancagem. A gente tem buscado, então, otimizar essa estrutura, essa estrutura, ela está bem acima do que seria o nosso prudencial, o nível, o mínimo requerido pelo regulador é 8%. Acima desse 8%, eu já boto um prudencial nosso que é fechado dentro do nosso apetite a risco, aprovado no âmbito do Conselho e do Comitê de Risco do Conselho, do Conselho de Administração e no nível de 11,60, ainda estou acima, então eu ainda tenho um buffer para continuar reduzindo na medida em que eu vá expandindo o meu ativo. Isso aí vai chegar até um determinado momento, aí que ele retoma, mas a gente não quer que ele vá crescendo. A gente precisa manter no que a gente consideraria esse nível ótimo ali próximo do que seria o prudencial. A gente não divulga o que é o prudencial, mas eu diria para você que é bastante acima do mínimo regulatório. Então não nos interessa ter hoje um índice de capital próprio, a principal, alto e nem também muito baixo. Agora a gente acredita que nesse patamar aí entendeu? Dos 11, é um nível de capital extremamente saudável. É ótimo para que a gente consiga manter o crescimento do nosso negócio. Felipe Prince - CRO E aí Brian, vê uma perspectiva de futuro. Não sei se era isso que você iria complementar, mas a gente já passou pela questão do risco operacional que vai ser implementado. Mas, que as projeções e impactos já estão, em sua grande parte, absorvidos nesse índice que a gente traz. Temos a questão do IRFS9 também da 14.467, onde a gente tem debatido muito forte junto com a Febraban e com o nosso regulador, a possibilidade do diferimento em 36, 60 meses ou até um prazo maior da mudança na regra de provisionamento. E isso, obviamente vai fazer com que esse capital oscile. Mas como Geovanne colocou, dentro do nosso apetite a risco é estabelecido. Então a gente está bastante confortável, tanto com o que está por vir no âmbito, no âmbito regulatório, mas também com a nossa capacidade de continuar financiando a expansão dos nossos negócios. Brian Flores - Citi Obrigado. Geovanne, um follow up bem rapidinho, se eu puder. Você falou como, como as condições que talvez quando vocês orçaram estavam um pouco mais favoráveis. Agora que o cenário tem mudado e se continuar assim um pouco mais apertado, difícil, com o juro alto como você colocou, seria factível ver alguma mudança no payout daqui pra frente? Geovanne Tobias - CFO Não, A gente trabalha com payout de 45. Eu infelizmente não posso orientar o negócio do banco abrindo a janela e ver se vai chover ou se vai fazer sol. Para mim, hoje, o mercado é isso. Hoje o Fed vai cortar juros, amanhã o Fed vai aumentar juros. Então está uma volatilidade que traz oportunidades e a gente tem sabido aproveitar essas oportunidades ali no âmbito do resultado da tesouraria. Mas a gente continua trabalhando, sim, com a perspectiva de crescimento da economia do Brasil. Para o ano que vem, a gente está trabalhando de uma Selic terminal a 9,75. Para este ano, mantendo ela até 10,50. Então a gente não trabalha com essa perspectiva de aumento de taxa de juros não. Podemos rever esse cenário? A princípio, sim, mas eu acho que a probabilidade é muito mais de cauda do que efetivamente uma probabilidade grande. Então a gente continua orientando aqui o nosso negócio para esse cenário. Brian Flores - Citi Perfeito. Obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Bom, obrigada. Eu vou passar agora aqui para a próxima pergunta do Yuri Fernandes, do JP Morgan. Yuri Fernandes - JP Morgan Obrigado, Janaína. Bom dia, pessoal! Queria voltar na questão de margem, focar um pouquinho no ativo, vocês já deram um pouquinho de cor. Já comentaram um pouquinho de algumas linhas, de tomar mais risco e o cartão é uma coisa que chama muita nossa atenção que vocês perderam marketshare nos últimos anos. Teve um NPL que o Geovanne já comentou que estava alto, o NPL tem caído, a gente olha ali a carteira que gera juros dentro de cartão. Ela está num patamar historicamente alto. Acho que 80% do balanço de vocês é transacional. Era 75. E tem a repaginação do Ourocard. Daí do outro lado vocês tem um Brasil ainda com o brasileiro relativamente alavancado e a indústria tem crescido mais perto de dez. E vocês ainda estão caindo. Acho que o tri a tri foi -1. Eu acho que o tri a tri da indústria foi +2. Minha pergunta é como que vai ser esse crescimento de cartão? Qual que é estratégia de vocês? É o alta renda? Assim, o produto está repaginado. Eu acho que, acho que talvez a lição de casa vocês já fizeram e é super importante entender o cartão pra margem de 2025, então acho que assim, o Geovanne está super positivo com margem e eu entendo o rural, eu entendo o passivo, mas eu queria explorar um pouquinho PF. Como crescer esse PF, qual que é estratégia do cartão de crédito do Banco do Brasil pra frente? E se eu puder, uma segunda pergunta, mas essa é bem rápida. É só sobre Previ. A gente, vocês já devem ter talvez um pouquinho de luz do que deveria ser. Geralmente, quando a gente vê a curva de juros futura abrindo, tende a ser bom para resultado de previ. o passivo fatorial cai. Então se vocês puderem comentar um pouquinho de previ, se isso pode ser uma ajuda pra vocês no segundo semestre eu agradeço. Obrigado pessoal. Geovanne Tobias - CFO Yuri, obrigado pela pergunta. A gente deliberadamente, a gente praticamente fechou a carteira de cartão de crédito e depois teve toda aquela discussão sobre o rotativo, o cap dos juros do rotativo, etc e tal. E a gente sabia que a nossa solução de onboarding não era a mais adequada, causava muita fricção. E a gente teve vários momentos aí que a gente está lançando essa nova plataforma ourocard, focando em experiência acima de tudo, né? A gente optou por não focar tanto no crédito via cartão de crédito e sim oferecer soluções de CDC, etc e tal. E o CDC a gente cresceu 9%, por exemplo, do que focar o cartão de crédito. Eu sei que a Nubank, Itaú esses outros bancos eles focam muito a carteira, se não me engano do Itaú é, sei lá, três vezes quase a minha aí de cartão de crédito. Eu acho que é uma oportunidade, sim, tá. Para a gente estar olhando, e claro. O AB ele não tende a pegar no rotativo, o AB, o máximo que ele faz é parcelar sem juros, pagar a fatura toda. Então a gente está falando de CD, mas de uma maneira extremamente cuidadosa, porque o banco ele acabou indo ali no mar aberto para o EF e a gente teve muita perda. A gente teve que realmente contabilizar. Então a gente meio que fez um freio de arrumação para esse mercado, para esse produto. A gente investiu em tecnologia, tentou reduzir a fricção na jornada do cliente, permitir também um onboarding mais rápido, ágil e mais seguro, para a partir daí, você ter a oportunidade de oferecer o cartão e também trabalhar nessa modalidade de financiamento. Então, uma das coisas que a gente lançou agora recentemente é que a gente vai estar focando, o PIX parcelado e parcelando isso no cartão, entendeu? Porque o PIX veio para ficar. É uma realidade, ele avançou muito em cima do dinheiro espécie e também das transferências TED e Doc. A gente não percebe o PIX ainda avançando sobre o cartão de crédito e também muito pouco o débito praticamente estável, mas o a gente tem espaço sim. Não faz sentido os meus pares crescendo em cartão de crédito 2, 3, 4% e o banco caindo 3%. Então a gente tem que pelo menos. E você olha no notimp e você vê ali o não consignado, cartão do banco, ele meio que está perdendo um pouquinho de share. Então isso a gente precisa está recuperando, tá bom. E a outra questão que você falou sobre previ, isso previ. Na medida em que você tem um aumento do... você reduzindo as provisões matemáticas por conta do crescimento da taxa. Sem dúvida alguma isso beneficia, né? A gente teve, você tem os números? Janaína Storti – Gerente Geral de RI Sim, a gente aquele resultado antecipado, o que a gente tem e o que a gente teve nesses últimos dois trimestres foram 640 milhões e a gente prevê aqui, de acordo com as análises atuariais, 700 milhões nos próximos dois trimestres. Então, tem sim uma contribuição positiva, que já era positiva no primeiro trimestre e agora é um pouco melhor no segundo. Yuri Fernandes - JP Morgan Obrigado pessoal. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada. Bom pessoal, a nossa próxima pergunta vem do Mário Pierry, do Bank of America. Mário Pierry - Bank of America Bom dia, pessoal! Parabéns, ai pelo resultado. Minha pergunta é um pouco mais chata, quando eu pego aqui no seu guidance, a mudança de guidance, a gente vê que sua provisão no meio ponto subiu R$ 4 bilhões. Se eu pego o meio do ponto da revisão que vocês fizeram no NII é de R$ 2,3 bilhões. Então quer dizer, vocês estão esperando uma despesa de 4 bilhões a mais e uma receita de 2,3 bi, mas ao mesmo tempo se manteve o seu net income estável, entre 37 40. Então estava tentando entender o que isso significa. Você está vendo aí algumas outras linhas um pouco melhores do que o esperado? Ou você está mirando um pouco mais agora o border do Guidance ser de 37 bi e descer o meio do guidance? Geovanne Tobias - CFO Obrigado, Mario, pela pergunta. Da onde que vou pagar essa conta? Em outras palavras, é isso aí você quer saber. Não se esqueça de daqueles R$ 18,8 bilhões, quase 9 bi tá vindo dos meus outros negócios. Então eu tenho aí a seguridade, eu tenho consórcio, eu tenho "n" outros negócios que de certa forma estão, como é que se diz, ajudando a gente a entregar esse resultado de 21 e poucos por cento de retorno no patrimônio líquido. Então a gente tem uma expectativa, sim, de vir de diferentes vasos comunicantes para ajudar a fechar aquela conta ali, daquele lucro de 37 a 40. Agora, claro, partindo da premissa de que minha margem financeira bruta eu entreguei um crescimento de 17% ou 16,4, perdão, nesse primeiro semestre. Então, se eu estou trabalhando por um ano, 10 a 13, é como se eu fosse ter até um desempenho um pouco menor. Vamos aguardar. A gente vai começar a nova safra. Como eu falei para vocês, a safra, ela está vindo também num bojo de um volume de receitas equalizadas, maiores e trazendo spreads melhores para a gente. Então a gente acredita que a gente está aqui num tom mais conservador, tá o Mário. Então, assim, você fazendo essa matemática pura e simples, mas a gente não dá o guidance de todas as outras linhas de negócio do banco aqui para vocês. Você fecharia simplisticamente fazendo essa conta. Tipo assim está short em 2 bi. Da onde é que vai vir? Mas vai vir. Tenho certeza disso. Janaína Storti – Gerente Geral de RI E Mário também assim considera, quando você coloca 4 bi de provisão a mais, você está considerando o topo de range de PCLD, né? A gente sai de uma PCLD que a gente já vinha guiando vocês para topo e revisamos agora. Então sai desses 30 para 31 a 34. Mas se a gente olhar mais para meio, a gente vê uma adição aqui, como a gente comentou, de algo muito próximo, uma despesa próxima do que se foi feito no trimestre passado, e próximo de meio aqui. Então aqui a gente tem essa diferença de 2 bilhões. A gente comentou aqui na pergunta anterior a respeito do resultado de Previ, que ajuda mais um pouco. Geovanne comentou do resultado das participações que o banco tem em outras empresas e a possibilidade de melhoria de negócio. Então, assim é um pouco complicado, porque não necessariamente tudo aqui é meio, né? Então a gente vem numa escalada muito boa de despesa administrativa, por exemplo, que a gente está um pouquinho mais abaixo. Então acho que essa matemática ela vai se ajustando e ela vai se acomodando pra gente alcançar esse aumento de lucro que a gente tem aqui o compromisso com vocês de um crescimento de high single digit. Então, eu acho que é esse contexto todo que a gente também precisa considerar aqui no balanço do Guidance. Tá bom? Mário Pierry - Bank of America Tá ótimo. Obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada. Bom, a nossa próxima pergunta é do Tito Labarta, então eu vou mudar para o inglês. Tito Labarta do Goldman Sachs. Olá, Como vai? Tito Labarta - Goldman Sachs Olá, Janaína, bom dia a todos. Obrigada por pegarem a minha pergunta. Eu tenho um follow up da pergunta do Mário, mas de uma maneira um pouco diferente. Você falou do NII, da melhoria, que as provisões podem até aumentar um pouquinho mais e vão até se estabilizar depois. Você acha que esse NII ajustado ao risco e as provisões vão continuar a aumentar a partir daqui? E o que você acha da sustentabilidade do ROI a 1,7? Você acha que seria sustentável para o ano que vem? Ou além disso, quais são? Geovanne Tobias - CFO Obrigado Tito pela pergunta. Sem dúvida alguma. Na medida em que essa nossa estratégia de ampliar o crescimento na carteira de individuals, de pessoa física, nessas linhas mais rentáveis, como o cartão de crédito, como não consignado, isso ajuda a robustecer essa nossa geração de Net Interest Income, de margem. E então a gente acredita, claro que a depender também, e a gente, porque eventualmente, Tito, o que poderia por em risco essa nossa estratégia, é caso houvesse uma queda muito brusca da Selic, porque aí ela começa a comprimir meu spread no lado do passivo, porque tem uma parte do meu passivo grande em poupança e que é 6% fixo. Eu teria que ter uma Selic abaixo de 8,5 para você imediatamente aumentar essa margem de passivo para 30%, porque aí a poupança passa a ser remunerada a 70% da Selic. Então isso a gente tem que ter muito cuidado. Como para 2025 a gente está trabalhando com uma Selic terminal 9,75. Agora, tudo isso, é estimativa né gente, a gente tem que ir ajustando no decorrer dos acontecimentos. A gente acredita que sim, que a gente consegue manter esse nível de retorno. Né? E garantindo, aí, a gente espera um crescimento de margem ajustada pelo risco, inclusive na pessoa física. A gente tem o rural com essa nova safra, que está trazendo no bojo dela spreads maiores. É tudo uma questão de a gente controlar a provisão, no risco, principalmente em micro e pequenas empresas, que a gente já endereçou e está endereçando e no agro. A margem do agro e do corporate, já é uma margem apertada. Então você não tem como você crescer muito nessa margem, a não ser você gerar mais volume para gerar ganhos e controlar risco. Agora em pessoa física, sim, a gente ainda é muito concentrado em consignado. Vamos continuar concentrados, mas a gente está aproveitando pouco as oportunidades de crescimento de cartão de crédito. E eu acho que é mais ou menos isso. Não sei se gostaria de acrescentar alguma coisa, Prince e Janaína. Felipe Prince - CRO Perfeito. Geovanne, só desse lado do crédito, é o cartão, como você colocou. E aí acho que dá oportunidade da gente falar que nós crescemos, sim, essa carteira ao longo de três, quatro anos, ela praticamente dobrou, só que no ápice de saldo, ela tinha ali ainda muito componente do crescimento digital, que não performou. Então o que que nos dá confiança agora? Agora nós temos uma carteira praticamente igual, uma queda aí de 3%. Então o saldo equivalente. Só que as bases desse saldo são muito sólidas. Então nos dá uma oportunidade aqui de crescimento e atender aos nossos clientes de uma forma fantástica. E tudo isso ancorado na evolução dos nossos modelos, na utilização cada vez mais forte nesses componentes de análise de dados e inteligência artificial concatenado com o nosso processo de onboarding. E isso traz uma nova seara de atuação do banco no digital, mas com sustentabilidade. Então a gente vai trazer mais cliente, nós vamos fazer mais negócios, mas continuaremos crescendo com responsabilidade, sempre olhando, como foi a sua pergunta, para a margem líquida. Então, isso vai contribuir bastante também com a manutenção nesses patamares. Tito Labarta - Goldman Sachs Ótimo, ajudou bastante. Você deu um guidance talvez para o Lower Rate e talvez a margem agora atinja uns rates mais elevados. Talvez imagine que ela seria um pouco mais positiva por causa das taxas mais altas. Geovanne Tobias - CFO Quando fizemos o guidance, esperávamos uma taxa Selic de cerca de 9,25. Agora estamos trabalhando com 10,5. Tito Labarta - Goldman Sachs Ótimo, Geovanne. Muito obrigada Felipe e Janaína. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigado Tito. Vamos continuar em inglês. A próxima pergunta vem do Nicolas, do Bank of America. Nicolas pode continuar. Nicolas Riva - Bank of America Muito obrigado. Muito obrigado pela oportunidade da pergunta. Tem uma pergunta sobre o título perpetuo que você tem 8,78% ainda pendentes, que vocês não o resgataram em abril, mas ainda podem resgatar no dia do cupom. Agora, o preço do resgate, 1,2. Eu acho que vocês podem começar fazendo isso mais ou menos em 15 de setembro. Geovanne, talvez você possa falar um pouco sobre essa decisão, se essa decisão será simplesmente uma decisão econômica ou se você pode levantar U$1,2 milhões, digamos, 8% e você vai fazer o resgate antes ou depois, ou se vai ser em outubro. Obrigado. Desse título perpétuo. Geovanne Tobias - CFO Ela vai ser puramente econômica. Tendo o mercado a uma taxa atrativa, aí eu posso avaliar, fazer o call desse que está outstanding, entendeu? Do contrário, os bancos têm nos procurado apresentando várias propostas, dizendo que o mercado está aberto. Mas a gente ainda está um pouco cético porque desde o episódio do Credit Suisse, esse mercado de eightr ones fechou e os recentes que foram colocados, eles estão ainda num preço até maior do que o que é o meu atual, entendeu? Então, assim, no curto prazo, acho difícil na janela de outubro o mercado ter melhorado bastante para poder abrir uma oportunidade de eu fazer um call, entendeu? Mas tendo oportunidade, fazendo sentido econômico, a gente vai avaliar assim. Nicolas Riva - Bank of America E, Geovanne, obrigada. Se eu tiver, se eu puder fazer um followup, você disse que o nosso objetivo para o CET1 é de mais ou menos 11 % ou para o CET1 seria mais ou menos um número diferente? Será que existe um objetivo para isso no futuro? Geovanne Tobias - CFO Não tem nenhum objetivo. O nosso objetivo tem a ver com o capital principal, ou seja, nós temos bem acima do que seria o nosso alvo e está bem acima da exigência regulatória. Nicolas Riva - Bank of America Ok, muito obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Nicolas. A nossa próxima pergunta vem da Natalia Corfield, do JP Morgan. Natalia Corfield - JP Morgan Oi, Janaína, Geovanne. Obrigado por ter a minha pergunta. A minha pergunta também é sobre capital e vocês já mencionaram um pouquinho sobre o que eu vou perguntar. A gente viu uma redução do capital nesse trimestre. O Geovanne comentou na pergunta anterior sobre impactos que vão vir no próximo ano e eu queria saber se você já sabe o impacto de IFRS9 no seu capital, o Itaú ontem no call deles, eles foram bem claros e falaram que o impacto é muito pequeno. Então eu queria saber se para o Banco do Brasil se também é muito pequeno ou se é um pouco maior do que, por exemplo, será para o Itaú. Obrigada. Felipe Prince - CRO Perfeito, Natália. Felipe Prince aqui. É prazer falar contigo. E nós teremos o impacto, obviamente. Mas como a gente tem trabalhado muito fortemente na definição das regras, não só entre os próprios bancos, mas também com o Banco Central, a gente acredita que algumas medidas de amortecimento ao longo do tempo elas vão ocorrer. Definitivamente não é o nosso cenário base. A gente ainda não dá o disclosure do impacto mais do que a gente pode garantir é que ele não é material para alterar a visão com que o Geovanne está trazendo aqui, que a gente entende adequada, ou seja, o nosso nível prudencial de pilotar o banco e as nossas estratégias de crescimento daqui para a frente. Então tem bastante questões regulatórias ainda sendo discutidas. Eu trouxe aqui para vocês a questão da 14.457, que ela, a depender do prazo de diferimento, ela altera bastante esse ponteiro aqui, no caso do Banco do Brasil, e aí vai depender desse cenário. Já se falou de 36, até 10 anos para poder fazer esse diferimento. Então isso tudo traz um balanço no nosso capital, mas obviamente a gente faz a projeção de capital por cinco anos adiante e nós temos total capacidade de absorver toda essa evolução regulatória que está pactuada aqui para o Brasil, pendente apenas de algumas definições para que a gente possa trazer para vocês na vírgula que o tamanho é de eventual impacto. Mas como eu disse, não vai afetar a condução do nosso negócio. Natalia Corfield - JP Morgan Então provavelmente não será um impacto muito grande. Felipe Prince - CRO Provavelmente. Geovanne Tobias - CFO Depende do que você chama de grande. Não é irrisório como o Itaú diz que vai ser o dele. Vai ter impacto, mas não vai atrapalhar. Olhando aqui meu índice de capital, eu vou continuar com o capital aí acima do que seria o prudencial nosso, é bem acima do que seria o regulatório. Natalia Corfield - JP Morgan E é isso que a gente espera. Obrigada. Geovanne Tobias - CFO Não, mas é isso que a gente espera também, agora impacto irrisório, aí realmente não é o nosso caso. Vai ter um impacto, mas nada que atrapalhe essa nossa estratégia de crescimento. Natalia Corfield - JP Morgan E poderá possivelmente mudar a sua política de dividendos. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Natália, a gente está fazendo todas as revisões de modelo, as análises, aprofundando isso mais aqui internamente do banco e assim que a gente tiver um pouco mais de cor, de impacto, exato, aí a gente também vai compartilhar melhor com vocês, tá? Eu acho que ainda tem alguma discussão no âmbito regulatório por parte de como vai ser feita essa adoção, como o Felipe colocou. Então a gente está aqui tentando colocar tudo na mesa para ter tudo isso muito bem detalhado e trazer para vocês. Até porque em dezembro, necessariamente a gente tem que trazer uma visão já de como será para 2025. Geovanne Tobias - CFO Mas talvez dá para dizer que seria dois dígitos, né Prince? Nosso ICP continuaria sendo de dois dígitos. Felipe Prince - CRO Não, com certeza, com certeza de dois dígitos. E da mesma forma como a gente vem debatendo aqui nesses dois anos, a questão do risco operacional, e a gente trouxe o impacto aquém daquilo até que a gente tinha passado para vocês lá no início. É a mesma forma que a gente está pilotando aqui a adequação do nosso balanço às novas regras que estão por vir, mas lembrando ainda pendentes de algumas regulamentações. Natalia Corfield - JP Morgan Obrigada. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Bom, a nossa próxima pergunta vem do Carlos Gomez-Lopez, do HSBC. Carlos, you can speak in Portuguese or English. Carlos Gomez-Lopez - HSBC Vou tentar. Tenho duas perguntas, são da parte legal. Primeiro, o risco legal. No tri, você dobrou, 85% de aumento no ano e 37% ou mais. Queremos entender qual a razão é qual a perspectiva no futuro, porque é um gasto muito grande para o banco. E a segunda sobre planos econômicos. Mais uma vez os senhores têm um bi de provisões. Isso são R$ 4 bi no ano. Quero entender, porque isto não é recorrente, porque no final é um dos itens mais recorrentes do banco, né? Mas é classificado como one off. Qual é a lógica para one off? Felipe Prince - CRO Perfeito, Carlos. Acho que as duas perguntas elas se concatenam. O acordo, acho que eu já até comentei com vocês aqui na última, o acordo entre a Febraban e o STF relacionado aos planos econômicos, ele se encerra o ano que vem e isso, obviamente, faz com que haja um apetite maior dos demandantes em celebrar acordos com os bancos, porque o cenário, depois do encerramento desse acordo, que ambas as partes já declararam não ter interesse em renovar, ele é bastante incerto. Então isso traz uma possibilidade de celebração desses acordos. O que a gente tem visto como oportunidade, porque a gente vem trabalhando para acelerar a execução desses acordos e, obviamente, fazer com que a despesa no desembolso desses acordos ela seja menor do que a provisão que a gente tem. Mas como eu tenho um desembolso que vem aumentando mês a mês e ele tende a aumentar até dezembro de 25, obviamente eu tenho que ajustar o meu volume de provisão a essa questão do desembolso. E como a gente já declarou aqui e em outras conferências, a gente vem tratando muito fortemente a questão do estoque. E o estoque pressupõe que eu também acelere a minha estratégia de celebração de acordos com obviamente, consumo de provisão. Então, pode ser que num trimestre ou outro eu consuma um pouco além de provisão, porque eu celebrei o acordo e gerei despesa. Mas em outros, como já aconteceu também, eu tenho uma reversão, uma reversão em um consumo menor. Recado que a gente quer passar aqui é que esse é um cenário que deve perdurar até o fim de 2025. Mas tá tudo mapeado e a gente está trabalhando fortemente aqui para que, como eu disse, a equação ela seja de, no final e o que eu tenho provisionado seja inferior ao que eu vou pagar. Agora o Delta D disso é que é um pouco complexo, porque depende da justiça e da vontade dos clientes em celebrar esses acordos. Carlos Gomez-Lopez - HSBC E tudo isso é para planos econômicos, não? Felipe Prince - CRO Sim, não só planos econômicos, mas a estratégia de acordo ela também abarca todo o restante do risco legal. Então, o que a gente, o que que os nossos modelos têm dito e a gente tem incorporado muita evolução de juremetria na avaliação dessas demandas, que eventualmente eu acelerar um processo de acordo economicamente ao longo do tempo a valor presente isso tende a ser benéfico para o meu balanço no longo prazo. Então, o que eu faço? Identificada essa oportunidade de acelerar, a gente promove o acordo e ele acaba, num primeiro momento, trazendo uma despesa adicional. Mas, como eu disse, ao longo do tempo, isso é economicamente muito favorável para o banco. Então é basicamente decorrente dessa estratégia. Carlos Gomez-Lopez - HSBC Tudo bem. Mas então, quando seria razoável esperar que essa estratégia resulte numa provisão menor? Porque agora a gente está no momento de fazer os acordos. Tudo bem, todo 24, todo 25, todo 26, quando poderíamos esperar uma redução do custo legal do banco? Felipe Prince - CRO 2026 acho que é uma boa data, até porque, como você mesmo diz, planos econômicos é o principal ofensor e a gente espera zerar essa conta até 2025. Carlos Gomez-Lopez - HSBC Obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Carlos. A nossa próxima pergunta vem do Mateus Raffaelli, do Itaú. Mateus Raffaelli - Itaú Bom dia a todos. Obrigado pela pergunta. Queria mudar um pouquinho de assunto aqui, fazer uma pergunta com relação ao consignado INSS. Geovanne comentou, se não me engano, que vocês estão crescendo 20% no ano o portfólio desse produto que talvez o banco não tenha seu fair share, considerando o foco histórico no consignado público. Mas eu queria entender aqui que vocês vislumbram para o consignado de INSS, se pode de fato ser uma avenida relevante para o BB crescer em pessoa física também, como vocês têm operado o produto para crescer bastante nesse cenário de caps? E aí, por fim, também se puderem comentar como é que está o apetite de vocês com o leilão do benefício do INSS, que deve ocorrer até o final do ano, seria bem útil aqui para a gente. Obrigado. Geovanne Tobias - CFO Obrigado pela pergunta. A gente cresceu na realidade, de 17%, a gente atingiu um saldo agora de 25 bilhões. Se você considerar que minha carteira de consignado é 133,7 bi, então a gente pretende crescer ainda mais. A gente tinha menos de 10%, entendeu? Esse mercado, aí a gente isso muito fazendo ofertas ativas, a gente tem está conseguindo aproveitado a questão da portabilidade. A gente ofereceu, inclusive, uma, como é que se fala? Uma solução digital que o cliente, ele pode inclusive buscar a menor parcela. Ele já calcula, ele já recebe ali a nossa oferta, reduzindo a parcela dele do INSS e faz a portabilidade. Então a gente tem conseguido crescer, por isso que a gente cresceu o saldo. Tudo bem, a base era menor, mas não deixa de ser um crescimento expressivo, considerando que o meu consignado tradicional cresceu 10, entendeu? E INSS crescendo quase que o dobro. Mas a gente acredita que tem espaço sim, e a turma que acompanha esse mercado está de olho e prestando atenção. A gente não vai rasgar dinheiro. É importante, o que a gente tem percebido, que via uma estratégia bem direcionada, focada e fazendo uma oferta ativa, personalizada para esse segmento e oferecendo a tecnologia embarcada pra ajudar e facilitar esse processo de portabilidade, para nós é mais atrativo. Felipe Prince - CRO É importante, né Geovanne, deixar claro, até porque vocês comparam a nossa linha INSS, ela é digital e ela não tem intermediários, então isso nos dá uma vantagem competitiva num cenário de queda de juros, muito grande. E é isso que a gente vem tentando aproveitar, obviamente sem fazer nenhum tipo de seleção adversa. Toda análise de crédito, toda modelagem de risco, ela é aplicada rigorosamente também para esses clientes. E aí, obviamente, a hora que você concatena um custo de crédito menor, um custo de servir também menor, nos dá a possibilidade de crescer nessa carteira com o spread líquido adequado. E é isso que a gente vem aproveitando. Então, reafirmamos aqui, crescemos esses 17% nesse trimestre, mas vamos continuar crescendo muito mais. E se você pensar que nós temos mais de 20% do consignado no país, talvez essa seja a nossa fatia justa nesse mercado. Então a gente tem potencial para dobrar essa carteira e as condições que estão postas. Não obstante a competição, que está bastante elevada, elas têm nos favorecido para acelerar a execução dessa estratégia. E no que tange a leilão, é o que o Geovanne comentou, não vamos gastar dinheiro e rasgar dinheiro. Se fizer sentido, e se o retorno ajustado ao risco for favorável, nós vamos participar do leilão. Se eventualmente as condições não forem favoráveis, a gente vai trabalhar, como temos trabalhado hoje, que é atacando as bases dos nossos concorrentes. E aí tem uma coisa que conta muito a nosso favor, que eu acho que vocês têm que considerar, que é a nossa capilaridade, porque e até para que eu não me contradiga, a nossa linha é digital, mas ela está disponível para contratação nos nossos caixas eletrônicos. O público do INSS é um público que muitas vezes, ou na maioria das vezes, ele é caro por solicitar assistência pessoal, por se conectar com o ponto de atendimento. Então a gente tem essa possibilidade de trazer esses clientes não necessariamente participando de um processo de leilão. Então aqui nós vamos olhar, vamos fazer conta. Se fizer sentido, a gente participa. Se não, a estratégia que a gente vem pilotando aqui hoje, que é de atacar e a concorrência utilizando as nossas fortalezas para poder alavancar esse negócio. Mateus Raffaelli - Itaú Super claro, muito obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada Matheus. Bom, a nossa próxima pergunta agora vem do Eduardo Nishio, da Genial. Eduardo Nishio - Genial Bom dia. Bom dia a todos. Obrigado pela oportunidade de fazer a última pergunta. Eu tenho três pontos rápidos Prince, Geovanne e Janaína. A primeira em relação a Americanas, foi praticamente já delineada aí o plano de recuperação. Vocês tinham uma exposição pequena, mais de 1,6 bilhões e foi 100% provisionada e baixada para prejuízo. Queria saber como é que vocês vão tratar, esse, talvez essa reversão, recuperação, se vai passar pela linha de recuperação e o timing magnitude. Se pudesse compartilhar com a gente desse caso. O agro, a gente fez uma conta aqui de padaria e pode ser bem relevante no segundo semestre, porque você teve aumento da volumetria e aumento da participação de vocês. E a nossa conta que é bem simples, que a gente fez. A gente está chegando a um aumento de 50% no desembolso de vocês. Pode ser um drive interessante aí pro segundo semestre. E por fim, acho que é um pouquinho mais complicado aqui. A BB Seguridade, a gente ouviu no conference call da BB Seguridade que as gestões estariam alinhadas em resolver o contrato ou antecipar, enfim, reformular, talvez, o contrato, que seria muito interessante para BB seguridade nos próximos 1,5 anos. Eu queria saber de vocês se é realmente essa a intenção da gestão do Banco Brasil. Obrigado. Geovanne Tobias - CFO Deixa eu começar aqui com seguridade, do último ponto. Deixar claro de uma vez por todas, gente. O Banco do Brasil, ele, a nossa preocupação é até que ponto o banco, ele está maximizando esse contrato, não sob uma ótica de destruir valor da seguridade, porque a seguridade ela é minha, ela pertence ao Banco do Brasil. Não existe qualquer possibilidade do Banco do Brasil não renovar contrato com o BB Seguridade e fazer com o outro, tá? E a gente não vai querer destruir valor, porque a gente vai estar tirando de valor nosso de um bolso para botar no outro. O que a gente tem discutido é, sim, no âmbito das operacionais, como é que está essa equação? Quanto que o meu sócio gringo está ganhando mais ou menos do que o Banco do Brasil? Porque aquele produto, ele só é vendido graças a minha força de trabalho que está na minha rede. Graças a mim, a minha base de clientes, ela é fundamental. Eu disse aqui para vocês o quanto que esses outros negócios somaram ao resultado do banco. Então, se a gente está discutindo sim, mas sem uma pressão, porque tem que resolver, porque a precificação da BB Seguridade está muito ruim, etc e tal. Não, eu quero a conversa, ela tá acontecendo, ela vai acontecer, vai ser aprofundada. A gente ainda está avaliando, entendendo o histórico dessas parcerias, entendeu? O quanto que foi deixado dinheiro na mesa, o quanto que o meu sócio ganhou em cima de mim, etc e tal, para a gente aí avaliar qual que a gente considera essa relação justa. Isso só vai beneficiar o BB Seguridade como um todo. Felipe Prince - CRO Bom, a questão do agro, a relevância, acho que a gente comentou a tele toda aqui, e sim, você está correto Nishio. Pelo fato da negociação que nós fizemos dessa vez, e não é só uma negociação. A negociação para a gente fazer uma melhor oferta no leilão de recursos controlados, que culminou aí com o maior volume que a gente aí recebeu nos últimos cinco anos, volume proporcional que eu estou falando em volume financeiro, a maior da história. Isso vai trazer efetivamente o impulso nos nossos desembolsos. E a gente espera que essa estratégia, não só, como eu disse, ajude a regularizar essas operações inadimplentes, mas faça com que a gente possa trazer de volta ao banco diversos produtores de alta qualidade que nós tivemos relacionamento durante muito tempo e que nos últimos anos acabaram também procurando a concorrência. Então a gente tem uma estratégia muito bem colocada de utilização desses recursos para fomentar a adimplência, para assistir os clientes que estão aqui na nossa base e que também faça com que eu reconquiste. É assim que chama o nosso projeto, inclusive que eu reconquiste esses clientes que foram para a concorrência. E aí conversa um pouco, inclusive com a sua pergunta de BB Seguridade. Esse plano Safra, inclusive, tem um potencial muito forte para alavancar e os nossos produtos e serviços. E o seguro talvez seja o que mais se aproveita dessa fonte nas nossas negociações com os nossos clientes, dado inclusive a necessidade que esse mercado tem desse tipo de produto. Então a gente está bastante confiante de que vamos iniciar um novo ciclo com bastante responsabilidade. Não é a mesma margem que tinha no campo de dois, três anos atrás. Mas também não estamos falando de margem negativa não. Quem está trabalhando direitinho está ganhando 25, 30, 35% no campo. É aí que nós vamos avançar. Com relação ao caso específico da fraude no segmento de varejo, nós participamos, como vocês sabem, ativamente das negociações. Elas chegaram num ponto muito próximo daquilo que nós mesmos havíamos traçado como objetivo lá atrás, e a gente tinha até declarado para vocês que imaginávamos que teríamos um recovery na ordem de 30%. Ele vai ser um pouquinho menor que isso, mas já tem um valor relevante transitando na conta de recuperação nesse tri em função de parte desses recursos já terem sido recebidos, inclusive à vista. A nossa estratégia na participação lá no plano foi privilegiar o recebimento à vista, obviamente, num recovery que nos fizesse sentido, e deixar a parte em participação e desculpe a redundância, menor e assim foi executado. Então vai ter um pedaço que já recebemos e outro que a gente vai administrar para potencializar esse recovery. Mas aí sendo muito claro, ele não vai estar mais atrelado a crédito, mas sim a performance de equity da empresa. Janaína Storti – Gerente Geral de RI É só uma observação Nishio, quando o Prince diz que já recebemos, não está no número de junho, certo? Mas estará a partir do próximo trimestre. Eduardo Nishio - Genial Perfeito, Super claro. Muito obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada. Bom pessoal, eu gostaria então aqui de encerrar a nossa teleconferência, a nossa live de resultados, agradecer a participação de todos. E para finalizar, vou passar a palavra aqui para o Geovanne para fazer as considerações finais. Geovanne Tobias - CFO Bom, sem dúvida alguma, eu sei que a divulgação do nosso resultado, em que pese estarmos extremamente orgulhosos desse resultado que demonstra a execução firme da nossa estratégia, o nosso compromisso em trazer a melhor solução para os nossos clientes e contar com o apoio dos nossos funcionários. Eu sei que o mercado, ele não entendeu e muitas questões e a gente gostaria de deixar aqui um recado muito claro para vocês. Nós estamos extremamente comprometidos para entregar esse guidance, acreditamos que conseguiremos entregar esse resultado. Estamos endereçando o que precisa ser endereçado dentro de uma ótica totalmente transparente. Aqui no banco atuamos de uma maneira juntos e misturados. A gente gosta de falar, botando o dedo nas feridas. É uma gestão bastante corajosa, mas sem abrir mão da segurança, sem abrir mão do cuidado com as pessoas, investindo na tecnologia, recuperando o gap que a gente precisa naquilo que é fundamental para gerar mais retorno e espero que no terceiro trimestre a gente possa estar trazendo mais número e mais clareza nessa nova safra. A gente tem medidas já implementadas para melhorar ainda mais a adimplência dos nossos clientes de micro e pequenas empresas e do agro que estão passando por dificuldades ou que a gente teve que aumentar a provisão. Mas, por outro lado, a geração de resultado no segmento pessoa física a gente tem tido bastante sucesso e apesar do aumento da competitividade, o Banco do Brasil tem oferecido soluções bastante vantajosas para os nossos clientes. E os números confirmam isso aí. Então contem conosco. A área de RI está a disposição para trazer mais clareza e explicar melhor, caso vocês não entendam. Estamos também sempre abertos a falarem com vocês, ok? Muito obrigado aí pela audiência. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Tchau, tchau, pessoal. Obrigado. Até a próxima.