Local Conference Call Banco do Brasil S/A (BBAS3) Transcrição Call de Resultados do 1T24 10 de maio de 2024 Janaína Storti – Gerente Geral de RI Bom dia a todos, eu sou Janaína Storti, Gerente Geral de Relações com Investidores do Banco do Brasil. Sejam bem-vindos à nossa live do resultado do primeiro trimestre de 2024. O nosso evento será em português com tradução simultânea para o inglês e você pode escolher entre as três opções de áudio: Original, português ou inglês. Estão aqui presentes conosco, nossa presidenta, Tarciana Medeiros, o nosso CFO, Geovanne Tobias, e o nosso CRO, Felipe Prince. Ontem, no fim do dia, nós divulgamos os números deste resultado e, juntamente com ele, nós disponibilizamos a todos vocês um vídeo do nosso CFO comentando os principais componentes. Isso foi feito para que a gente possa otimizar aqui um pouco mais o tempo da nossa audiência, aproveitando melhor o nosso espaço para a sessão de perguntas e respostas. Então, considerando essa nova dinâmica, eu vou passar a palavra para a Tarciana para fazer as suas considerações iniciais. Em seguida, o Geovanne vai fazer uma fala muito breve aqui com os destaques e, na sequência, nós vamos seguir para o Q&A. Mas, antes disso, vocês vão ver aqui ao longo do nosso evento um QR Code na tela. Esse QR Code, ele leva para uma pesquisa muito breve. São três perguntas para que a gente possa coletar a percepção de vocês a respeito desse novo modelo aqui na nossa videoconferência de resultado. Eu gostaria agora de passar, então, a palavra para a nossa presidenta Tarciana, por favor. Tarciana Medeiros - CEO Bom dia a todos e todas. O BB tem em seu propósito sempre ser relevante para a vida das pessoas e, neste momento em que todos nós somos solidários em relação à amplitude da tragédia que assola o Rio Grande do Sul, eu começo essa live dizendo que os moradores das regiões atingidas por essa calamidade podem, mais uma vez, contar com todo o apoio do Banco do Brasil. Desde o primeiro instante, ainda na semana passada, anunciamos ações para contribuir na recuperação do Estado e temos atualizado este pacote de ações a partir do desenvolvimento de diversas medidas em todo o nosso conglomerado Banco do Brasil. Hoje, via Fundação Banco do Brasil, alocamos mais R$50 milhões extras em apoio à população do Rio Grande do Sul. Esse valor se soma a outros 5 milhões que já tínhamos anunciado a semana passada e também aos 3 milhões que recebemos por meio da nossa Campanha Solidária, que continua no ar, que está divulgada em todos os nossos canais. Mas ressalto que nossas ações vão além das doações nas casas dos milhões pelo Banco do Brasil e pelas empresas do conglomerado. Elas envolvem o apoio humanitário na região, medidas negociais relevantes para os nossos clientes. linhas de crédito, aumentamos carências, postergamos Flexibilizamos pagamentos de fatura de cartão, além de outras medidas que possam contribuir para amenizar esse momento de dor. Também implementamos um conjunto de iniciativas para amparar os nossos funcionários que estão nas cidades impactadas. Estamos em contato direto com todos os 113 funcionários impactados, prestando apoio e assessoria para cada um deles de forma individual e de acordo com as necessidades que os afligem. Com isso, buscamos garantir acolhimento e dignidade para os nossos colegas que passam por esse momento difícil. Continuamos apoiando e acompanhando de perto a situação e vamos usar todos os nossos canais, capilaridade, o que estiver ao nosso alcance para ajudar o Estado. Desejamos que o Rio Grande do Sul possa começar a se reconstruir o quanto antes, com o apoio de toda a sociedade brasileira e internacional. Dando continuidade à nossa apresentação dos resultados, eu gostaria de agradecer a participação de todos vocês. Temos a satisfação de apresentar o melhor primeiro trimestre da história pelo segundo ano consecutivo. O lucro de R$ 9,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano representa um crescimento de 8,8% sobre o mesmo período de 2023. Eu sempre digo que a disciplina na execução da nossa estratégia e o nosso modelo de governança são atributos que geram valor para os nossos acionistas e que trazem retorno para a sociedade. A estratégia corporativa do Banco do Brasil reflete o seu modelo de gestão participativa e diversa. Reunimos representantes do acionista controlador, dos minoritários e dos funcionários em nossas instâncias deliberativas e lhes conferimos poder de voto, todos alinhados ao mesmo objetivo de construir resultados sustentáveis. Prestamos contas a mais de 1 milhão de acionistas, pessoas físicas, com os quais temos uma relação de total transparência. Entendemos que o valor das nossas ações ainda não reflete o fato de estarmos entre um dos bancos mais rentáveis do país, que cresce sua carteira de forma sustentável, responsável e que possui um capital robusto. Temos trabalhado junto com os nossos sócios e parceiros para diversificar a geração de negócios, pois sabemos que com isso seremos cada vez mais competitivos, oferecendo uma proposta de valor completa nos diferentes segmentos do mercado. As receitas com prestação de serviços comprovam isso. Fechamos março com R$ 8,3 bilhões e aqui a atuação do nosso conglomerado é muito importante. Estimulamos a inovação nos negócios das nossas empresas e vou trazer aqui alguns exemplos. No caso da BB Consócios, temos uma iniciativa no mercado que são os Consócios Verdes. A estratégia prevê contrapartida ecológica com o plantio de árvores por cada cota comercializada. Os grupos verdes incentivam a aquisição de bens da economia verde, como veículos elétricos ou híbridos, energia solar, sistemas de reuso de água, entre outros. Essa iniciativa já alcançou o volume de R$3,7 bilhões em cotas comercializadas, o que possibilitou o plantio de mais de 435 mil árvores. Outro exemplo, a BB Asset estruturou seu primeiro fundo imobiliário de shoppings, o BB Premium Malls, o BBIG11. Lançado na B3 na última sexta-feira, o fundo já se consolida como um absoluto sucesso de captação de recursos, no valor de quase R$1 bilhão. Essa iniciativa reforça o nosso compromisso em oferecer soluções completas e sofisticadas. Também intensificamos as conversas com o Banco Votorantim, com foco no aumento de financiamentos de veículos novos. Essa parceria visa aumentar a participação de mercado nesse segmento, unindo a expertise do BB em crédito e risco e a distribuição do BV no financiamento de veículos. Um outro ponto importante que eu quero comentar com vocês é sobre a Cielo. Nós acreditamos que o fechamento de capital trará condições relevantes para a companhia competir e se posicionar melhor na qualidade e na nova realidade de adquirência e meios de pagamento. E entendemos que será possível ter uma proposta de valor ainda mais completa para os nossos clientes e pessoas jurídicas, integrando a principalidade do relacionamento por meios de folha de pagamento, cobrança, adquirência, caixa, entre outros produtos, de uma forma mais dinâmica, eficiente e com cada vez mais inovação. Aliás, a inovação nos negócios é fundamental e ainda alimenta o crescimento do crédito. Ao final de março deste ano, a nossa carteira de crédito chegou a R$1,133 trilhão, com crescimento de 10,2% sobre o mesmo período do ano passado. Entre os bancos, fomos aquele que apresentou o maior crescimento de carteira, com inadimplência abaixo do apurado pela média do sistema financeiro e com um mix entre risco e retorno adequado às nossas ambições negociais. Para 2024, pretendemos continuar à frente dos concorrentes na expansão da carteira, considerando os nossos pontos fortes de atuação e liderança, como o crédito consignado, as linhas de crédito às empresas e ao agronegócio. Pessoal, o resultado que apresentamos hoje traz números bastante significativos, como uma margem financeira de R$25,6 bilhões, valor 22% superior ao apurado no primeiro trimestre do ano passado. Esse desempenho mostra a relevância da nossa atuação e nos permite ter condições ideais para já preparar e entregar hoje o Banco do Brasil do futuro. Estamos trabalhando para que o Banco do Brasil seja capaz de se remodelar, se adaptar e ser agente de transformação em economia e sociedade que se reconfigure em uma dinâmica impressionante. O banco que já queremos para o futuro atua em três vertentes: A primeira delas diz respeito a uma nova forma de se relacionar com os nossos clientes. Chamamos essa inovação de Ponto BB, que não guarda qualquer relação com o que conhecemos hoje de uma agência tradicional. Queremos trazer o melhor da experiência digital para os nossos pontos físicos a partir da atuação complementar desses dois mundos a serviço do cliente. Apresentamos essa estratégia ao mercado em nosso BB Day. Alguns de vocês nos acompanharam por lá e inauguramos o primeiro Ponto BB em março deste ano no Recife em um polo de novas tecnologias na região do Marco Zero. E olha só, os resultados iniciais do nosso primeiro Ponto BB no Recife já são bastante promissores. Em apenas dois meses, desde a sua inauguração, esse laboratório de experiências e inovação já permitiu o crescimento 20% na conquista de novos clientes e de mais de 43% nos desembolsos de crédito das principais linhas em que atuamos. Números como esses nos dão a certeza de que com o Ponto BB poderemos nos relacionar ainda mais com as comunidades locais e assim sejamos capazes de oferecer nossos produtos e serviços sob novas perspectivas ao olhar desses nossos clientes. E isso tudo com eficiência, uma vez que ofereceremos a possibilidade de parceiros hospedarem suas marcas nesses espaços, compartilhando conosco parte das despesas do ponto. Vamos lançar em breve Pontos BB em novas localidades. Com essa nova forma de relacionamento, haverá uma mudança ainda maior nas funções e atribuições dos nossos funcionários. E aqui entramos na segunda vertente da preparação do banco para o futuro. Capacitaremos cada vez mais nossos funcionários para serem assessores financeiros e agentes de transformação no relacionamento com os clientes. E a terceira vertente para o BB se manter competitivo está na inteligência de dados, que tem ampliado sua influência na geração dos negócios do conglomerado. A inteligência de dados está por trás da nossa estratégia para oferecer um banco para cada cliente, em uma atuação hiperpersonalizada, como vocês, que nos acompanham bem de perto já conhecem bem. Além disso, a experiência do BB em prover modelos robustos de crédito e risco, somada à quantidade exponencial de informações transacionais geradas historicamente, tem trazido oportunidades de hiperpersonalização a partir da combinação de dados estruturados e não estruturados. Essas ações têm impulsionado a concessão de crédito com agilidade, inovação e eficiência operacional. Isso tem permitido mapear com precisão os clientes conectados nas diversas cadeias produtivas, onde identificamos o vínculo entre empresas e pessoas físicas, possibilitando a oferta de crédito sustentável. Já implementamos a solução para o público agro, com potencial de desembolso para mais de 2,5 milhões de clientes. E, por falar no agro, eu quero aproveitar para informar que o nosso desembolso no Plano Safra já ultrapassou o volume da safra passada. Foram R$200 bilhões desembolsados em apenas 10 meses da atual safra, o que reforça a nossa força no agro e a parceria com clientes do campo. Para vocês terem uma noção, em todo o Plano Safra passado, havíamos desembolsado R$196,6 bilhões. Participamos das principais feiras agro esse ano. Desde o começo do ano, estivemos presentes e alcançamos volumes de negócios recordes em todas elas. Somando tudo, nós atingimos mais de R$13 bilhões em propostas acolhidas nesses eventos. Quero lembrar aqui também que nós somos o primeiro banco a anunciar em nosso guidance uma meta ASG. Nossa carteira de crédito sustentável alcançou R$359 bilhões nesse período, com crescimento de 9,3% em 12 meses, e hoje já representa 1/3 da nossa carteira total. Bom, pessoal, e para falar mais um pouco sobre os destaques do nosso resultado, eu vou passar a palavra agora para o nosso CFO, Geovanne Tobias. Logo após, nós vamos abrir às perguntas para vocês. Muito obrigada. Geovanne. Geovanne Tobias – CFO Obrigado, Tarci. Bom dia a todos. Aqui rapidamente, para já pularmos para as perguntas, só recapitulando, para aqueles que não tiveram oportunidade, nós tivemos um lucro líquido ajustado de R$9,3 bilhões, um crescimento de 8,8%. A nossa margem financeira bruta ampliou 21,6%, atingindo R$25,7 bilhões. Receita de prestação de serviços crescendo 2,6%. O nosso guidance entre 4 e 8, mas acreditamos que vamos conseguir entregar essas receitas de prestação de serviços nesse patamar. Despesas administrativas sob controle, R$8,9 bilhões, um crescimento de 4,9% em 12 meses. Inad também sob controle, Nossa carteira de crédito ampliada crescendo 10%, em linha com o nosso guidance. A já começando a mostrar uma estabilização a 2,9%. E nosso índice de eficiência de 25,9%. E, por último, mesmo com payout de 45%, atingimos o índice capital principal de 11,9%, que saiu do patamar de 12,12% no trimestre anterior. Antes de abrir a perguntas, é importante relembrar que esse lucro líquido ajustado, nós fizemos dois movimentos que muitos analistas estão questionando e, já me antecipando ao Q&A, um deles diz respeito a uma autorregularização incentivada de tributos. Em novembro, a Lei 14.740 foi instituída para permitir que as empresas, como um todo, fizessem essa autorregularização. Isso foi normatizado pela Receita Federal, pela Instrução Normativa 2.168, de 28 de dezembro de 2023. Dentro de uma verificação já rotineira, nós tínhamos vislumbrado, na apuração de lucros das nossas dependências externas, principalmente o Banco Patagônia, nós estávamos considerando lucros que a contabilização brasileira não permite, principalmente quando se trata de economias hiperinflacionárias. Em função disso, nós já víamos a necessidade de fazer uma correção na base de cálculo do imposto que foi recolhido em períodos anteriores. Fizemos recolhimentos a maior, a menor e com a instituição desse programa de autorregularização, nós então tivemos a oportunidade de pegar e oferecer o ajuste dentro desse programa. Ele já seria feito normalmente dentro de uma denúncia, digamos assim, espontânea, então nós tivemos a oportunidade de aderir ao programa. Com isso, também fomos agraciados com a não cobrança de multas referentes, toda vez que você tem que fazer algum ajuste do passado, de recolhimento de tributos, e isso gerou um ganho para o Banco do Brasil. Em função disso, a administração decidiu, até mesmo para poder manter coerência, porque a nossa taxa de imposto com esse ganho iria para 6%, e, na realidade, a gente sabe que essa não é uma taxa de imposto recorrente. Então, nós decidimos antecipar um movimento já de uma empresa específica, um caso específico, que estava já numa recuperação judicial antiga. Essa recuperação, ela já tinha sido tratada anteriormente, inclusive como um evento extraordinário, mas estava provisionado dentro da nossa expectativa de recuperabilidade para esse ativo. Esse ativo, inclusive do setor de telecomunicações, recentemente começou a apresentar questionamentos, houve mudanças de governança e isso trouxe, inclusive, uma séria dúvida neste caso, tendo em vista inclusive, de uma maneira extraordinária, essa recuperação judicial que estava sendo executada já há longo tempo, entrou novamente em uma segunda recuperação judicial, ou seja, uma recuperação judicial da recuperação judicial. Em face disso e considerando aí essa oportunidade de aderir à autorregularização, com esse ganho aí de correção de impostos que tinham sido pagos a maior em períodos anteriores, a administração então decidiu terminar e fazer o impairment completo dessa exposição, desse ativo problemático que estava em recuperação judicial antigo. Daí o fato de termos tratado os dois eventos como não recorrentes, para permitir aí uma comparabilidade, uma projeção melhor do que é efetivamente o resultado do Banco do Brasil que estamos fazendo e que estamos entregando para os nossos acionistas. Dito isso, então, eu gostaria de passar a palavra para a Janaína para podermos fazer a sessão de perguntas e respostas. Sessão de Perguntas e Respostas Janaína Storti - Gerente Geral de RI Obrigada, Geovanne. Bom, eu vou iniciar aqui então a nossa sessão de perguntas e respostas. Elas podem ser feitas tanto em português quanto em inglês e vocês têm o botão aí na tela para levantar a mão para fazer as perguntas. Eu vou pedir para que vocês façam uma pergunta por vez, uma pergunta para cada analista, para que a gente consiga ter a oportunidade de trazer todos aqui para a mesa de debate, nós já temos uma lista aqui grande de pessoas. E, para começar, eu vou chamar aqui o primeiro analista, que é o Renato Meloni, da Autonomous. Renato Meloni – Autonomous E muito bom o novo formato. Bem pragmático. A minha pergunta é em relação ao Banco Patagônia. Em relação ao primeiro trimestre, eu queria entender um pouco a dinâmica de resultado porque o resultado da tesouraria em relação ao ano passado subiu 5% enquanto a despesa de captação comercial caiu 30%. Então, eu queria entender quais foram os fatores que influenciaram para isso. Em seguida, qual a expectativa de vocês para a contribuição do Patagônia ao longo dos próximos trimestres desse ano? Obrigado. Geovanne Tobias – CFO Quando a gente olha a nossa margem financeira – Renato, né? Obrigado pela pergunta! –, você vê nitidamente um crescimento de 21,6%, na visão ano, atingindo R$25,734 bilhões. Quando a gente exclui o efeito Patagônia, essa margem financeira continuaria apresentando aí, na visão anual, um crescimento de 20%, atingindo R$23,676 bilhões e 6,5% na visão trimestral. O que acontece com o Banco Patagônia, aí tem um efeito direto da Max. Quando nós fizemos a consolidação do resultado do Patagônia no quarto trimestre, ao fazer a consolidação, a gente usa o câmbio médio oficial do período daquele trimestre. E lembrem que a Max aconteceu ao final de 2023. Quando eu trouxe o resultado do Patagônia agora no primeiro trimestre de 2024, a consolidação real levou em consideração o câmbio médio do primeiro trimestre de 2024, que já está full impactado pela Max. Então, o resultado ele caiu, basicamente ele tem uma redução de 1 bilhão, então ele está contribuindo em torno de 2 bilhões na minha margem. A nossa expectativa é continuar com aquele guidance que nós colocamos, um crescimento perto dos 11% para a minha margem, e a gente reconhece que esse crescimento de 20%, de alguma maneira, ele tende a caminhar na medida em que você tem uma readequação dos indicadores e da TMS também ao longo do ano. Então, a gente não tem uma preocupação grande. Muito pelo contrário, até porque no caso, quando você olha agora o resultado do Patagônia em pesos, ele está sendo bastante favorável porque, até então, no ano passado, você tinha um cap, por exemplo, que te obrigava a remunerar a captação. Ele é um banco muito líquido, que tem uma fonte de captação muito grande no mercado, ele tem rede, é um banco de rede, a exposição é muito pouca a crédito. E com as novas medidas do governo argentino, você pôde reprecificar esse custo de captação, isso melhorando, inclusive, o resultado do Patagônia. Então, de alguma forma, quando a gente fez aquela previsão, a gente tinha condições de ceteris paribus, claro, a questão da Max ela impactou na consolidação, mas a gente acredita que faz parte do nosso negócio, é uma empresa ligada, é um business que está gerando resultado, mas, se você olhar a nossa margem ex-Patagônia, ela continua apresentando crescimentos e crescimento de 20% na visão ano e de 6,5% na visão trimestre. Então, isso aí é fruto da nossa estrutura de ativos e passivos. A reprecificação do nosso custo de captação aqui foi mais rápida do que efetivamente a reprecificação da minha carteira de ativos, principalmente operações de crédito. Claro que na ponta ativa eu também sofro uma queda de receitas de TVM em função da queda da TMS. Mas nada fora daquilo que a gente está estimando. Tarciana Medeiros – CEO Geovanne, é importante ressaltar também que o Banco Patagônia é um banco que, a exemplo da estratégia corporativa do Banco do Brasil, busca novas fontes de receita. É um banco presente em todas as províncias na Argentina e que tem gestão Banco do Brasil. O Board do Banco Patagônia é um Board Banco do Brasil. São colegas do Banco do Brasil que fazem gestão lá. Inclusive o CEO tem 40 anos já de experiência de mercado financeiro e passou por todas as intempéries econômicas que o nosso país também viveu. Então, a gente está falando de uma operação muito bem gerida. Eu acho que é importante a gente frisar esse ponto também quando a gente fala de Patagônia. Geovanne Tobias – CFO Obrigado, Tarci. Janaína Storti - Gerente Geral de RI E se eu puder complementar também, pessoal, quando a gente trouxe o nosso guidance, a gente já considerava uma redução da contribuição do Banco de Patagônia. Essa redução ela aconteceu um pouco menor do que aquilo que a gente esperava, dados os elementos que o Geovanne trouxe aqui, a questão dos depósitos, o maior volume, e a gente vai continuar monitorando essa situação. A gente sabe que na Argentina a gente ainda vê um pouco de volatilidade no mercado e a gente vai continuar monitorando para a gente entender essa dinâmica ao longo dos próximos trimestres. Renato Meloni – Autonomous Obrigado. Janaína Storti - Gerente Geral de RI Obrigada, Renato. Para a próxima pergunta, eu vou trazer o Daniel Vaz, do Safra. Por favor, Daniel. Daniel Vaz – Safra Obrigado, bom dia, pessoal, bom dia Tarciana, Geovanne, Prince, Jana também. Minha pergunta é sobre a PCLD. Acho que no horizonte anual, para você entregar o seu guidance de até 30 bi, o patamar recorrente deveria voltar para uma média de 7 bilhões por trimestre. A gente vê ali que o NPL creation, o seu new NPL composition está rodando próximo a 9,5, então eu queria entender de quais setores aqui ou de quais segmentos você espera uma descompressão do risco ali na parte do novo NPL, seja de PF, corporate, agribusiness. A gente sabe que o agro está rodando um pouquinho acima nesse primeiro tri, deveria convergir para um patamar menor e empresas também? Você pode detalhar um pouquinho mais essa revolução de corporate? Felipe Prince – CRO Parte da sua pergunta você mesmo respondeu. O que a gente viu no primeiro trimestre, além obviamente da completa estabilização daquele processo de gestão de riscos que a gente tinha iniciado sobre a carteira PF, então acho que agora a provisão da carteira pessoa física ela está normalizada, aderente à geração de resultados que a gente busca nesse mercado. Começamos a ficar um pouco mais pressionados no primeiro trimestre em virtude do crédito a empresas. Então, vocês acompanharam, nós tivemos alguns casos de clientes inserindo o processo de recuperação judicial ou extrajudicial e, além disso, o mercado de micro e pequenas empresas ele vem desafiador para todo o mercado, até um pouco efeito de cauda da inadimplência PF, que, quando se estabiliza, obviamente tem menos crédito no mercado para pessoas físicas e isso impacta o consumo, principalmente em micro e pequenas empresas. Já com relação ao agronegócio, ainda é efeito principalmente das operações de custeio em produtores estocados esperando uma melhora nos preços de comercialização dos seus produtos. O que que acontece? Essas operações de custeio, elas precisam ser liquidadas até o fim dessa safra para que esses produtores possam fazer jus a novos financiamentos na safra subsequente. Então, a gente tem atuado muito fortemente junto a esses produtores para poder obter a regularização dessas operações e com isso, obviamente, amortecer esse fluxo de provisão que veio do agronegócio no primeiro tri. Então, aqui não tem mágica, nós vamos buscar e vamos entregar a convergência no guidance, otimizando a questão das provisões em PJ. Cabe ressaltar também que um terço da carteira de micro e pequenas empresas, ela está atrelada a mitigadores de risco de programas governamentais, então você tem o custo da inadimplência, você tem o custo da provisão, mas depois, quando efetivada a honra da operação, esse custo de provisão acaba se revertendo. Então, não tem nenhum caso do atacado mais no nosso radar. Micro e pequenas empresas, além de um processo de gestão de risco, a honra das operações garantidas, e o agronegócio essa intensificação na regularização das operações de custeio, para que inclusive a gente possa fazer mais um belo plano safra aí em 2024-25. São esses três componentes que a gente está atuando fortemente para fazer com que a PDD ela convirja, obviamente a gente está aí trabalhando entre ponta média e ponta alta para 2024. Daniel Vaz – Safra Super claro. Se eu puder fazer um follow-up, Prince? A parte daqueles programas do governo – acho que está tendo um ruído de eco na minha voz, desculpe –, a parte do Pronampe e outros programas que você tem a honra, seguido da sua inadimplência, tem alguma janela, algum mês específico, algum trimestre específico que você espera isso acontecer esse ano com mais concentração? Felipe Prince - CRO A concentração ela acaba porque o programa, durante a pandemia, ele teve tranches, até que depois ele passou a ser contínuo em 2023. Então, ainda temos uma tranche concentrada em termos de pandemia para julho de 2024, mas depois disso o custo das operações ele entra na normalidade. E aí, só explicando para você como é que funciona o mecanismo, as operações elas tem que cursar 180 dias de vencida para que a gente submeta a honra pelo fundo garantidor, que por sinal, inclusive, é administrado aqui pelo Banco do Brasil também. Daniel Vaz – Safra Perfeito, muito obrigado. Janaína Storti - Gerente Geral de RI Obrigada. A nossa próxima pergunta vem do Flávio Yoshida, do Bank of America. Flávio Yoshida - Bank of America Olá, bom dia a todos, obrigado pela oportunidade de fazer perguntas. A minha pergunta aqui é com relação ao apetite de risco do banco e, na verdade, eu queria mais entender como é que ele mudou em relação à quando vocês fizeram guidance. Então, a gente vê dados da economia vindo muito bem, desemprego bastante controlado, mas, ao mesmo tempo, o endividamento das famílias ainda é alto, a taxa de juros não deve cair tanto quanto a gente esperava. Então, eu queria entender como é que mudou esse apetite de risco desde então. E aí, ainda em crescimento, no consignado especificamente, que é uma carteira importante para vocês, acho que quase 40% da carteira de pessoa física, a gente vê uma dinâmica bastante diferente entre os bancos listados. Então, acho que tem players com mais apetite a risco, outros players com menos, e acho que para todo mundo tem a questão do teto da taxa de juros. Então, eu queria entender como é que vocês estão endereçando todas essas variáveis aí dentro do consignado e como é que vocês estão enxergando a rentabilidade do produto. Obrigado. Geovanne Tobias - CFO Yoshida, obrigado pela pergunta. A nossa estratégia, ela está bem clara, já estabelecida, estamos sendo bastante disciplinados na execução dessa estratégia e, você mencionou, o coração do crescimento da nossa carteira pessoa física é o consignado. Tanto é que nós crescemos mais de 10% consignado, e um ponto que a gente tinha colocado que a gente ia focar mais era nós íamos atrás daquela parcela que nós consideramos justa dado o tamanho e a presença do Banco do Brasil no setor, no caso, por exemplo, do consignado INSS. Nós crescemos o consignado INSS nos últimos 12 meses em mais de 16%. Uma outra parcela de crescimento de consignado era na parcela de consignado privado. Nós conseguimos ampliar, claro que o efeito base aqui ajuda muito nessa taxa, mas em mais de 40% de crescimento. Então, o nosso apetite ele sempre é voltado, principalmente quando a gente olha em carteira de pessoa física, para esse segmento menos arriscado. Tudo bem que ele traz um spread menor do que eventualmente um parcelado com juros, mas sem dúvida alguma ele nos propicia não só um relacionamento, mas também buscando a principalidade e manter o engajamento desse cliente conosco dentro de uma ótica de geração sustentável de resultado, e é isso que a gente busca. Então, a gente continua com foco no consignado, o nosso consignado é o proventista, nossas estratégias estão claras na busca de folhas de pagamento e a gente continua com essa estratégia. Em relação ao agro, é o coração da nossa atividade, o agro a gente continua e temos inclusive medidas que vamos anunciar e já estamos estudando envolvendo especificamente o setor do agro no Rio Grande do Sul – e o Prince pode dar mais detalhes. Em relação às empresas, nós percebemos aí uma retomada do mercado de capitais, então a gente espera, naquele caso específico, a gente ter uma atividade muito mais forte em mercado de capitais. O nosso guidance de crescimento de expansão de crédito, ele continua, tivemos aí um crescimento na ponta baixa, tanto para pessoas físicas e para empresas, mas a gente acredita que a gente vai conseguir trazer isso para o meio da range e, no caso de agronegócios, na ponta alta, o contrário. Então, a gente espera, ainda não temos visibilidade do que seria o plano safra 24-25, mas estaremos atentos e acreditamos em, como diz a Tarci... Tarci, o que você gosta de dizer mesmo? Tarciana Medeiros – CEO Que dar crédito é acreditar nas pessoas. Geovanne Tobias – CFO Isso! Tarciana Medeiros – CEO E a gente só acredita em quem a gente conhece. Geovanne Tobias – CFO Exatamente. Então, essa é a maneira do Banco do Brasil ser e agir. Prince, se você puder falar um pouquinho. Felipe Prince – CRO Eu acho que só complementando, Geovanne, a gente tem a estratégia de balanceamento do mix, então claramente a gente também tem prestado atenção em carteiras que proporcionam uma maior margem líquida, então há exemplo do cartão de crédito, há exemplo do crédito não consignado, mas o que a gente tem desenvolvido aqui internamente, temos usado muita tecnologia para poder fazer com que esse portfólio também seja saudável e efetivamente entregue margem líquida robusta, é atuar em cadeias produtivas. Então, a gente tem buscado identificar as locomotivas, um exemplo claro e a Tarci trouxe aqui no discurso dela, é a cadeia do agronegócio, onde nós trabalhamos a análise de dados transacionais desses clientes, desde as locomotivas até o pequeno produtor rural, e identificamos todas as pessoas físicas e jurídicas que transacionam dentro dessa cadeia produtiva. Reconhecemos lá, por exemplo, transações recorrentes que indicam que efetivamente há uma interligação muito forte entre esses elos e aí a gente tem alavancado concessão de crédito, seja para grandes e pequenas empresas, mas também aqui no foco ao crédito pessoal, para que a gente tenha sempre esse mix balanceado, maximizando a relação risco-retorno do nosso portfólio. Tarciana Medeiros – CEO E só dessa primeira cadeia de valor, já são mais de 2,5 milhões de clientes identificados em que nós vamos trabalhar para os próximos trimestres. Felipe Prince – CRO Uma outra estratégia de governo, já está prontinha, a gente colocou na rua agora no começo de abril, nós fizemos o mesmo processo. Como maior pagador do sistema público, a gente consegue mapear todo esse transacional e aí a gente mescla com os nossos modelos tradicionais e isso realmente traz uma resposta bastante robusta de nichos de mercado que a gente tem aí para atacar. Janaína Storti – Gerente Geral de RI E, Flávio, só o último ponto da tua pergunta, você trouxe a respeito da questão do cap no consignado. Ali ele pega principalmente a carteira de INSS. E ali, como a gente comentou, a gente vem com uma proposta de valor mais integrado olhando para esse cliente, a gente tem uma estrutura de custo que é diferente, a gente não trabalha com pastinha, porque é um custo muito comum nesse tipo de mercado, e, ao mesmo tempo, a gente tem uma base de funding que é bastante diversificada. Então, isso permite a gente ter uma estrutura de custo diferenciada, que permite a gente continuar crescendo, continuar perseguindo esse objetivo de crescer nessa carteira dentro de condições bastante favoráveis para a gente, inclusive em termos competitivos para continuar crescendo ali. Acho que é um dos temas importantes que justificam o crescimento que o Geovanne trouxe. Geovanne Tobias – CFO Sim, tanto é que a gente inclusive cresceu bastante na portabilidade para o Banco do Brasil dessas operações. Clientes de outras instituições trazendo as suas operações para nós. Flávio Yoshida – Bank of America Super claro, pessoal. Obrigado. Janaína Storti - Gerente Geral de RI Obrigada, Flávio. A nossa próxima pergunta vem do Jorge Kuri, do Morgan Stanley. E, Jorge, você pode fazer sua pergunta em inglês e nós vamos responder você em português, ok? Jorge Kuri – Morgan Stanley Obrigado, eu vou fazer em inglês. Obrigado pela oportunidade. Eu gostaria de perguntar da margem financeira com o mercado. Vocês conseguem desagregar e como cada um desses mercados vai fazer esse ano? (falha no áudio) relativo aos últimos dados também, tudo isso relacionado à sua margem bruta total? Janaína Storti - Gerente Geral de RI Ok. Eu acho que o pessoal que está no vídeo perdeu a sua pergunta, tá? Só trazendo aqui, ele está trazendo para a gente um questionamento a respeito da composição da margem com o mercado. O que a gente tem ali, quais são os elementos que influenciam o crescimento dessa métrica dentro daquilo que a gente abre. A gente tem margem com clientes e margem com mercado e, assim, Jorge, quando a gente traz a margem com o mercado, o Patagônia é um elemento importante ali, nesse trimestre especificamente ele adicionou R$2 bilhões, mas a gente tem outros elementos importantes ali também, tá? Então, só para qualificar para você, a gente tem resultado de TVM de operações compromissadas, a gente tem toda a carteira livre, a gente tem derivativo, tem câmbio, a remuneração do nosso capital de giro também está toda contida dentro dessa linha e as nossas despesas de captação institucional. Então, assim, o que a gente vê? Se você observar nesse trimestre em especial, a importante mesmo com uma redução da gente teve um crescimento contribuição do Banco Patagônia, e isso vem da nossa atividade comercial, dos negócios, e é aqui que a gente enxerga que a gente vai continuar crescendo. Acho que esse é um item importante da gente mencionar. E óbvio que quando a gente abre, tem uma série de linhas e de elementos que impactam nessa linha. A gente trouxe essa abertura de margem com cliente, margem com mercado, para facilitar uma comparação entre os pares, obviamente que nem todo mundo categoriza do mesmo jeito, mas por isso que a gente sempre fala para vocês, olharem para a nossa margem de forma consolidada, porque ali você consegue ver exatamente o resultado do meu crédito e de como a gente vem crescendo dentro das receitas, você consegue ver o efeito do custo de captação reduzindo, que é um elemento também importante aqui nessa nossa dinâmica de margem, você consegue ver o resultado da tesouraria e, como a gente já vinha antecipando para vocês, dado o efeito de SELIC, a gente vê uma acomodação num patamar um pouco mais baixo para essa linha também. Mas acho que no todo, a nossa performance de margem, ela continua bastante forte, bastante boa e vai acomodar esse soft land para dentro do guidance que a gente traz para vocês para o fechamento do ano, tá bom? Geovanne Tobias – CFO E só para terminar também, olhando a margem, Janaína, a gente ainda continua com aquela nossa estimativa, na medida em que a SELIC – claro que eu anuncio ontem de uma redução de apenas 25 pontos, então o mercado mesmo já não trabalha mais com uma SELIC de single-digit até o final do ano, muito pelo contrário, mais próximo aí de 10 para 11 –, mas a cada 100 bps de redução margem... na SELIC, perdão, na TMS, a gente estima aí em torno de R$100 milhões de redução na nossa margem financeira ex-Patagônia. É importante colocar isso aí. O Patagônia, da forma como nós separamos margem com clientes e com mercado, o Patagônia está todo concentrado ali. Então, você exclui ali os 2 bilhões, que a Janaína colocou, você vê aí a nossa margem com mercado, aquela faixa de 3. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada. Bom, agora a nossa próxima pergunta vem da Anahy Rios, do Santander. Anahy, por favor. Anahy Rios – Santander Oi, pessoal, bom dia. Obrigada pelo espaço para fazer perguntas. Minha pergunta é sobre despesas. Vocês chegaram no menor nível de eficiência da série histórica e a Tarciana comentou dessa estratégia do Ponto BB, que eu imagino que acabam sendo mais eficientes que uma agência. Então, minha pergunta é como vocês esperam que as despesas se comportem olhando para frente, se elas devem convergir para o guidance, talvez para a ponta mais baixa, e se o índice de eficiência chegou no mínimo ou vocês ainda veem espaço para uma melhora? Obrigada. Tarciana Medeiros – CEO Vou falar um pouquinho sobre o Ponto BB. A estratégia do Ponto BB é uma estratégia em que nós estamos trabalhando para levar o melhor de dois mundos para o cliente. O Banco do Brasil é um banco com capitalidade num país continental, a gente tem 93% dos municípios com presença física do Banco do Brasil, nós temos o app mais bem avaliado do sistema financeiro, um shopping BB em pleno crescimento e diversos produtos digitais em que nós temos uma oferta diferenciada para o cliente. Então, uma das nossas expectativas com o Ponto BB é termos um balcão diversificado, como diversificado é o nosso conglomerado. Então, a gente vai ter ali a possibilidade de, literalmente, termos balcões de parceiros dentro das nossas agências, e com certeza isso tende a diminuir o custo fixo operacional dos pontos físicos, com elevação de receita do digital, com elevação de receita também para as empresas do conglomerado. Então, a estratégia do Ponto BB hoje, o primeiro que nós instalamos em Recife, ele é um grande laboratório, um grande laboratório de inovação. Nós estamos aprendendo muito quais são as demandas do cliente, como ele demanda física e digital, como a gente pode também combinar o atendimento humano à distância, nós temos as cabines de atendimento e com isso menor custo também na alocação da rede de funcionários e mais eficiência nessa alocação de pessoas inovações a serviço de pessoas, e estamos testando também algumas tecnológicas, como, por exemplo, a impressão do cartão no momento em que o cliente chega na agência e o próprio cliente se autoatende e sai com o cartão dele já ali, a gente já conquista um cliente online. Então, essa estratégia do Ponto BB, nós entendemos como uma estratégia que a gente tem condição de diversificar inclusive para os demais públicos com perfis específicos, como, por exemplo, Pontos BBs MPE, Pontos BBs para o agronegócio. Nós estamos estudando e em breve vocês terão mais números no que diz respeito à eficiência do ponto, aos ganhos com eficiência no ponto. Geovanne Tobias – CFO Sim, uma coisa que eu gosto muito dessa ideia, sem dúvida alguma é uma quebra de paradigma. E aí, Anaí, é como se você chegasse no que é uma agência tradicional de banco e de repente você olhar um espaço que pode te lembrar uma Apple Store. Você tem ali o relacionamento e aí a gente tem a ressignificação das posições. A questão de numerário, de caixa, passa a ser um ponto quase que secundário, até porque cada vez mais a digitalização da nossa economia, o evento do Pix, tem exigido menos, por exemplo, essa função de caixa. E aí a gente pode fazer o reordenamento das funções e das pessoas, o que a gente chama de reskilling, mudando aí as habilidades dessas pessoas e transformando aquele ponto não só num ponto de relacionamento de banking, mas também eventualmente um ponto onde você tem palestras, onde você tem manifestações culturais, onde você pode estar buscando uma compra internet. A gente está estudando inclusive isso, fazendo parcerias, isso você vê já nos Estados Unidos, porque o ponto físico está ali. De que forma eu posso gerar mais receita com aquilo e reduzindo o custo fixo? E aí, indo diretamente à questão de despesas que você colocou, o que a gente tem percebido, sem dúvida alguma, olhando para a 24, é importante vocês terem no radar que em setembro vem a negociação da categoria, o Banco do Brasil junto com os outros bancos eles vão estar aí negociando o reajuste salarial da categoria, isso vai provavelmente impactar as despesas administrativas e nós também nos comprometemos, até dentro dessa ótica, de cada vez mais ressignificar a relação banking dos clientes conosco, a gente precisa em ampliar, modernizar e inovar no parque tecnológico. Então, a questão da nuvem é um outro ponto. A gente já atua em nuvem em vários aplicativos. Nuvem privada, estamos também expandindo para nuvens públicas, estamos desenvolvendo parcerias, buscando parceiros já para plugar nos nossos sistemas via API, cada vez mais o Super App do Banco do Brasil, hoje você tem um Shopping BB, você tem N outras funções que são oferecidas ali e que podem eventualmente ser iniciadas nesse ambiente físico ou finalizadas nesse ambiente físico ao gosto do cliente. O que importa é que o cliente esteja cada vez mais engajado com o Banco do Brasil nas suas diferentes plataformas, e é por isso que o conceito de figital. Tarciana Medeiros – CEO Geovanne, você trouxe um ponto que é muito interessante, eu acho, e que dá para fazer uma analogia muito boa. O nosso Super App, ele já conta com um desenvolvimento compartilhado, ou seja, as empresas, os produtos que nós oferecemos no nosso Super App – vou dar um exemplo para vocês, seguros, por exemplo –, o desenvolvimento para estar no Super App do Banco do Brasil, o custo é compartilhado com a empresa que faz parte do conglomerado. Então, capitalização, para que a gente oferte capitalização no nosso Super App, a empresa de capitalização divide conosco os custos para estar no nosso Super App. Essa analogia com o Ponto BB ela é interessante, porque no Super App, por exemplo, hoje a gente já tem ali uma estimativa de redução em torno de 35% de custos com o desenvolvimento compartilhado. Se a gente leva de forma análoga para o ponto, a gente tem ali já uma redução em torno de 25% a 35% pelo compartilhamento do espaço. Eu acho que a analogia com o Super App ela é muito interessante, viu, Geovanne. Geovanne Tobias – CFO Sim. Então, a gente acredita que vamos continuar focando na melhoria da eficiência, entregando aí um crescimento de despesas administrativas entre 6% a 10% e, claro, sempre tendo oportunidade, aquilo que a gente consegue fazer mais com menos, é mais eficiência, mais resultado para todos aqui no Banco do Brasil. Anahy Rios – Santander Obrigada, pessoal. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Anahy. A nossa próxima pergunta vem do Bernardo Guttmann, da XP. Bernardo, está na linha aqui conosco, nos escuta? Acredito que ele desconectou. A próxima pergunta vem do Tito Labarta, da Goldman Sachs. Tito, você pode agora ir, por favor. Tito Labarta – Goldman Sachs Bom dia a todos e obrigado por receber minha pergunta. Um follow-up na Margem. Se você olhar as despesas de captação comercial, caíram cerca de 12% no trimestre. Se você olhar as despesas com depósitos a prazo, caíram quase 30% no trimestre. Eu sei que você tem taxas mais baixas no Brasil, mas se você olhar os depósitos a prazo, na verdade aumentamos cerca de 3% no trimestre. Então, só para entender o que motivou essa queda acentuada nas despesas financeiras no trimestre, vocês esperam que isso continue com a queda das taxas no Brasil, ou houve mais alguma coisa impactando essa linha aí? Obrigado. Geovanne Tobias – CFO Esperamos uma queda, principalmente porque 80% do financiamento são taxas flutuantes. Se há uma queda, você deve esperar uma queda nos gastos de captação? Houve uma mudança nas letras de crédito agrícola, no LCA. Os clientes tinham um período de três meses de bloqueio para ter acesso a esse investimento, e, de acordo com a lei, aumentou a nove meses. Portanto, houve uma mudança específica aqui nas nossas agências para incentivar os clientes a manterem o seu dinheiro conosco e indo a depósitos e também fundos de taxa flutuante. Isso nos ajudou a diminuir os nossos gastos. Você quer adicionar alguma coisa? Janaína Storti – Gerente Geral de RI Não, eu acho que esses são os principais elementos mesmo. A parte floating da captação sendo impactada pela redução da SELIC. Uma parte também ali da remuneração de poupança que é vinculada a TR tem uma contribuição positiva aqui. Quando a gente olha de forma consolidada a despesa de funding, a gente também tem uma parte do Banco Patagônia ali, lembrando da visão que a gente traz, tem um efeito, mas eu acho que essa mudança aqui, essa redução, ela vem muito mais orgânica dentro do nosso contexto de margem do Banco Múltiplo. Tito Labarta – Goldman Sachs Obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Tito. A nossa próxima pergunta agora vem do Yuri Fernandes, do JP Morgan. Yuri Fernandes – JP Morgan Obrigado, Janaína. Bom dia, pessoal. Parabéns pelo novo formato, acho que bem mais dinâmico, bem legal. Eu queria perguntar sobre fees, tarifas e comissões de vocês. Ele está rodando um pouquinho abaixo do guidance, está rodando em 2.6, acho que o ponto baixo é 4, mas quando a gente olha a dinâmica ali, tem algumas linhas que estão bem fracas. O cartão de crédito, assim, cartão de crédito e débito a gente sabe que é sazonal, a gente sabe que para vocês é um pouquinho diferente pela estrutura do banco com o Cielo e outros moving parts de [incompreensível], mas está caindo bastante. Eu queria entender então de vocês, primeiro, a confiança no guidance para fee, o que vai fazer a linha de fees convergir para o guidance, de onde vocês estão vendo talvez as surpresas? E só um follow-up na questão de cartão de crédito, se vocês puderem explicar um pouquinho o que está acontecendo ali. Eu imagino que tem um produto novo do Ourocard de vocês que talvez possa influenciar, eu não sei se tem as vezes mais invenção de cartão. Então, só para entender um pouquinho essa dinâmica de tarifas e receitas. Obrigado, pessoal. Geovanne Tobias – CFO Obrigado, Yuri. Sem dúvida alguma, eu acho que essa é a linha mais desafiadora que os bancos, principalmente os bancos incumbentes hoje, nós estamos enfrentando. E o segmento de cartão de crédito, os meios de pagamento no geral é sem dúvida alguma uma das coisas que a gente mais tem gastado tempo buscando mecanismos de a gente recuperar esse nível. Você tem uma assimetria regulatória, que também dificulta a gente apresentar crescimentos altos, mas especificamente em relação a esse crescimento quando se olha no ano de 2,6%, se eu neutralizasse o efeito olhando tarifas, especificamente Brasil ex-Patagônia, eu estaria aí com um crescimento na ponta baixa do guidance, em torno de 4%. E o que a gente tem que discutir é onde nós conseguimos retomar o crescimento dessa linha especificamente. Sem dúvida alguma, melhorar o engajamento dos clientes. A gente tem conseguido crescer bastante em administração de fundos, administração de fundos vocês viram aí quase 6% de expansão, fruto do crescimento do asset under management, até a questão da LCA, por exemplo, também nos permitiu canalizar uma parte dos recursos que saíram de LCA por conta do aumento da carência para fundos, por exemplo. A gente tem crescido bem seguros, previdência e capitalização, temos condições de crescer ainda mais nessa linha. E particularmente em relação a cartão, a gente tem buscado outras alternativas para incentivar o uso, a melhor forma é crescer volume. A gente tem conseguido melhorar isso inclusive, melhorando ofertas, sendo mais ativos, e dar um exemplo claro de uma coisa recente que nós mudamos, o uso do cartão nosso de crédito do Ourocard para compras internacionais. Nós estamos incentivando os nossos clientes, pois estamos devolvendo, offsetando, digamos assim, a diferença da alíquota de IOF entre uma remessa para uma dessas, tipo uma Wise da vida, a gente garante para os nossos clientes, “use o cartão Ourocard internacionalmente, libere, habilite ele para uso no exterior”, a gente vai estar devolvendo a parte do IOF, nivelando ao que seria um IOF que ele pagaria numa compra de câmbio normal. E, além disso, ele vai inclusive pontuar para os pontos Livelo o pagamento da fatura dele. E na medida em que ele retorne do exterior, se ele quiser, ele pode inclusive parcelar aquela compra dele também. Então, é um exemplo específico de ações que nós estamos fazendo para utilizar e aumentar também o uso do cartão com o intuito de incrementar a contribuição dele com tarifas. Um outro ponto que eu acho que chama atenção, que vai ajudar muito a cumprir esse guidance, são as tarifas vindas do mercado de capitais. A gente já percebeu aí um crescimento dessa linha. Sem dúvida alguma, na medida que o mercado de capitais vem reabrindo, as empresas vão buscar via debêntures, CRIs, CRAs e outros títulos, e o Banco do Brasil a gente até reativou inclusive o nosso BI Orgânico, além da parceria com o UBS, na UBS BB, nós também temos o nosso BI Orgânico para capturar esse crescimento de emissões das empresas no mercado de capitais brasileiro, e isso também tende a trazer um reforço maior de tarifas ao longo de 24. Por isso que a gente continua confiante com esse guidance, tá bom? Tarciana Medeiros – CEO Geovanne, eu adicionaria a isso a nossa estratégia na busca pela principalidade do cliente. Eu diria que a estratégia de cartão, de tarifa do cartão, ela faz parte de uma estratégia maior, que é a busca na principalidade do cliente. Então, quando Geovanne traz que nós teremos fontes diversas de receita de tarifas – e a gente acredita mesmo no cumprimento desse guidance –, não necessariamente o 2.6 do cartão reflita um não crescimento de tarifa nessa linha, mas vai estar refletido num crescimento global de rentabilidade e de principalidade do cliente com o banco. Então, o cartão ele é um instrumento que se tornou, até pela dinâmica de mercado e pelas assimetrias legais, um produto que é, sim, um dos principais na busca dessa fidelidade do cliente. A gente tem trabalhado, inserido o cartão nessa estratégia maior. Felipe Prince – CRO Por fim, Tarci, acho que vale colocar, Yuri, que a leitura positiva ainda adiciona uma outra questão. A gente está no final, estamos praticamente encerrando o processo de depuração de risco de uma carteira de cartão de crédito gerada de forma digital e, como você acompanhou nos últimos dois anos, ela foi bastante ofensiva em termos de risco ao nosso resultado. Então, ali não é só os 2.6. Nós conseguimos substituir esse saldo e essa tarifa que vinha de um cartão não sustentável para um produto onde efetivamente a gente vai poder ganhar dinheiro por muito tempo dada a seletividade desses clientes que hoje compõem essa carteira. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Eu acho que esse ponto é importante – só fazendo um follow-up aqui com o que o Prince colocou – porque o nosso crescimento de saldo de cartão de crédito nos últimos períodos ele foi muito baseado nesse crescimento mais qualificado pelo perfil do cliente. E isso, junto com as medidas que a gente veio adotando ao longo do ano, permitiu a gente reduzir a inadimplência. Hoje a gente fechou o trimestre com 7,15. Então, eu acho que é uma convergência aqui de múltiplos fatores dentro da seara de cartão de crédito e a proposta que a gente traz de ter um único cartão, que o nosso cliente use o cartão para tudo aquilo que ele puder, precisar, imaginar, trazendo os benefícios que ele tem e também sendo beneficiado pelo relacionamento que ele tem conosco. Então, nessa linha, a gente tem principalmente receita de anuidade e a gente implementou ao longo desse último trimestre um novo programa que, de forma automatizada, traz e traduz esse relacionamento em desconto de anuidade, também o relacionamento que o cliente tem com a gente em termos de investimento. Então, isso feito de uma forma automatizada para que a gente conquiste e tenha cada vez mais essa principalidade que a gente tanto busca aqui. Yuri Fernandes – JP Morgan Super claro, pessoal. Super obrigado pelas respostas. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Yuri. Bom, pessoal, a nossa próxima pergunta agora vem do Pedro Leduc, do Itaú. Pedro Leduc – Itaú Olá a todos, muito obrigado pela oportunidade de fazer a pergunta. Ela vai na direção da margem financeira bruta. Começou ano num pace alto, quase 26 bi, e aí já foi mencionado um pouco a trajetória de margem de mercado. Queria explorar um pouquinho mais a parte de margem com clientes, que aqui, de acordo até com a trajetória de mix de carteira vis-à-vis o guidance e o primeiro tri, parece que ela vai crescer mais em PF, ou deveria acelerar mais em empresas e com mix contribuir bem, funding caindo, spreads parecem saudáveis. Igual o Geovanne ajudou a gente a entender um pouco a trajetória de PDD, queria entender um pouquinho a parte de margem financeira bruta, pode pensar nela mais no mid/upper end ali do guidance nessa trajetória. Obrigado. Geovanne Tobias – CFO É importante ter em mente que uma parte importante desse resultado, quando você olha, principalmente vindo das operações de crédito, a gente vem ainda da carteira pessoa física. O que a gente percebe aí nesse primeiro trimestre é que, na realidade, você teve aí um ajuste de mix, a gente consegue perceber uma reprecificação mais rápida dos nossos passivos do que dos nossos ativos, mas a gente teve um crescimento do saldo da carteira de agro e ela é quase que comparável a uma carteira para grandes empresas, ela é quase que floating rate também. Então, você pega um pouco uma queda em função da natureza dessa carteira do agro. Em relação à captação institucional, você vê ali um crescimento basicamente em função das letras financeiras. A gente anunciou a recompra do nosso perpétuo de julho, a gente resetou o perpétuo que vence agora em abril e a gente está, até para proteger o nosso nível 1 de capital, emitindo letras aqui no Brasil. Então, olhando a margem financeira, aqueles ativos que são aplicados na tesouraria, eles estão floating, ali eles são reprecificados mais rápido. Mas como a gente tem mais de 80% da nossa captação também em floating rates, isso eu acho que está bem protegido dentro dessa nossa estrutura de ALM. E na medida em que a gente está reprecificando essa carteira de uma maneira mais lenta, a gente vai conseguir estar mantendo aí esse nosso spread, essa nossa margem aí de uma maneira protegida. Você vê aí que ela encontra aí acima do nível de 8%, a gente considera como um nível bastante saudável. E eu não sei se, Janaína, você gostaria de acrescentar algum comentário nessa questão? Janaína Storti – Gerente Geral de RI Não, eu acho que esses são os principais pontos mesmo, Pedro. A gente, quando olha, você perguntou a respeito da range de cumprimento do guidance, a gente vê essa convergência acontecendo, esse soft landing, dado esses movimentos todos que o Geovanne comentou, a redução ali na parte de funding, a gente tem a margem de passivo um pouco mais pressionada também ali dentro da tesouraria dado a questão do SELIC, mas, ao mesmo tempo, a gente vem crescendo carteira, reprecificando carteira, e isso tende a ganhar mais relevância na medida em que o ano for caminhando. Então, isso deixa a gente bem confortável para essa range que a gente trouxe para vocês e para esse soft landing aqui ao longo do ano. Obrigada. Bom, eu vou passar aqui então para a nossa próxima pergunta, já caminhando para o nosso final, nós temos mais duas. A próxima vem do Nicholas Riva, do Bank of America. Nicholas Riva – Bank of America Oi, Janaína, muito obrigado. Oi, Tarciana, Geovanne, Prince. Eu vi que o Geovanne estava mencionando um dos super enablers, os cupons mais altos, mas você também disse que teria isso em junho, sobre o (falha no áudio) então, o seu capital iria para esse valor, um nível de capital de 81, que vocês ficariam confortáveis, 1,40% do AT1, é o que o Geovanne mencionou no último call. Você teria preferência para a emissão desse tipo de capital no mercado doméstico? Geovanne Tobias – CFO Foi isso que eu mencionei. Uma das razões pelas quais a captação institucional aumentou o custo foi devido aos AT1s domésticos que nós emitimos aqui. Então, nós temos um plano que a gente está emitindo em todo o ano de 2024 para poder substituir os que a gente vai chamar em junho, do capital complementar, AT1. A gente deve esperar estabilidade do Índice da Basiléia do CET1 do capital principal, e quando eu falei dessa capital complementar AT1 de junho, devido à questão dos AT1s domésticos. Nicholas Riva – Bank of America Ok, muito obrigado, Geovanne. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Pessoal, a gente teve aqui um probleminha de conexão na hora que o Nicholas colocou a pergunta. A gente pegou só a resposta do Geovanne, mas eu acho que foi muito claro no sentido de trazer o nível de conforto no AT1, o que a gente tem feito no mercado de dívida local, mas a pergunta do Nicholas era nesse sentido, só colocando todo mundo aqui na mesma página da pergunta porque eu acho que falhou para quem estava ouvindo online. A nossa próxima pergunta agora é da Natália Corfield, do JP Morgan. Natália Corfield – JP Morgan Bom dia, pessoal. Obrigada por pegar minha pergunta. Também é sobre capitação. Eu tenho algumas dúvidas sobre os movimentos que aconteceram nesse trimestre. Então, olhando sequencialmente, teve uma queda no seu Tier 2, então eu estava querendo saber se isso é relacionado a vencimento dos Tier 2 locais. Ao mesmo tempo, houve um aumento do seu AT1, e eu gostaria de saber se também é relacionado à emissão local. E, olhando aos seus ajustes prudenciais, eu também estou notando um aumento grande, parece que, de deferred tax assets, um montante de R$ 6,9 bilhões no trimestre comparado com 4,7 no trimestre anterior e com nada em março de 2023. E, também nessa linha, uma última pergunta, houve um crescimento grande no operational risk e eu estava querendo saber também a razão disso. Obrigada. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada. Natália, só repete para mim o último ponto, que teve uma distorção que a gente não conseguiu aqui ouvir. Natália Corfield – JP Morgan Tá, sobre o operational risk, que teve aumentos grandes, 13,5% trimestre contra trimestre e quase 24% year-over-year. Geovanne Tobias – CFO Eu vou começar respondendo, o Prince completa. De fato, na nossa estratégia de proteção do nosso capital, a gente prevê – e por isso que teve um aumento –, a gente já vem emitindo, não só agora, mas nos anos anteriores, letras financeiras, que são categorizadas como AT1s aqui no mercado doméstico, já fizemos valores expressivos, que têm ajudado a reforçar nosso nível 1. Ok? E tem uma questão aí, a gente acredita que a geração de lucro ela permite que eu incorpore esse lucro, então eu tenho uma geração orgânica de capital principal para financiar a expansão dos meus negócios. Agora, claro, e isso já considerando o payout de 45. Agora, claro, que olhando para frente – e a gente também colocou isso na estimativa –, ao decidir resetar o cupom do meu Tier 1 de 6 e recomprar aquele outro de 8 que ia ser reprecificado de junho, então tudo isso entrou nessa conta junto com a questão do risco operacional. E aí eu gostaria de pedir para o Prince falar um pouquinho sobre a visão em relação ao risco operacional. Felipe Prince – CRO Perfeito, Natália. Acho que você foi muito perspicaz aí, realmente tem essa evolução e ela já é decorrente da adaptação dos modelos à Basiléia III, fase II. Vocês lembram que a gente tinha declarado que, depois que houve a publicação da norma pelo Banco Central, a gente esperava um impacto do nosso capital em torno de 100 bps, essa estimativa hoje já é menor porque nós consumimos já 0,23 nesse RWA do primeiro tri de 24 e a gente tem uma expectativa de consumir mais 0,5 até a implementação full da resolução. Então, eu uso uma proxy, porque o que a legislação indica, a norma? Que você, até tem uma base consolidada de perdas no novo modelo, você tenha uma proxy de perdas com base no seu potencial de geração de negócios. Como a gente vem exercendo plenamente esse potencial de geração de negócios, isso traz um impacto que consome, mas é benéfico porque advém de negócios, no risco operacional até que o modelo proprietário esteja integralmente implementado lá em 2028. Então, gradativamente você vai observar esse consumo ao longo dos trimestres, mas ele não deve ultrapassar o que já foi feito mais 50 bps. Janaína Storti – Gerente Geral de RI E, Natália, só por fim, com relação ao Tier 2 que você visualizou essa redução, ela acontece muito em função daquela aplicação de um limitador, e isso é regulatório para os recursos que a gente tem de FCO, que impactam ali no Tier 2, tá? Então, isso vai reduzindo ao longo dos anos e por isso que você viu esse movimento nessa linha. Natália Corfield – JP Morgan Ok. Muito claro. Obrigada a vocês. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada. Geovanne Tobias – CFO Obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Pessoal, eu tinha dito que a gente só tinha mais duas perguntas, mas eu vou incluir uma última aqui. Vou chamar o Carlos Gomez do HSBC. Por favor, Carlos, vá em frente. Carlos Gomez – HSBC Obrigado. Eu queria perguntar sobre o tema dos planos econômicos. Não falamos muito disso, mas 1 bi de custo é quase 100% do lucro antes de impostos. E sempre é qualificado como não recorrente, mas, na realidade, é está há muito tempo. Queria saber qual é a perspectiva de continuar fazendo provisões, até quando, e por que continua sendo não recorrente? Obrigado. Felipe Prince – CRO Bom, posso começar aqui, Carlos. Primeiro porque nós temos um acordo vigente aqui no Brasil que permite a solução dessas controvérsias sob a égide desse acordo entre o FEBRABAN e o Supremo Tribunal Federal. Então, é um acordo que foi celebrado há cerca de 10 anos atrás, a gente tem buscado incentivar a celebração destes acordos, ou seja, extinguir as demandas para que este acordo seja efetuado. Isso vale até o final de 2025 e, como a gente sabe, trata-se aqui de um embate relacionado a aplicações financeiras que teoricamente teriam sido impactadas nos anos 90 em virtude dos sucessivos planos econômicos que a gente teve aqui no Brasil. Hoje nós temos uma economia estabilizada, não passa aqui pela cabeça de ninguém que a gente vai ter esse tipo de problema novamente. Então, o que a gente tem feito é enviado esforços para acelerar esses acordos, inclusive isso acabou ficando visível no quarto tri de 23, onde você pode constatar um desembolso relevante relacionado a esse tema, mas, na prática, é um item que não vai acontecer mais e que não acometerá futuramente o resultado do Banco do Brasil. Por isso a gente continua tratando ele como extraordinário, até para que vocês tenham uma visibilidade mais clara do que é a nossa operação bancária e não o que a gente tem aqui. É um processo herdado dos anos 90, que a gente, sim, está empenhado em resolver, mas ele não diz respeito ao nosso core na atualidade. Carlos Gomez – HSBC Então, os senhores esperam alta depois do final de 2025? Felipe Prince – CRO Depois de 2025? Bom, então 2025 está previsto a finalização do acordo, é o prazo que temos no acordo. Nós temos conversa, tanto junto ao Judiciário quanto à FEBRABAN, se será necessária uma eventual prorrogação. O que que na gestão do banco nós trabalhamos? Nós trabalhamos para que não haja uma prorrogação e para que a gente tenha o maior número de casos resolvidos até lá. Inclusive, como você tem visto, nesse tri, os valores desembolsados eles já se reduziram em virtude desse maior volume de acordo que a gente tem tentado implementar. Então, a premissa da administração é a gente ter esse evento encerrado lá em 2025, mas, obviamente, ele não diz respeito só ao Banco do Brasil, é o mercado financeiro como um todo e também o judiciário do nosso país. Carlos Gomez – HSBC Obrigado. Janaína Storti – Gerente Geral de RI Obrigada, Carlos. Bom, encerro por aqui a nossa sessão de perguntas e respostas. Agradeço a todos pela participação aqui. E vou passar a palavra para a Tarci para que ela faça algumas considerações finais, por favor. Tarciana Medeiros – CEO Agradecer a presença de todos vocês conosco mais uma vez, dizer para vocês que podem confiar porque nós vamos entregar o nosso guidance dentro dos índices que nós nos propusemos a entregar e dizer para vocês que, cada vez mais, estamos construindo um banco forte, saudável, robusto, com resultados resilientes e com o retorno adequado. Então, nós nos vemos na próxima e muito obrigada mais uma vez.