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| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Olá, bom dia a todos. Eu sou Janaína Storti, Gerente Geral de Relações com Investidores do Banco do Brasil. Sejam bem-vindos a nossa Live de resultados do terceiro trimestre de 2024. O nosso evento será em português, com tradução simultânea para o inglês e você pode escolher entre três opções de áudio: original, português ou inglês. Estão presentes conosco a nossa Presidenta, Tarciana Medeiros, o nosso CFO, Geovanne Tobias, e também o nosso CRO, Felipe Prince. Bom, nós vamos iniciar aqui com uma fala da nossa presidenta Tarciana e na sequência nós já vamos passar para a sessão de perguntas e respostas. Desde o início desse ano nós mudamos o formato da nossa Live e nós antecipamos para vocês, na noite da divulgação, a apresentação do resultado feita pelo CFO para que a gente possa aqui dedicar um pouco mais de tempo na sessão de perguntas e respostas. Essa apresentação comentada está disponível no nosso site de Relações com Investidores. Agora, eu passo a palavra para nossa presidenta Tarciana. Por favor, Tarci. | |
| Tarciana Medeiros- Presidente do Banco do Brasil | |
| Obrigada, Jana. Bom dia, pessoal! Muito obrigada pela presença de vocês na nossa live de resultados mais uma vez! E nesse momento de interação e diálogo com analistas e investidores, eu sei que muitos jornalistas e funcionários também estão nos acompanhando neste evento. Como vocês viram no vídeo que apresentamos antes da Live, a cultura nos move. Ela dá identidade a um povo, promove o seu desenvolvimento, cria laços e fomenta a economia. O Banco do Brasil acredita e apoia a cultura brasileira há mais de 35 anos. São mais de três décadas de fomento ininterrupto as diversas expressões artísticas do Brasil e do mundo, democratizando o acesso da população a iniciativas de qualidade. E é também a nossa cultura do BB, o nosso DNA, que nos impulsiona em mais um resultado trimestral. Temos reforçado, trimestre a trimestre o compromisso dessa gestão com a adição do valor aos nossos acionistas, clientes, fornecedores, funcionários e a toda a sociedade brasileira. Isso está traduzido em números na demonstração do valor adicionado, que totalizou R$ 63,4 bilhões. A disciplina na execução da nossa estratégia corporativa norteia o que anunciamos nesse momento. Um resultado de R$ 9,5 bilhões nesse trimestre. Esse lucro representa mais do que um aumento de 8,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ele reflete o jeito de ser de todo o time do Banco do Brasil, com proximidade, conhecimento e especialização nas necessidades dos nossos clientes, relacionamento e muita proximidade. Eu aproveito para registrar aqui o meu agradecimento aos meus colegas no Banco do Brasil e nas empresas que compõem nosso conglomerado por esta construção coletiva e contínua. Gente, são mais de 125.000 pessoas dedicadas a apoiar a realização de sonhos ou a travessia em momentos de dificuldades dos nossos clientes, fomentando geração de emprego, desenvolvimento social e econômico do nosso país, em cada canto de norte a sul. E isso se reflete em um alicerce relevante da nossa performance, que é a integração das cadeias de valor e a participação das empresas do conglomerado no nosso resultado. Como vocês sabem, o crédito é, sem sombra de dúvidas, pilar importante do nosso principal negócio. Temos trabalhado o crédito de forma integrada e sinérgica nos mercados onde nós atuamos, em uma composição equilibrada entre risco e retorno. Superamos 1,2 trilhões de reais no saldo da nossa carteira de crédito, com elevação de 13% em um ano. O desembolso do crédito nesse trimestre alcançou mais de R$ 160 bilhões. Esse número é fruto de estratégias comerciais, novas soluções, melhorias de processo, hiper personalização nas abordagens e interações com os clientes, além de assessoria financeira. Na pessoa física eu destaco o crescimento de 11,2% no crédito consignado em um ano, com desembolso recorde para o período. | |
| Vocês vão se lembrar que eu já comentei em reuniões anteriores sobre nossa estratégia para crescer no consignado do INSS. Nos últimos 12 meses, nós elevamos essa carteira em 21%, ampliando o atendimento aos beneficiários, disponibilizando as melhores condições de crédito. E avançamos também no consignado privado. Nós alcançamos R$ 1,4 bilhões nessa carteira, um aumento de 23% em um ano. E aqui nós enxergamos uma relevante oportunidade de crescimento. Ampliamos a carteira de pessoas jurídicas em 13,5% para mais de R$ 421 bilhões, o que demonstra nosso apoio ao empreendedorismo, proximidade com as grandes empresas e atuação forte em toda a cadeia de valor. Um dos destaques é nossa carteira de micro e pequenas empresas e médias empresas, que aumentou 7% quando comparada a setembro de 2023. Outro destaque foi o crescimento de 14,6% da carteira do atacado, especialmente nos segmentos middle e uppermiddle. | |
| A carteira Governo cresceu 22,8%, em um ano. Essa carteira é voltada principalmente ao investimento em mobilidade urbana, saúde, educação e segurança pública, gerando benefícios efetivos para a população e contribuindo para o desenvolvimento do nosso país. Além de ser uma carteira extremamente rentável. Lembramos a vocês que a maior parte dessas operações contam com garantia do Tesouro. Excelente retorno ajustado ao risco. O terceiro componente importante nessa carteira de crédito é o agro. | |
| O Banco do Brasil é o banco do agro e permanece sendo o banco do agro. | |
| Somamos R$ 386 bilhões em saldo, com expansão de 13,7% em 12 meses, puxada pelo custeio que apresentou crescimento de 19% no período e pelas linhas de investimento, com avanço de 16,5%. E por falar no agro, eu quero aprofundar sobre nossa atuação no setor e o momento do ciclo pelo qual nós estamos passando. Nesse trimestre, a inadimplência teve uma elevação de 65 bips, atingindo 1,97%. Mas com a equipe altamente qualificada e que entende a fundo o segmento, nós estamos realizando um mapeamento detalhado do campo, conversando com os nossos clientes, aplicamos inteligência analítica e nós temos uma ampla base de dados históricos e nós acionamos os nossos especialistas. Estamos buscando um diálogo do atual contexto e, mais importante, traçamos um plano para reabilitar o perfil saudável de crédito para os nossos clientes. A primeira coisa que esse diagnóstico deixou evidente, e é algo que eu venho frisando já há um bom tempo, é que não existe crise no agronegócio brasileiro. A inadimplência na nossa carteira não é generalizada. Quase 80% do aumento está relacionado com a cultura de soja, especialmente na região Centro-Oeste. Vejam que 98% das operações do agro continuam sendo honradas. Todo mundo continua honrando seus compromissos. São mais de 200 culturas onde atuamos no país inteiro. Gente, o agronegócio é cíclico. Neste momento, é essencial ajustar o fluxo de caixa de alguns produtores, adotando uma análise individualizada na concessão e na regularização do crédito. E aqui eu quero chamar a atenção de vocês para algo novo, que é a recuperação judicial do produtor rural. É um instrumento utilizado por poucos, mas que traz efeitos negativos e que traz efeitos negativos a todos. E nós vimos aumentar sua representatividade no último trimestre. Hoje nós temos 210 clientes em RJ que representam 0,01% do total de nossos clientes do agro. Na inadimplência da carteira Agro, as RJ impactaram cerca de 15% do saldo em atraso. | |
| Recentemente, o nosso Vice-Presidente de Risco, Felipe Prince, declarou que a RJ do produtor Rural não é saudável. E eu vou além. A RJ do produtor rural inviabiliza o acesso ao crédito, compromete a confiança da cadeia do agro, cria uma ruptura na atividade econômica das mulheres e dos homens do campo e impacta o custo para todo o segmento. Eu quero reiterar que estamos e sempre estivemos próximos e relevantes na vida do produtor e que há alternativas estruturais, inclusive previstas no Manual do Crédito Rural, que são muito mais adequadas para atravessar esse momento, ao invés de simplesmente se utilizar a via da recuperação judicial. O agronegócio segue forte e resiliente e continuará sendo um pilar importante para a economia brasileira e para os resultados do Banco do Brasil. Enquanto a safra 24/25 está em andamento, com plantio a toda velocidade e podendo ser a maior da história, temos um cenário construtivo, com culturas apresentando importante melhoria de preço, importante melhoria na margem, como o milho, café e a pecuária. A expectativa é de mais neutralidade no clima para os próximos meses, com isso, nossas projeções indicam um crescimento de mais de 5% do PIB agro em 2025. A força do agro do Banco do Banco no agronegócio se realiza nos desembolsos de mais de R$ 100 bilhões em 271.000 operações. Além disso, aumentamos a nossa participação nos desembolsos no sistema, com recursos equalizados compatíveis com o tamanho do Banco do Brasil no agro. E aí nós pudemos atender de maneira especializada uma quantidade maior dos nossos clientes. Nós também reconquistamos ótimos produtores que haviam deixado de trabalhar conosco na última safra. Dado o cenário competitivo, mas em uma visão de longo prazo, o uso de biocombustíveis vai ganhar mais tração. E a produtividade apoiada pela tecnologia vai continuar transformando o campo. O Brasil será cada vez mais referência na agricultura sustentável, em bioeconomia, em recuperação de pastagens degradadas. A demanda por alimentos produzidos aqui é crescente. Nós continuaremos sendo o Banco do Agro, ofertando assessoria técnica, soluções mais completas de crédito, investimento, consórcios, seguros. Tudo isso alinhado ao nosso propósito de sermos próximos e relevantes em todos os momentos. Aliás, essa proximidade não se resume ao cliente do agro, mas a todos os clientes. Eu chamo a atenção, mais uma vez, para o nosso objetivo de oferecer um Banco do Brasil para cada cliente. O termo hiper personalização tem sido cada vez mais comum, mas o BB é pioneiro nesse movimento e tem investido há muito tempo no desenvolvimento de modelos suportados por inteligência analítica para realizar um relacionamento mais próximo e assertivo. Hoje nós estamos colhendo frutos dessa estratégia, impulsionando os negócios e gerando valor. Vocês vão se lembrar que nós anunciamos aqui há alguns trimestres o investimento que fizemos para aprimorar a nossa ferramenta de CRM para uma visão 360 graus. Nesse ano, por meio da nova plataforma, nossas equipes especializadas já realizaram mais de 2,8 mil estratégias personalizadas para os clientes PF e MPE e elas geraram mais de 475.000 interações, milhões de interações. É nossa operação de MarTech em constante evolução. 70% de todo o volume desembolsado em crédito para pessoas físicas, de janeiro a setembro de 2024, foi realizado por clientes identificados por meio dos nossos modelos de inteligência e contatados pelo nosso CRM. Trata se de uma estratégia de atuação realmente fígital que alia a eficiência e escala dos nossos canais digitais, com assessoria especializada e consultoria dos nossos funcionários, de acordo com o perfil de cada cliente e sua preferência de canal. Outro destaque que eu quero trazer para vocês é sobre a nossa excelência no relacionamento especializado, onde o fator humano conta muito, sendo o nosso maior diferencial. Seja ele nos canais físicos ou digitais. Recentemente o nosso segmento Private Estilo completaram 20 anos. São duas décadas de confiança e segurança, acompanhando lado alado a jornada desses clientes. Nós possuímos a maior rede de alta renda do mercado. Hoje somos o private banking com maior capilaridade, com atuação no Brasil e no exterior. Nesse trimestre, mais uma vez, os recursos administrados de clientes desse segmento cresceram acima da média do mercado. Nosso segmento estilo está presente em todas as capitais do país, proporcionando entrega da nossa proposta de valor diferenciada, com especialização por nicho, como investidores, clientes, clientes digitais e agro. Nós evoluímos no nosso modelo de assessoria personalizada em investimentos para clientes com recursos administrados entre 1 milhão e 5 milhões. Lançado em agosto nas cidades de São Paulo, Vitória e Belo Horizonte, o segmento High Estilo tem o foco na assessoria proativa, gestão patrimonial e soluções On e Offshore, com o objetivo de ampliar a satisfação e o market share em investimentos com esses clientes. | |
| Nós temos a expectativa de alcançar 138 mil clientes até o final do primeiro semestre de 2025. Atuar de forma hiper personalizada e próxima de nossos clientes gera satisfação, aumenta a rentabilidade. A rentabilidade dos nossos clientes gerenciados é quase dez vezes maior que de um cliente autoassistido. Além disso, nosso NPS do Banco do Brasil evoluiu 12% nos últimos dois anos e nós estamos pelo nono semestre consecutivo entre os menos reclamados no Banco Central, sendo a instituição com a melhor posição entre os grandes bancos. E já indo para a última parte aqui da nossa apresentação, eu quero comentar com vocês sobre algumas novidades na nossa agenda ASG. Não é de hoje que o Banco do Brasil é protagonista em sustentabilidade e na promoção dos negócios e práticas ambientais, sociais e de governança. E nós temos avançado muito nessa frente. Estamos transmitindo essa live de resultados direto do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, unidade que marca o início da nossa atuação de fomento à cultura. E é daqui do Rio que também reforçamos a nossa atuação sustentável durante as reuniões do G20. Com o lema a gente se importa, vamos levar iniciativas de sustentabilidade, cultura e tecnologia com o objetivo de mobilizar, entender, dar voz e cuidar das pessoas e do meio ambiente. Nos últimos três anos, nós captamos mais de 36 bilhões em recursos no exterior para investimentos em projetos sustentáveis. E aqui eu antecipo que anunciaremos novas parcerias nos próximos dias. Atualmente, nós somos um dos principais financiadores de produtos florestais e biodiversidade, com R$ 1,4 bilhões em projetos de bioeconomia na Amazônia Legal. Estamos atuando com pequenos produtores agroextrativistas, associações e cooperativas. Além da alta relevância social, a relação direta desta atuação com a geração de renda e conservação da floresta. Outras frentes importantes de negócios verdes que temos impulsionado são os produtos e serviços vinculados à originação de créditos de carbono, agricultura e pecuária sustentável e na recuperação de áreas degradadas que crescem a cada dia e levam ao cliente a viabilidade financeira que suporta a preservação ambiental. Bom pessoal, para finalizar, eu quero só reiterar a força e a solidez do Banco do Brasil. Estamos diante um momento cíclico no agro, apoiando e estando muito próximo dos nossos clientes, dos produtores rurais. O resultado que nós apresentamos é a base que nos permite não apenas atravessar esse momento, mas também continuar crescendo no agro e nos demais segmentos. Entregamos uma margem financeira consistente com diversificação das receitas no banco e nos negócios do conglomerado, sem perder de vista o controle das despesas. Além disso, nós não deixamos de investir na nossa transformação digital. Além disso, nosso capital continua em patamares robustos para suportara nossa ambição de longo prazo. Então, muito obrigada pela atenção e agora eu vou passar para vocês iniciarem a nossa sessão de perguntas e respostas. Janaína está com você. Muito obrigada! | |
| Sessão de perguntas e respostas | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Obrigada. Obrigada, Tarci! Bom, pessoal, a gente vai começar aqui então, a sessão de perguntas e respostas. Vocês podem fazer as perguntas tanto em português quanto em inglês. A gente vai estar aqui respondendo em português. E a nossa primeira pergunta vem do Daniel Vaz, do Safra. Daniel, seja bem-vindo. | |
| Daniel Vaz - Safra | |
| Obrigado, Jana. Bom dia, Tarciana. Bom dia. Geovanne, Prince. Tudo bem? | |
| Duas aqui do meu lado. Primeiro, queria que vocês comentassem um pouquinho sobre o desembolso menor de custeio do Plano Safra no terceiro trimestre. E dado que a gente está na metade do Q4, assim, esse desembolso poderia ter melhorado com a aceleração da semeadura que a gente está vendo, principalmente ali no Centro-Oeste, com a soja, né? Essa, eu queria checar essa informação com vocês, se isso está melhorando de fato. Essa é a primeira pergunta. E aí, ainda no agro, esse nível de provisão conversa bastante como que a Tarci falou de um movimento, de um momento mais cíclico, né? E o Formation está mais alto, demandando um pouco mais provisão nas safras anteriores. Como que a gente pode esperar essa manutenção para 2025 das provisões? Me parece um momento cíclico, mas também que tem um arrasto ainda para acontecer pelo menos uns dois ou três trimestres. Então a gente já vê isso no seu guidance, mas estou pensando no ano que vem se isso também acaba impactando, principalmente no começo do ano. Obrigado. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Daniel, muito obrigada pela pergunta. Muito obrigada por estar aqui conosco mais uma vez eu vou iniciar essa resposta e aí eu vou pedir para o Prince me complementar. Em relação ao desembolso do Plano Safra no terceiro tri, nós iniciamos de fato, um primeiro mês ali mais desafiador. Nós esperávamos um desembolso maior, mas o que acontece agora? Nós já alcançamos um nível de desembolso esperado. Nós recuperamos o nível de desembolso, por exemplo, do mesmo período da safra anterior. Então, como eu anunciei aqui para vocês, estamos com 100 bilhões desembolsados deste Plano Safra e nós ainda temos aí praticamente dois meses ainda de desembolso para esse ano. Então, respondendo a primeira parte da tua pergunta, nós já recuperamos sim a velocidade de desembolso que casou exatamente com o período de plantio da soja, principalmente da soja. Em relação ao nível, aos níveis de provisão, eu vou pedir aqui para o Prince responder junto comigo. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Não, perfeito, Tarci. Daniel, obrigado pela pergunta. Prazer tê-lo aqui conosco novamente. Eu acho que com as provisões, primeiro você tem que pensar que a gente divulga isso. Ela, a provisão do agro, ela decorrente de atrasos e arrastos, né? Então, o que a gente está pagando em provisão? A conta da transferência da inadimplência de 0,5, que era a inadimplência, que nós entramos nesse ciclo para 1,97, que é a que estamos agora. Então, naturalmente, a maior parte da pressão sobre provisão ela já aconteceu. Qual que é o nosso desafio agora? Estabilizar essa inadimplência e, obviamente, trabalhar na recuperação. Acho que a gente tem que reiterar essa carteira ela tem mais de 95% de garantia vinculada. É uma carteira que, naturalmente, traz uma recuperação muito mais elevada do que outros portfólios. Então, a hora que você combina a estabilização da inadimplência com o processo de recuperação de crédito mais robusto, isso vai fazer com que a gente tenha o fluxo menos nervoso do que esse que vocês estão enxergando no ciclo atual e que culminou com a revisão do nosso guidance. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| E se eu puder adicionar, tem um ponto específico que está refletido nesse resultado, que são as RJ, como a Tarci já falou no início. Sem dúvida alguma, se nós olhássemos essa provisão excluindo os casos específicos de RJ e aqui eu lembro a política de crédito, uma vez que o agricultor entra em RJ imediatamente nós temos que agravar a provisão em 30%. Se não fosse isso, a gente estaria ali com um patamar de 1,7% o risco da carteira do agro. Claro que se o desembolso no início do financiamento, ali em julho, tivesse acelerado mais e não acelerou por uma questão de defasagem da janela hidrológica. Houve um atraso nessa janela, mas as culturas já estão sendo plantadas para a safra 24/25. Uma expectativa, inclusive de uma safra recorde, né? Então, por isso que nós temos aí uma expectativa para 25 de estarmos aí, dentro dessa normalidade de provisão para essa carteira em particular dentro dos níveis históricos em torno de 1,7. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Perfeito! Esse é um bom ponto para complementar. Na hora que você isola esse efeito que eu comentei contigo da provisão oriunda de atraso e arrasto, ou seja, a provisão de novas originação, o que a gente chama aqui de colesterol do bem, ela inclusive, está inferior ao da safra anterior, o que nos dá bastante confiança de que a gente tem um trabalho bem bacana para ser executado, seja agora no fim do quarto trimestre, mas também para todo 2025. | |
| Daniel Vaz - Safra | |
| Está claro. Obrigado a todos e parabéns pelos resultados. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Obrigado, Daniel. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Obrigada. A nossa próxima pergunta vem do Yuri Fernandes, do JP Morgan. | |
| Yuri Fernandes - JP Morgan | |
| Obrigado, Jana. Bom dia a todos. Bom dia, Tarci, Geovanne e Prince. Eu vou querer ficar aqui no ciclo de crédito porque acho que o agro talvez ele se destaque, essa questão cíclica da piora, da inadimplência acho que vocês explicaram super bem. Mas a gente também vê alguma piora em pessoa física e PJ, né? E quando a gente olha para 2025, a gente vê essa questão de talvez | |
| uns juros mais altos por mais tempo. Talvez uma economia desacelerando um pouco. E a preocupação que eu vejo aqui no cenário é que a gente está num ciclo de crédito pior. Parou de melhorar, né? A gente teve um ciclo muito ruim ali em 2021 e 22. Então, a preocupação que eu acho que o mercado tem é se a gente não vai ver um ciclo já voltando a piora. Então, eu queria pegar um pouco de percepção do Banco do Brasil. Acho que indo mais para as outras carteiras, eu acho que o banco já desacelerou bem em cartão de crédito já faz | |
| um tempo, tem crescido perto de zero, ano a ano. Acho que é uma carteira um pouquinho mais, mais perigosa. Mas como está a cabeça do banco para 25? Se esse aumento de PDD que a gente está vendo agora nesse trimestre, ele não deveria se manter para o ano que vem também, como que o banco deveria se preparar para isso? É bem rápido, uma segunda só em IFRS, no BACEN gap na 4.966, se vocês têm alguma previsão, como isso deveria impactar o banco? Se vocês conseguem compartilhar algum número com o mercado? Obrigado. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Obrigado, Yuri. Vou começar aqui a responder e depois eu passo aqui para o Prince, para ele complementar. Quando a gente olha a carteira pessoa física, eu gostaria de trazer aqui alguns números, primeiro lugar, olhando especificamente pessoa física, consignado e outras linhas da pessoa física, a gente percebe e aquilo ali está bem detalhado no MD&A uma estabilidade, inclusive em termos de cartão de crédito, por exemplo, que era uma carteira que tinha agravado bastante o risco dessa carteira, a gente hoje apresenta a menor inadimplência. A gente fechou, a gente segurou, isso, inclusive, justifica um pouco o pequeno crescimento em operações de cartão de crédito. Isso é um foco de crescimento para 2025. Depois a gente pode explorar mais com vocês esse ponto. Mas o que a gente percebe é que a principal parte da nossa carteira de pessoa física é consignado. A gente cresceu fortemente o consignado do setor público, com inadimplência muito baixa, e temos também um crescimento relevante de INSS e consignado privado. Então, a média de risco dessa carteira é muito baixa. Aonde a gente teve uma deterioração? Principalmente naquelas carteiras prorrogadas. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Renegociadas. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Renegociadas, principalmente algumas que estão vindo aí do Desenrola. | |
| Entendeu? Isso também tá aberto ali no MD&A, mas a gente tá bastante confortável com esse nível de risco e de inadimplência na carteira de pessoa física. E a gente não espera aí um desvio grande olhando para 25, porque a nossa estratégia, em que pese um ambiente de elevação, de taxa de juros maior e todo mundo já trabalhando para fechar esse ano, inclusive com 12%, é para o ano que vem, chegando até a 13 e pouco. A gente acredita que, como as nossas linhas são aquelas que trazem uma equação de risco retorno bastante atrativas, principalmente em função do consignado, a gente tem condições aí de continuar crescendo. E aí perto aí de 10% para o ano que vem e mantendo o controle aí dessa inadimplência na pessoa física estável, da maneira como você vê. Em relação à questão da 4966, Prince, se você puder. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Claro, só complementando, porque tem a questão da pessoa jurídica também, né Yuri? Você dissociou do agro, mas aqui a gente tem que reassociar. Então a pressão também que a gente vê em pessoa jurídica, ela é decorrente de empresas que vocês têm acompanhado aí muito bem da cadeia do agronegócio. Então, a hora que você olha tanto as safras de PF ou PJ isola o efeito na PF dá renegociada e o efeito na PJ dessas operações específicas da cadeia do agronegócio, o portfólio ou ele estaria com inadimplência estável ou até um pouco menor do que aquela do tri anterior. | |
| Então, o que deixa a gente bastante confiante, porque evoluindo o agro, acho que consequentemente a gente estabiliza esses portfólios e aí é só fazer uma conta, né? A inadimplência, a provisão, por exemplo, decorrente do atraso no agronegócio, foi de três bi nesse trimestre. Você imagina, tirando isso do fluxo, que era o comportamento que a gente vinha anteriormente canalizando, por exemplo, para resultado. Especificamente quanto a 4966, nós estamos prontos para fazer a virada de chave lá no início de 2025. Todos já estão ajustados aqui para perda esperada. Algumas os modelos implementações a gente está fazendo agora no decorrer do final do ano. E o que a gente quer reafirmar aqui para vocês é que a gente não terá impacto em resultado decorrente aí da adoção do IFRS9 e implementação da Resolução 4966. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| E se eu puder adicionar nesse ponto aí é importante vocês saberem o seguinte que nas nossas estimativas com a implementação, nós continuaremos mantendo um volume de capital robusto. A nossa expectativa, que é o índice de capital principal, fica acima de 11% e continuaremos pagando os dividendos para os nossos acionistas num payout | |
| ratio de 45%, independentemente dessa implementação, porque pelas nossas estimativas, continuaremos entregando um resultado robusto que sustenta o crescimento do nosso negócio e, consequentemente, geração de lucros a que serão distribuídos nessa razão para os nossos acionistas. | |
| Yuri Fernandes - JP Morgan | |
| Obrigado, pessoal. Só um último follow up aqui nessa questão que o Prince comentou, então esse resultado não tem impacto. Dá para assumir que tem algum impacto em capital, mas é o que o Geovanne falou. Vocês ainda trabalham com acima de 11 e mesmo num cenário que possa haver algum impacto, tem risco operacional, tem um monte de coisa, né? Vai ser um ano bem divertido em 2025. O banco se compromete a manter esse payout, é essa mensagem só para garantir que eu não to perdendo nada. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Isso. A mensagem é essa. Claro que a gente vai fazer uns ajustes serão feitos em PL e temos reserva de lucro suficientes para absorver esse, esse reajuste, esse ajuste. Mas isso não vai impactar a nossa capacidade, seja de crescer, de expandir o nosso negócio e seja de remunerar os nossos acionistas. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| E a gente já tinha antecipado em alguns tris anteriores, não é Geovanne? O operacional,ele já está contemplado nessas projeções, tá? Então temos aí um bom 2025 para fazer. | |
| Yuri Fernandes - JP Morgan | |
| Obrigado, pessoal. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Obrigado, Yuri. Pessoal, nossa próxima pergunta é do Bernardo Guttmann, da XP. | |
| Geovanne Tobias - CFO | |
| Guttmann, nos escuta? | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| A gentejá te vê aqui, Bernando. | |
| Bernardo Guttmann – XP | |
| Opa! Bom dia! Vocês estão me escutando? Bom dia a todos. Obrigado, Jana, Tarciana, Geovanne, Prince. Obrigado pelo espaço para perguntar. Eu queria explorar um pouco mais a estratégia do banco no consignado. Com o impacto da Selic mais alta e a própria limitação regulatória na precificação do consignado, o banco está reavaliando sua estratégia para essa linha de negócio? Vocês consideram algum ajuste para continuar crescendo com rentabilidade? Se vocês puderem comentar também sobre o ambiente competitivo atual no segmento, principalmente com os novos entrantes digitais. Obrigado. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Bernardo. Bom dia! Muito obrigada pela tua pergunta. Muito obrigada por estar aqui conosco novamente. Falando da estratégia do consignado, tá? O consignado é uma das nossas maiores carteiras e é uma das nossas fortalezas. | |
| Então o que é que eu te diria para o cenário de 25? Em 24, 23/24 o setor público teve aumento de salário em praticamente todos os segmentos municipais, estaduais e do governo federal. Então, o banco, como o maior banco nesse segmento, ocupou a margem consignável dos clientes. Então, para 25, com novo aumento de salário, mesmo com a alteração de Selic, nós temos espaço para manter a ocupação dessa margem consignável. Então, isso significa que a nossa carteira de consignado que temos agora não sofrerá nenhum impacto. Mas, temos ainda uma gama aí de milhões de clientes para buscar na estratégia do consignado. E como o Geovanne já trouxe um pouco antes, uma das estratégias é para consignado o setor privado e nós expandimos a carteira consignado do setor público. É um negócio que nós sabemos como fazer. E aí é interessante a gente saber que para o setor privado tem algumas nuances que a gente vem anunciando que da estratégia que a gente vem adotando. Então, para 2025, nós vamos buscar crescimento nessa carteira. E aí independe do cenário de Selic. Um segundo ponto que você traz é do ambiente competitivo. É interessante a gente tratar que o ambiente competitivo com bancos, ele sempre ocorre e a gente, a cada dez operações de solicitação de portabilidade, a gente faz a retenção de oito. | |
| Então e aí eu estou falando do sistema financeiro como um todo. Quando a gente fala de instituições de pagamento, nós não temos sofrido impacto nenhum em relação à portabilidade de crédito ou à migração de clientes para outras instituições. Então, isso é importante frisar. O que eu te diria em relação à alta de Selic e segmento do consignado que eu acho que você quis perguntar do consignado do INSS especificamente. Não é isso? Isso é o que tem regulação. Isso é a linha que tem regulação. Cabe ressaltar que a gente vem atuando com um resultado ajustado ao risco, com resultado ajustado ao retorno que essa operação traz para nós. E a gente tem uma atuação muito diferente do mercado com o INSS. Nós temos uma estrutura de distribuição diferente do mercado. Eu não pago para o correspondente bancário aqui. | |
| Minha distribuição do consignado do INSS é praticamente quase toda realizada pela nossa rede, que está presente no país inteiro. Então, isso já reduz consideravelmente o custo dessa linha para nós e traz resultado. Uma outra característica é que a gente vem acompanhando o movimento da Selic e com certeza, se houver aí mais uma elevação de Selic, o governo vai precisar conversar em relação ao teto regulatório para o consignado. Mas está em linha com o que a gente espera nesse momento de resultado. Nosso resultado nessa linha é interessante. Então nós vamos continuar crescendo no INSS, atuando com essa linha e com certeza, no momento em que houver necessidade do sistema financeiro, o governo vai rever esse teto. Nós acreditamos nisso e trabalhamos nesse sentido. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Se eu puder acrescentar aqui, né Tarci. É importante você saber que a precificação ela leva em consideração a curva de juros. Então, essa curva de juros, ela já vinha apresentando elevação. E nós já fizemos os ajustes para as diferentes carteiras que nós temos. Claro que é um segmento que é extremamente competitivo e aí a gente tem que olhar não só o nível da competição, do preço que a gente tem condições de colocar para ser competitivo, mas também a estrutura de custos para atrair esses clientes. | |
| Conseguimos crescer muito em função dessa atração via portabilidade. E sem dúvida alguma, se chegar o momento em que esse spread for inviável, vai acontecer, como já aconteceu lá atrás. Quando existe quem determina esse gap e existe um comitê específico da Previdência que estabelece e quando ele reduziu demais, todos os bancos fecharam essa carteira, paralisaram as carteiras, inclusive o Banco do Brasil. Então, no momento, temos uma estrutura atrativa, estamos precificando de acordo com a curva. Então essa antecipação de juros já aconteceu. Isso já foi ajustado nessas curvas, temos essa competitividade aí, por isso que a gente está crescendo e mantendo aí o risco, o retorno ajustado pelo risco. E a gente acredita que, por enquanto, a gente ainda tem condições sim, de atrair. Isso nos diferencia dos demais. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Geovanne, eu gostaria só de ressaltar o custo da distribuição desse crédito para nós, ele é infinitamente inferior ao que acontece no mercado. Uma outra coisa é o nosso custo de funding. A gente tem um custo de funding diferente também da composição do sistema financeiro, e isso nos beneficia nessa linha de concessão do crédito consignado. Eu acho que esses dois pontos são importantes também. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| E uma outra coisa também para colocar, né Tarci? Quando a gente fala de consignado no Banco do Brasil, são mais de 7 mil contratos, acordos de consignado com diferentes entes públicos, tá? Então, assim, nós temos certeza de que essa nossa liderança, a gente pretende mantê-la e protegê-la do aumento da competição dos demais players. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| É isso? Obrigada. | |
| Bernardo Guttmann – XP | |
| Ótimo. Obrigado, Tarciana e Geovanne. Bom dia. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Até mais! | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Bom, gente, vou passar aqui para a nossa próxima pergunta do Renato Meloni da Autonomous. | |
| Renato Meloni - Autonomous | |
| Bom dia, pessoal! Bom dia! Obrigado pelas perguntas. Eu queria voltar para o comentário do Prince sobre o ciclo no agro, você poderia expandir um pouquinho como que você vê então as coisas evoluindo a partir de agora e onde que você espera as provisões estabilizarem e depois começarem a decrescer? E minha segunda pergunta também um pouco relacionada a isso, é a seguinte é em relação ao guidance, tá? Desde o começo do ano teve um agravamento aqui da carteira que deveria impactar sua margem financeira. O guidance ali foi mantido de crescimento, aumentaram as provisões e o guidance de lucro líquido também foi mantido. Quais são as alavancas que vocês estão vendo aqui que estão compensando a piora na carteira de Agro? | |
| Obrigado. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Perfeito, Renato. Obrigado. Então, o que que é importante? O Geovanne comentou e a Tarci na própria introdução, essa inadimplência ela está muito concentrada no agronegócio, na cultura de soja e no Centro-Oeste. A cultura de soja não é nem a predominante na nossa carteira. Pra você ter uma ideia, a nossa maior carteira é a carteira da pecuária, que como todos tem visto, o cenário é bastante favorável para os próximos anos. Depois nós temos a carteira de soja, que tem enfrentado alguma dificuldade, mas a própria evolução do Plano Safra e as janelas que atrasaram, mas estão se concretizando para a próxima safra, traz também a possibilidade de retomada, não houve perda de rentabilidade, mas da retomada desse processo todo, da evolução da cultura de soja. O milho também está vivendo um momento bastante favorável, com a recomposição das margens no campo. Então, todo esse cenário, a hora que a gente reúne, ele nos indica o movimento bastante favorável para que a gente caminhe para normalização da inadimplência. Esse era um ponto que a gente vinha antecipando para vocês. Então, a inadimplência hoje de 1,97. Ela está acima daquele patamar que a gente imaginava que seria de normalização. Mas por quê? Muito em função dos processos de recuperação judicial, que inclusive a gente vem atacando, vem conscientizando os produtores em função de que esse processo esteriliza o produtor no mercado. Ou seja, a atividade, por ser cíclica, ela sempre demanda novos créditos e o produtor que recorre a esse tipo de artifício, ele fica esterilizado, não consegue novos créditos e com isso a sua produção é interrompida. Por outro lado, nos dá uma possibilidade, em virtude das garantias vinculadas, de que o nosso índice de recuperação seja muito mais favorável. E isso, obviamente, contribui primeiro com a redução da inadimplência e segundo, com a normalização desse fluxo de provisão. | |
| Então a gente está bastante confiante de que, entregando todas essas iniciativas de melhora na composição da nossa carteira do agronegócio, os níveis de inadimplência e provisão, eles se normalizam. E com isso a gente tem aí a possibilidade de executar um 2025 bastante favorável, porque a gente ainda está vendo uma pressão relacionada especificamente a 2024 nessa cultura que eu comentei com vocês e isso que acarretou a gente efetivar a alteração do nosso guidance. Como eu disse, são três bi nesse trimestre de provisão relacionada a atraso da carteira agronegócio. Então vocês podem olhar que senão houvesse essa questão, a gente nem precisaria estar revisando o guidance. E como aqui nós somos bastante direcionados por retorno ajustado ao risco, o risco se manifestou de forma além do que nós tínhamos projetado nessa carteira específica. Obviamente que nós estamos com os nossos 125 mil colegas trabalhando para entregar a rentabilidade de outros portfólios e, com isso, possibilitar a manutenção do guidance, como você está vendo aí. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| E se eu puder acrescentar. Desculpa. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Não, eu só ia falar assim, complementando o que o Prince trouxe. Eu acho que é importante a gente frisar que a gente tem uma carteira que é o sonho de todo banco. Ela tem um mix entre os pilares muito adequado. O percentual do agro, pessoa física e pessoa jurídica da nossa carteira ele está, ele está hoje muito equilibrado. Então, no momento em que uma carteira tem alguma, passa por alguma situação que precisa da nossa atenção, nós temos aí uma outra carteira para buscar essa compensação de resultado. E aí Prince, você trouxe uma coisa que eu acho que é muito importante agente frisar, 99% da nossa carteira de Agro tem garantias. Elas estão, tem garantias vinculadas. Nós não queremos e não é o nosso intuito nunca esterilizar o produtor ou ir buscar essa garantia. Mas nesses casos específicos que nós tratamos aqui, eu até falei no discurso inicial aqui com vocês que são 210 clientes numa localização, numa região mais específica, ali no centro oeste. | |
| Então, se necessário for, nós vamos fazer valer aí a força do Banco do Brasil e vamos buscar essas garantias. Mas eu acho que é muito importante a gente frisar aqui o trabalho que tem sido feito de conscientização do cliente produtor rural em relação aos efeitos da RJ para o agronegócio. São efeitos diferentes de uma RJ na pessoa jurídica, né? O produtor não vai ter condições de pegar a fazenda dele e levar para outra localização e começar a plantar outra coisa. O produtor de soja vai continuar com a fazenda dele onde é, naquele endereço que sempre foi e ele vai precisar plantar o próximo ciclo. | |
| Então, esse trabalho de conversar com os clientes e apresentar as soluções que nós temos antes de que ele vá buscar essa questão da RJ a gente até está tratando de forma muito objetiva, que é um movimento de advocacia predatória. A gente está, a gente capacitou a nossa rede toda e aí, vale salientar, há mais de cinco anos nós temos uma rede especializada voltada para o agro, que tem uma atuação muito forte, muito próxima. Então, quando eu digo para vocês o contato com o cliente não é via SMS ou via WhatsApp, é contato pessoal. O nosso cliente está sendo orientado e recebendo consultoria de um especialista pessoalmente. Então essa parte da nossa carteira que tem uma relevância muito grande, todos os clientes estão sendo contactados pessoalmente pela nossa, pelos especialistas da nossa rede. Eu acho que é muito importante agente tratar da seriedade que o Banco do Brasil implementou nesse processo de conversar com o cliente, de buscar alternativas, de repactuar as operações. E tratando muito abertamente com o cliente, das consequências de um RJ no agronegócio. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Esse ponto, Tarci, é importantíssimo, porque essa advocacia predatória ela acaba prejudicando o próprio setor, porque são ciclos curtos, entendeu? E geralmente um processo de RJ é um processo muito longo, a não ser que aquele agricultor queira efetivamente sair do setor ou vender aquela propriedade para um novo agricultor que queira plantar, ele não vai ter como, porque ele precisa fazer, gerar. Nós temos o Manual de Crédito Rural, que já prevê para situações específicas ele sentar com a gente, renegociar e repactuar. Isso, inclusive aprovado pelo Conselho Monetário Nacional, essas regras. Mas muitos estão caindo nesse conto de sereia da advocacia predatória. E é com esse processo de explicação, né? Para os nossos clientes dos riscos, o que significa isso, essa promessa que advogados estão fazendo, tentando incentivá-los a judicialização de algo que ele não precisa judicializar para negociar, para sentar com a gente e repactuar. A não ser que ele efetivamente resolva sair do setor, porque a safra está aí, a chuva está caindo, eles precisam de recursos, tem que plantar. E se efetivamente ele vai por essa linha de RJ, ele fica esterilizado. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Geovanne, eu acho que também é importante a gente informar que nós já estamos percebendo os frutos desse trabalho. Nesse último mês nós não tivemos elevação na quantidade de clientes entrando com a RJ, né? Eu acho que é bem importante a gente falar que esse trabalho não começou a semana passada. Ele iniciou assim que nós recebemos os primeiros casos e nós entendemos que ele já está gerando frutos. Nós não recebemos novos casos, por exemplo, agora no último mês. Então eu entendo que esse trabalho já está surtindo efeitos. E aí, gente, não é efeito só para o Banco do Brasil, é para todo o sistema financeiro. Esse cliente, ele fica prejudicado em todo o sistema financeiro. As consequências para o cliente produtor rural, repito, são muito sérias. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| E aí, voltando aí para segunda parte da sua pergunta, né, Meloni? Como é que a gente vai fazer? Que avenidas que teremos de receitas? Eu sei que o volume de provisão do New NPL ali no agro chamou a atenção, mas é importante olhar para o crescimento da nossa margem financeira bruta. A gente tem conseguido crescer o crédito. Nós ampliamos a margem, mesmo com o efeito do Patagônia puxando essa margem para um crescimento de 9%. Se não fosse isso, a gente teria entregue aí um crescimento de 12%. A gente tem avenidas de crescimento que estão sendo colocadas agora nesse quarto trimestre. O ano ainda não acabou. Nossa rede está toda empenhada não só em melhorar a cobrança, mas também em gerar mais receitas. E a margem eu acho que ela reflete bem isso. Nosso resultado também. Com serviços crescendo quase que 5% em linha com Guidance. Temos uma avenida de crescimento enorme em cartão de crédito. A gente propositadamente deu uma freada nessa linha para ajustar. Nós estávamos com a inadimplência altas, acima de 10%. Hoje, a menor inadimplência que nós temos do setor, no crédito rotativo, cartão de crédito, e a gente sabe que a gente precisa, quando a gente compara com o nosso principal concorrente privado, ele tem duas vezes e meia mais volume de crédito no cartão do que a gente. Então, essa é uma outra linha que a gente está crescendo e também o não consignado. Somos muito fortes no consignado, mas no não consignado, que era uma outra linha que a gente estava perdendo o market share, a gente está recuperando, tendo inclusive desembolsos agora de outubro acima do esperado, batendo recordes de desembolso. Claro que dentro de uma equação retorno e risco super adequado e que vai com certeza melhorar a nossa margem olhando daqui para frente, então, com tudo isso, aliado também ao controle de despesas. E é por isso que a gente reviu o guidance de despesa para baixo. A gente espera economizar mais para fazer frente aí a esse soluço muito específico, vindo da carteira da nova inadimplência e da carteira Rural. Ok? | |
| Renato Meloni - Autonomous | |
| Muito obrigada pelas respostas, pessoal. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Obrigada, Renato. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Obrigada. A nossa próxima pergunta vem do Gustavo Schroden do Citi. | |
| Gustavo Schroden - Citi | |
| Bom dia, pessoal! Bom dia! Bom dia. Bom dia, Jana. Bom dia, Tarci, Geovanne e Prince. Obrigado pela oportunidade. Vamos mudar de assunto aqui, falar de margem, pode ser? Eu queria entender como é que a gente pode ver a margem para frente. A margem de vocês ela tem uma característica específica, né? Pelo menos na minha leitura uns três moving parts aqui diferentes. Tem a margem com o cliente. Tem margem com o mercado e tem um efeito Patagônia, né? E ela começou num nível muito alto, com Patagônia segurando bastante a margem, com o mercado também no patamar alto e esses dois últimos itens caindo ao longo dos trimestres. Até que a gente chegou agora nesse último tri, tava olhando aqui na série histórica, a menor, o menor spread global e dos últimos seis trimestres, 4,8%. Se a gente olhar especificamente nesse trimestre, acho que o principal os principais impactos foram a margem que o mercado e o Patagônia, que veio menor nesse trimestre, enquanto a margem do cliente melhorou. Como é que a gente pensa nesse spread global, né? Dado que o Banco do Brasil tem essa característica diferente aqui da margem, pelo menos nas classificações. Como é que a gente pensa nesse spread global nos próximos trimestres e até principalmente em 25? Patagônia é mais nesse nível que tá aí, foi 1,1 bi, margem com mercado também, já mais baixo, ali próximo de 5 bi. A margem com o cliente talvez, foi o grande destaque positivo na minha leitura aqui do trimestre. Como é que a gente pensa nesse spread global, nessa margem para os próximos trimestres? E também já pensando em 25, assumindo aí que vocês já têm informação sobre Patagônia, margem com o mercado, que eu sei que é volátil, mas algum cheiro aqui seria interessante e também a própria questão da margem cliente. Obrigado. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Obrigado, Schroden. Em primeiro lugar, a gente entende que as duas margens são importantes. Nós temos tido estratégias específicas na tesouraria que tem trazido aí resultados positivos para o banco. Agora, olhando especificamente na margem com clientes. Não se esqueça que nós temos hoje entre os bancos, eu acredito que o melhor custo de captação. Isso nos dá uma liberdade grande para crescer em linhas como consignado, por exemplo, como a Taciana já colocou. Mas tem uma linha específica que a gente meio que ficou para trás. A gente ficou meio que legging, aí os nossos concorrentes privados que é no não Consig, a gente perdeu mercado e também no rotativo do cartão de crédito. Então, olhando essa margem para frente. O que a gente acredita é que aquilo que vai trazer um crescimento maior, um ganho de margem maior, vão ser essas linhas aí, com margens maiores. Então, esse 4,9 de spread global, a expectativa, sem dúvida alguma, na medida em que a gente tem mantido esse equilíbrio, é de um terço, um terço, um terço na PJ, Agro e pessoa, e pessoas físicas. E na hora que a gente, no mix de pessoas físicas, a gente vai buscar recuperar a nossa participação de mercado no não consignado e crescer no consignado privado, que traz também uma margem maior e crescer no cartão de crédito. A gente acredita que a gente consiga melhorar esse spread, mantendo claro um controle rigoroso aí do risco. A gente não quer a gente ser surpreendido com o que aconteceu no passado recente daquele mar aberto. Nós temos aí, só para você ter uma ideia, 120 milhões de correntistas aí. Você tem hoje aproximadamente apenas 25 milhões que efetivamente usam a frequentemente seu cartão, o que a gente chama de clientes com cartões ativados, no caso, ativação. Então você tem um aquário enorme de clientes que possuem cartão, seja débito ou crédito, e que apenas 20 e poucos milhões é que efetivamente são heavy users desse cartão. Então a gente tem um aquário enorme para a gente aprofundar e buscar. A gente tem a segmentado muito no PFA, PFB, mas a gente tem um High C ou D, o High E que a gente tem condições de aprofundar. Para isso, a gente investiu no novo onboarding. Era uma jornada que estava trazendo muita fricção. Então a gente refez todo o onboarding este ano. Então a gente acredita que para o ano que vem a gente tem uma expectativa de continuação, de crescimento, de carteira em que pese no ambiente, a Selic, olhando aqui vai, vai ser maior, não é? Mas a gente acredita que a gente tem condições de ser bastante competitivo, seja pelo custo de funding de mais barato e pela alteração do mix, crescendo em linhas com spread maiores. E aí, olhando daqui para frente, mantendo ali Patagônia dentro do que seria esperado, aí dentro de uma normalidade. E essa queda do Patagônia já era esperada. A gente já vinha antecipando para vocês. Ela só demorou para acontecer, mas a troca, você tinha a queda da taxa de juros, a queda da inflação, o próprio câmbio lá acabou então trazendo esse reflexo agora que, mas a gente acredita que olhando para 25 a gente vai ter uma recuperação melhor desse spread. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Geovanne, eu acho que você tocou num ponto superimportante. Assim, nós perdemos share na carteira de crédito não consignado e na carteira de cartão, porque havia um dever de casa a ser feito. A gente tinha, tivemos aí, lá atrás, um sobressalto de inadimplência nessas duas carteiras. Nós entendemos que os nossos modelos de risco não estavam adequados o suficiente para que a gente fosse para mar aberto. E até ali, na enseada que a gente chama de enseada, dos 40 milhões de clientes aí não negociais atualmente, é o que a gente chama de enseada. Mas nós entendemos o perfil do cliente C, D e E. | |
| Que é um segmento que a gente vinha ali com um olhar mais rigoroso. Nós clusterizamos esses segmentos e nós temos aí um perfil de clientes em cada segmento desse muito interessante. Então, como o Geovanne trouxe, nós temos aproximadamente aí uma base de 24, 25, 24 milhões de clientes que são reviewers do cartão, mas nós temos um universo aí demais 60 milhões de clientes negociais que já estão conosco para a gente buscar aí a colocação do cartão em níveis extremamente rigorosos de análise de risco. Então eu tenho plena convicção que essa será uma das nossas avenidas de resultado para 2025. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Perfeito, Tarci. Só para concluir, Gustavo, acho que o terceiro tri ele já traz uma proxy dessa estratégia. Você pode olhar a inadimplência da pessoa física subindo levemente, mas você vai ver que por dentro ela está concentrada em operações da carteira renegociada. Ou seja, a gente já ampliou crédito não consignado nesse tri, com safras melhores e o risco extremamente adequado ao retorno que essa carteira nos oferece. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| E Schroden, só para fechar a conta da margem, a gente falou bastante da parte do crédito, da captação, mas não esquecer também do efeito em tesouraria, né? A gente tem um crescimento importante ali, mesmo com uma redução de Patagônia, a nossa tesouraria, olhando para o banco de uma forma isolada, ela tem um crescimento importante no trimestre e aí o efeito de contexto de taxa de juros, de movimento de liquidez, que continua fluindo para o banco, então isso também contribui. Eu acho que todos esses elementos, eles trazem um carrego positivo para a gente em termos de margem, para 2025. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Sem dúvida alguma. Bem lembrado, porque na captação, praticamente metade ali ela está no que a gente chamaria de fixo a 6%, que é poupança, depósitos judiciais. Então, a gente também tem uma avenida boa aí de geração de margem pela, pelo spread sobre a captação. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Geovanne, quando a gente fala das despesas, eu acho que cabe ressaltar que tem uma parte dela que é investimento, né? Tudo isso que a gente está falando para 2025 vem com muita tecnologia embarcada e evolução dos nossos modelos de inteligência analítica e inteligência artificial, IA generativa. E então a gente não vai deixar de investir onde precisa investir para o crescimento do banco e colocando cada vez mais as pessoas do banco a serviço do cliente. Cada vez mais pessoas fazendo negócios. Então, todo o processo que for repetitivo, todo o processo que for padronizado, nós vamos buscar embarcar a inteligência para ganhar cada vez mais eficiência nos processos. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Bem lembrado. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Ok? | |
| Gustavo Schroden – Citi | |
| Está ótimo. Super claro. Uma rapidinha. O effect tax rate, a taxa de imposto foi mais baixa agora, alguma explicação para a gente? Por que que foi mais baixo? Como é que a gente deve pensar aí até o final do ano dessa taxa. | |
| Obrigado. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| A gente já vinha dando aí um soft guidance para vocês, de uma taxa de imposto ali perto dos 20%. Talvez ela chegue mais para perto de 18 na Visão ano, não é? Nós tivemos aqui três efeitos básicos que explicam essa taxa, essa taxa de imposto. A primeira delas, sem dúvida alguma, foi os eventos que aconteceram na Argentina. Você acabou apresentando ali um prejuízo fiscal. | |
| Foi necessário constituir um crédito tributário lá na Argentina. Então, ao consolidarmos esse, como é que se fala? O Banco Patagônia ao Banco do Brasil, isso daí trouxe aí uma redução aí em torno de R$ 600 milhões, tá? Um outro efeito que reduziu essa nossa, nossa taxa efetiva de imposto foi aproximadamente 400 milhões. Foi fruto do próprio tax shield do JCP, não só fruto do aumento da TJ LP, mas também dá uma base de PL maior. Então isso aí acabou gerando, a gente pagou mais dividendos, e, a JCP, perdão. Isso acabou deduzindo mais um volume maior na nossa base de imposto. E por último, casos específicos que aconteceram no exterior. A de perdas que geraram prejuízo e que permitiram a gente, isso aconteceu inclusive no início do ano, tá. Mas nós precisamos esperar alguns relatórios feitos lá fora, garantindo aí a recuperabilidade ou não a desses prejuízos e aí a gente teve que contabilizar agora, depois dos relatórios aprovados lá fora, a gente teve que reconhecer, então, esses prejuízos vindos do exterior por conta da constituição de crédito tributário, que deu mais ou menos aí uma redução de R$ 500 milhões. Então, esses são os três grandes efeitos que trouxeram a nossa taxa de imposto aí para, para esse patamar neste trimestre. Mas a gente acredita que, olhando a visão anual, você deveria esperar um pouquinho por conta desses efeitos. Então, uma redução daqueles 20% que a gente estava guiando para perto de 18%. Tá bom? | |
| Gustavo Schroden – Citi | |
| Perfeito. Muito obrigado. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Bom passar aqui para nossa próxima pergunta. Gostaria de chamar o Eric Ito, do Bradesco. | |
| Eric Ito - Bradesco | |
| Bom dia, Tarciana, Janaína, Geovanne e Felipe, obrigado pela oportunidade de fazer pergunta. Eu tenho duas aqui do meu lado também. A primeira é um follow up em questão da margem, principalmente pegando em Patagônia aqui. Geovanne comentou que era esperada a normalização. Se a gente olhar o resultado de Patagônia veio perto do tri passado, perto de um bi. Mas o tax rate veio o benefício do crédito tributário, se a gente ajustar para um tax rate parecido com o tri passado, perto de 20%, a gente geraria um lucro de Patagônia perto de 500 milhões. Você acha que esse é o nível já de normalizado que a gente deveria esperar, esperar para frente? Ou pode esperar mais um pouco de impacto de normalização aqui para Patagônia? Se puder comentar também rapidamente a sensibilidade de 100 bps de aumento da Selic na margem de vocês. E minha segunda pergunta, rápida aqui também. O que vocês esperam de ROE de longo prazo sustentável para o banco? Obrigado. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Bom, em primeiro lugar, obrigado Ito pela pergunta. É muito difícil a gente tentar estimar o que vem dos argentinos, né? Mas assim, a gente acredita que, sem dúvida alguma, um patamar aí sustentável do que seria um resultado de Patagônia entre 500 e 700 milhões é mais ou menos isso que a gente vem guiando aí. Então, eu acho que teu cálculo aí está bem, assim, dentro daquilo que a gente espera. É importante relembrar, não é? Ali, basicamente, a gente está falando de liquidez, né? Por um lado, teve uma redução da taxa de juros que impactou o resultado lá do Patagônia, mas, por outro lado, teve também uma liberação da remuneração do custo de captação, porque, por determinação do governo, a gente era obrigado a remunerar, se não me engano, 110% da taxa base de lá. E aí agora a gente conseguiu meio que ajustar esse spread. Quase que nenhuma exposição a crédito. Então, é basicamente a gente está falando de tesouraria ali no Patagônia, dada as condições macroeconômicas ali do país. Partindo da premissa de que as políticas adotadas vão trazer a economia para uma normalidade, ela continua ainda sendo tratada como uma economia hiper inflacionária. Em que pese já a queda da inflação para 4%, se não me engano, ao mês. Mas, mesmo assim, continua sendo um cenário que é difícil, uma previsibilidade, tá? Por isso que a gente tem focado muito na realização dos negócios Brasil. E aí, falando especificamente sobre a margem financeira, nós temos aí oportunidades não só no relacionamento na margem com clientes, no crescimento do crédito, mas também nos ganhos de tesouraria e em termos de sensibilidade de aumento de taxa de juros é importante você vê a distribuição dos ativos e passivos, como eu já falei. Nós temos, pelo lado do passivo, um aumento dessa taxa de juros. Você deveria esperar aí um ganho aí de spread em cima da captação, claro, depósitos a prazo eles são automaticamente a reajustados porque são pós fixados. Mas nós temos um contingente grande de pré, que são principalmente poupança e depósitos. | |
| Isso traz também impactos positivos, mas a gente não, não, não prevê grandes modificações em função de 100 bps. Isso vale seja para uma redução de taxa ou para uma subida de taxa e um impacto na visão anual, é muito, eu diria para você aí marginal, tá. Uma outra pergunta que você fez para nós é em relação à questão do que seria um ROE sustentável para o banco? A gente, a gente ainda não está falando sobre Guidance para 2025, mas a gente acredita que um ROE nesse patamar de 20%, que seria o High Teens aí ali, girando em torno de 20%, é um ROE bastante saudável e sustentável para o Banco do Brasil. E eu não sei qual é a tua outra, ficou alguma pergunta pendente de resposta, Ito? | |
| Eric Ito – Bradesco | |
| Não, são essas mesmo. Obrigado. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Tá bom? Muito obrigado, Ito. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Obrigada. E a nossa próxima pergunta vem do Mário Pierry, do Bank of America. | |
| Mário Pierry - Bank of America | |
| Bom dia, pessoal, obrigado pela oportunidade de pergunta. Eu acho que a maioria das perguntas já foram feitas, então eu queria fazer uma pergunta também de novo, um pouco mais chata. Quando vocês mudando o guidance de provisão para esse ano vocês deixaram um range ainda muito grande. A gente está falando para chegar no seu range, a gente está falando de 7,6 bi a 10,6 bi de provisão no quarto tri e só falta um mês e meio para acabar o trimestre. Então, quando a gente olha esse guidance, você vê, vocês estão vendo hoje, um cenário possível, que a provisão aumente ainda mais no quarto tri. E a mesma pergunta é válida para o lucro líquido também. Você manteve ali o seu range, que é bem grande. E aí a gente poderia ver um lucro líquido de 8,7 bi para chegar no low do seu guidance, que me parece bem baixo, dado que vocês estão aí gerando perto de nove bi e meio por tri. Então eu só queria entender um pouco melhor aí a sua confiança no novo guidance. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Ah, perfeito! Mário, obrigado. Eu acho que, embora a gente esteja no meio de novembro, nós temos um mês e meio ainda para terminar o ano. E como eu comentei aqui durante toda a nossa conferência, a grande pressão em PDD vem do agronegócio. E o que é importante ressaltar as operações do agronegócio, diferentemente de outras operações, elas têm principalmente o custeio, um vencimento único. Não são prestações. E é o que acontece quando o cliente regulariza, ele também regulariza a operação na integralidade e ao regularizar, obviamente, isso faz com que amorteça o fluxo de provisão. Então, nós estamos trabalhando intensamente nesse processo de cobrança, nesse processo de chamamento dos produtores para poder regularizar sua situação e, obviamente, ficarem aptos, inclusive a tomada de recursos para o novo ciclo. E com isso a gente tem a tradução desses pagamentos em amortecimento do fluxo de provisão. Por isso que, embora a gente esteja aí a 45 dias do fim do ano, nós temos uma range para ser apresentada a vocês em função de que confiamos que esse trabalho bem executado ele pode acarretar na estabilização do fluxo de provisão. E, obviamente, a gente não espera um fluxo superior àquele que foi entregue no terceiro tri. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Prince, eu acho que vale ressaltar como a gente falou, nesse primeiro mês e meio do trimestre nós observamos o movimento do RJ e aí as nossas projeções são impactadas por isso também. E como eu trouxe agora a pouco e essa semana, e aí é como o Prince trouxe o trimestre em andamento, essa semana a gente já observa a estabilização sem nenhuma, nesse mês agora, sem nenhuma entrada de novo RJ. Mas é óbvio que nas projeções que nós fizemos, a gente leva em consideração esse movimento que aconteceu no início do trimestre. A gente não espera uma elevação disso para o restante do trimestre. E aí vai em linha com o guidance que a gente tá declarando. Um outro ponto que eu acho interessante aí eu vou aproveitar, que o Pierry trouxe essa pergunta. Muito obrigado por vocês já esperarem de nós um patamar de resultado do tamanho do Banco do Brasil, tá? Muito obrigada por esperarem entre 9 e 10 bi, porque eu sempre disse que o resultado do Banco do Brasil ia ser do tamanho da capacidade do Banco do Brasil de gerar resultado. Então estamos no outro patamar. Eu acho que essa conversa nossa dura dois anos, rendeu frutos muito bons. Então eu fico feliz de vocês já estarem cobrando de nós aí esse, a manutenção desse resultado, pelo menos entre 9 e 10. Muito obrigada. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Mário, obrigado aí. Sei que você sabe fazer conta aí. E sem dúvida alguma eu já falei algum, já dei aqui para vocês alguns cheiros aqui. Por exemplo, desembolso de não consignado. Desembolso não consignado tem batido recordes aí durante aí esse quarto trimestre. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Só para vocês terem uma ideia, a gente está desembolsando quase o dobro da média do ano. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Exatamente. Então isso daí com certeza vai nos ajudar aí a fechar esse gap. A range, nesse ponto eu discordo de você, eu acho que a gente coloca um range de 3 bilhões, né? De 37 a 40. De 31 a 34, né? E ali é uma margem que a gente tem, claro, a gente sempre mira ali no centro do guidance. Pode ser que a gente pode ir para ponta alta, pode ir para a ponta baixa ou termina ali no meio, mas aqui tá igual jogo de basquete, Mário, só termina mesmo quando apitar ali no dia 31, dia 30 de dezembro. Aliás, porque é feriado, né? | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| De preferência com cesta de três pontos. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Sim, com cesta de três pontos. Estamos aqui. A numerologia é um arranjo de três cestas, de três pontos. Tá bom. Obrigado pela pergunta. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Obrigada, Mário. | |
| Mário Pierry - Bank of America | |
| Obrigado pessoal. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Obrigada. A nossa próxima pergunta vem do Carlos Gomez-Lopez, do HSBC. | |
| Carlos Gomez-Lopez - HSBC | |
| Obrigado. Vou fazer a pergunta em português. Sobre a carteira Agro, para nós entendermos, o problema da recuperação judicial é uma estratégia dos produtores, não do banco. O banco quer desincentivar o uso da recuperação judicial. Então as minhas perguntas são a primeira, qual é a cobertura desta carteira concentrada neste momento? Segundo, quando esperam exercer as garantias se fosse necessário? E que confiança tem de poder exercer a garantia, porque tem uma carteira concentrada, isso sempre tem mais consequências políticas, sociais, então acredita que 99% de garantia pode ser efetuado e em quanto tempo? E uma pergunta distinta sobre a 4966, tem um impacto sobre CET1 e nos números que os senhores tem dado uma estimativa de 80 pontos básicos, esse é o número aproximado? Obrigado. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Perfeito, Carlos. Obrigado pela pergunta. Com relação a cobertura da carteira, ela continua bastante saudável. Então, são quase 170% de cobertura na carteira Agro. Lembrando que mostra a resiliência dessa cobertura, inadimplência de 0,5. Estamos com porque nós partimos de uma inadimplência de 1,97. A cobertura, ela existe exatamente para isso, para que nesses momentos de stress a gente possa fazer o uso e isso não trazer impactos adicionais ao nosso balanço ou ao desempenho da instituição. | |
| Então a gente está bastante confortável com a cobertura. Ela nos dá a capacidade de continuar enfrentando esse advento da inadimplência no agronegócio e, obviamente, reduzindo a inadimplência, essa cobertura, ela é reconstituída e a gente volta a surfar nos patamares de mais ou menos 200%, que é o que a gente indica como satisfatório em momentos de estabilidade desses portfólios, tá? Com relação às garantias, é um bom ponto. E a gente tem sido bastante enfático na negociação com os produtores que nós vamos exercer os nossos direitos. Inclusive, a gente tem um trabalho junto à nossa diretoria jurídica bastante forte, onde aqueles produtores que não nos procuraram para renegociar e que eventualmente estão sistematicamente atrasados. Nós estamos antecipando o processo de execução dessas garantias. E aí, obviamente, isso tem um efeito interessante, porque não necessariamente você vai recuperar esse crédito retomando o bem. Muitas vezes, com a pressão da execução da garantia, o produtor volta a sentar à mesa, renegocia e paga o seu crédito em atraso. Então, é um processo bastante importante que a gente também detectou que precisavam ser mais ágeis e mais agressivos. E a gente tem feito isso. Somos e queremos que os clientes sentem conosco e renegocie. Mas, obviamente, aquele perfil que não renegocia e que sistematicamente vem atrasando, a gente vai fazer uso das nossas garantias e estamos fazendo. Então você vai ver o Banco do Brasil bastante ativo nesse processo de execução das nossas garantias. E aí, obviamente, isso faz com que a nossa recuperação ela se eleve e faz parte daquele plano que a gente tem de estabilização, desse fluxo de provisão como um todo. Quanto à 4966, acho que a gente já foi bastante claro aqui durante a conferência. Não teremos impacto nos nossos resultados. E, obviamente, o impacto a ser gerado no nosso capital, a gente não está antecipando números, mas, como Geovanne colocou, eventual impacto, ele vai fazer com que o nosso capital continue em patamares bastante saudáveis, acima dos 11% que aí o nosso voo de cruzeiro. | |
| Carlos Gomez-Lopez - HSBC | |
| Sobre a cobertura, queria saber a cobertura da carteira de soja. Onde está o problema de cobertura? Porque os senhores têm crescido em 30% agora? | |
| Agora estamos em 30, estamos 60, onde estamos? | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Cobertura da carteira de soja é bastante semelhante a cobertura da carteira Agro como um todo, até porque, pelo fato de ser a cultura que mais tem trazido atraso, é aquela onde tem o maior volume de provisões constituídas, então ela acaba sendo uma proxy da cobertura da carteira geral. E talvez você estivesse perguntando a cobertura em garantias e o percentual é o mesmo, tá? 99% da carteira, ela conta com garantias reais ou mitigadores de risco, que também faz com que a gente possa ser bastante atuante no processo de cobrança e recuperação destes créditos. | |
| Carlos Gomez-Lopez - HSBC | |
| Obrigado. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Ok, Carlos, obrigada. Continuando aqui pessoal, gostaria de convidar para fazer a próxima pergunta o Pedro Leduc, do Itaú. Pedro, está conosco? | |
| Pedro Leduc- Itaú | |
| Duas rápidas. Primeiro, na carteira renegociada, a gente vê, apesar de menores contratações, ela vem crescendo até um pouco acima da carteira total, com inadimplência subindo. Vocês estão vendo isso como algo mais circunstancial aqui ou é como a gente deve ver ela evoluindo em relação à carteira total do banco ano que vem. E segunda parte na linha de despesa na linha de outras, o Legal Risk, os riscos legais subiram um pouquinho, tri a tri, sei que tem volatilidade, mas até aproveitar para pegar um cheirinho de como isso deve evoluir para 2025. Obrigado. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Perfeito, Pedro. É, carteira renegociada, óbvio que ela nos incomoda, mas ainda vem em patamares bastante aceitáveis, principalmente se você comparar com a média de mercado. Obviamente que toda essa pressão da inadimplência é do agronegócio também canaliza na renegociada. E, além disso, acho que a gente colocou aqui, a gente vem de dois processos de mitigação de risco nas nossas outras duas carteiras. Então a primeira foi a do mar aberto, né? Principalmente ali no não consignado e no cartão de crédito, que depois associou ali ao programa Desenrola. E outra também no crédito à micro e pequenas empresas, que foi um processo também que durante o primeiro semestre a gente trabalhou muito forte para poder dirimir o risco dessas duas carteiras. Então, é natural que nesse processo, ainda mais porque o Banco do Brasil não fez nenhuma cessão de carteira ativa. Ou seja, a nossa carteira renegociada, se é que a gente pode chamar assim, ela é limpa porque ela não tem cessão a terceiros. Então, obviamente, isso traz um carrego desses dois processos anteriores que nós comentamos contigo. E acrescenta o cenário do agro que a gente vem transitando aqui durante todo esse bate papo com vocês. O que a gente espera e estamos trabalhando fortemente para 2025? Primeiro, a recuperabilidade da carteira Agro ela é muito mais alta em função, inclusive, do que nós colocamos aqui, garantias e mitigadores de risco vinculados. Ao ter uma carteira renegociada que tenha uma composição maior de agronegócio e aí não tem nem comparabilidade, porque, dado ao momento que o agronegócio viveu nos últimos cinco anos, a nossa carteira renegociada, ela praticamente ficou carente, vamos dizer assim, de crédito, do agronegócio. Então, ao ter esse crédito ali incorporado, vai ser natural que a nossa recuperação ela seja melhor e a recuperação sendo melhor, a gente acredita que estabiliza não só o crescimento da carteira. Então a gente vai trabalhar 2025 num cenário de não crescimento da carteira renegociada. Mas também uma outra coisa que a gente persegue aqui é a questão da redução da inadimplência. Se você for ver em patamares históricos, a inadimplência da Renegociada também está além do que a gente vinha entregando. E a gente acredita que tem muito potencial aqui para exercer o nosso processo de cobrança de forma bastante ativa e também fazer com que essa inadimplência caia. E por último, nós estamos estudando tal qual nós fizemos lá em 2020, quem sabe em 2025 a gente também use alguma estratégia de cessão de carteira ativa, que é um ponto que a gente não faz há três anos, mas que de repente, a depender do portfólio e da probabilidade de recuperação que a gente tiver, é óbvio, respeitado aí o retorno que o mercado nos proporcionar numa aquisição de parte dessa carteira, a gente também pode lançar mão dessa estratégia. E do risco legal, desculpe. O risco legal é natural. Então tem um movimento mais forte no judiciário no, no segundo semestre. Então há ali uma aceleração no processo, nos processos judiciais, então, você tem demandas sendo solucionadas. Mas, principalmente o que a gente tem feito aqui? Um processo saneador dessas demandas. Então, recentemente, inclusive, acho que vocês podem olhar, saiu um ranking do STJ, então o Banco do Brasil, ele vem caindo sistematicamente no volume de demandas judiciais e isso conecta com o processo que nós temos aqui bastante ativo, de execução de acordos. Ou seja, a gente tem um mantra de que o acordo, ele efetivamente dirime riscos e ele faz com que, inclusive financeiramente, seja mais vantajoso a gente fazer o acordo no início das demandas. Isso também conversa com a satisfação de clientes que a presidenta Tarciana trouxe aqui para gente. Então é natural que ao você fomentar essa estratégia, você tenha ali uma pequena elevação no risco legal, mas ainda dentro ali do soft guidance que a gente vinha compartilhando com vocês. E a boa notícia é essa que ao fazer isso, a gente está limpando aqui o balanço para o futuro. E aí as perspectivas, elas acabam ficando bastante positivas. | |
| Pedro Leduc- Itaú | |
| Obrigado, Prince. Obrigado a todos. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Obrigada. | |
| Felipe Prince – CRO | |
| Obrigado. | |
| Geovanne Tobias - CFO | |
| Obrigado. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Obrigada. A nossa próxima pergunta vem do Eduardo Nishio, da Genial. | |
| Eduardo Nishio - Genial | |
| Olá, bom dia a todos. Bom dia, Tarciana, Janaína, Geovanne e Prince. Eu queria voltar no tema, dois temas, né? O primeiro em relação a como a gente poderia pensar aí na dinâmica de PCLD e qualidade dos ativos nos próximos implica aí uma redução trimestres. Olhando para o novo guidance, substancial ali de provisões para o quarto trimestre. Implicitamente, está aí, no meio do guidance e provavelmente também nomeio do guidance. Uma queda aí de 10% tri a tri para 9,1 bilhões. E eu queria que vocês pudessem contar um pouco do que vocês estão vendo aí para a inadimplência nesse contexto, né? Vocês falaram aí um pouco aí de cada linha, né? Pessoa jurídica, vocês têm os problemas aí sendo resolvidos com o agro, a pessoa física, uma estabilidade. Eu queria saber se como é que vocês estão vendo a trajetória da inadimplência, porque se pegar o gráfico ou a tendência, vocês vêm crescendo a inadimplência já faz um bom tempo, né? Acho que já voltou para níveis pré pandemia, né? Com o consumo de cobertura nesse trimestre relevante. Se pudesse comentar um pouquinho também da parte de cobertura, eu acho que teve um impacto da Americanas aí que consumiu um pouquinho. Mas se pudesse falar um pouquinho desse contexto ali de asset quality, eu agradeço. E meu follow up é na questão do imposto, né? O Geovanne mencionou aí 18% e 18% implicaria em um aumento relevante ali no quarto tri de imposto. E fazendo um cálculo assim meio rápido, vocês ainda têm um potencial de JCP interessante para o quarto tri, né? O que deve levar sua alíquota para patamares ali perto de 20%, enfim, eu queria que vocês comentassem se tem a possibilidade de ser menor que 18%, né? | |
| Porque pelos cálculos aqui teria esse espaço, né? A não ser que o quarto tri seja muito mais pesado em termos de imposto. Muito obrigado. | |
| Geovanne Tobias - CFO | |
| Obrigado. Vou começar aqui pela tua última pergunta. Sem dúvida alguma, a gente não dá guidance de taxa de imposto, né, mas eu acho que você pode trabalhar sim, com ali em torno de 18, talvez uma range entre 15 e 18, faça mais sentido aí, pela tua matemática, tá bom? Em relação a PCLD, a gente já tá aí no patamar de 26 bilhões. A gente ajustou a range para você ficar ali no meio da range, eu teria que parar em 35. Então a gente está falando aí algo entre 9 a 10. Se for 10, repetindo, claro que vai depender muito também como é que o rural aí as RJ principalmente, se comportam. Dados de outubro já nos trazem mais alento. Aí eu estaria fechando ali, perto, ali do meio do guidance e ido para a ponta alta. Mas eu preferiria não cravar. Eu acho que isso daí vamos trabalhar, como eu disse ali para o Mário Pierry, aqui é igual ao jogo de basquete até o último segundo estamos correndo atrás. Seja pela ponta da receita, gerando mais receita ou controlando despesa ou endereçando a questão da provisão. E aí eu passarei a palavra aqui para o Prince, continuar aí. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Perfeito, Geovanne. Nishio, você tem que imaginar que a transição da inadimplência foi mais elevada nesse tri. Então essa transição é a que traz a PDD, que fez com que a gente alterasse o guidance, que foi exatamente aqueles três bi que eu comentei com vocês. Lembrando, se você olhar para as outras carteiras e excluir a renegociada em todas elas as nossas safras de originação, elas estão mais favoráveis e estão trazendo menor PDD, o colesterol bom, consigo. Ou seja, nós estamos originando melhores ativos. O que aconteceu é que nesse tri eu tive uma transição de inadimplência do agro muito forte. Isso acarretou uma despesa de provisão em função desse atraso elevada e fez com que a gente fizesse a revisão. O nosso desafio é controlar a inadimplência agora. Mas o que vocês têm que imaginar tanto para o quarto tri quanto para 2025. Nós não vamos ter uma transição de inadimplência do tamanho que tivemos quando ela veio de meio para dois, então é natural que o fluxo, ele vá ficando amortecido daqui para frente. Além de ser natural, tem todo o trabalho que nós estamos fazendo aqui para poder mitigar esses riscos. E isso conversa com a conta de guidance de PDD que a gente vai entregar agora e também com as projeções lá para 2025, que vocês vão ver oportunamente. A inadimplência está subindo há algum tempo. Eu prefiro enxergar de uma outra forma. O cartão de crédito, a inadimplência totalmente estável. Aí talvez, e com o saldo também crescendo pouco, mas por que crescendo pouco? Porque nós optamos por tirar o risco dessa carteira de cartão. E agora nós temos a possibilidade de começar um novo ciclo com uma carteira totalmente resiliente e rentável. Diferentemente do ciclo anterior, que a gente entrou com uma carteira pequena e subscrevendo algum risco além do que a gente deveria. Agora não, agora a gente tem uma carteira robusta, resiliente e bastante convicta das ferramentas que a gente tem para crescer nesse segmento. Isso se conversa também com o não consignado. A carteira do consignado, a inadimplência também é totalmente estável. Então, sintetizando PF, a inadimplência vem da renegociada, que era um evento que a gente já esperava. Então, não temos que esperar nova inadimplência para 2025. Temos que esperar, sim, um portfólio PF com o retorno totalmente ajustado ao risco e contribuindo com os nossos resultados. Na PJ a mesma coisa, se você exclui os efeitos de empresas relacionadas à cadeia do agronegócio, a gente teria uma estabilização na inadimplência da pessoa jurídica. Conversa exatamente com o que a gente tinha colocado no primeiro semestre, que nós vamos dedicar bastante esforço a estabilizar a inadimplência da nossa carteira MPE, porque a gente acredita que também de uma forma, trabalhando cadeias produtivas e trabalhando melhor a principalidade dos nossos clientes da PJ, a gente também consegue entregar performances além daquela que a gente vem entregando. E se você olha, excluindo os efeitos da Renegociada, a gente já está entregando isso. E o agronegócio é exatamente tudo o que a gente falou. Então, se eu estabilizo a inadimplência do agronegócio, naturalmente eu vou ter uma economia de provisão de 3 bilhões por trimestre. Então, tentando ser bastante objetivo e conectando os números aqui para que vocês possam entender, tem muito valor a ser capturado nesse processo da gente estabilizar a inadimplência do agronegócio. Agora, óbvio, quando a inadimplência anda, ela consome parte da cobertura, que foi um outro tópico que você mencionou, a cobertura a gente constitui exatamente para isso, para que em momentos de ciclo desfavorável, a gente tenha lá um colchão que possa amortecer o efeito e nos dê capacidade de enfrentar esses ciclos. | |
| E assim está sendo feito com a cobertura que a gente tinha constituída. | |
| Estamos preparados para os novos ciclos, como eu disse na PF e na PJ e resolvendo essa questão do ciclo agro, naturalmente a cobertura é recomposta e a gente tem toda a possibilidade de financiar os nossos crescimentos para 2025. Então, o recado que eu acho que a gente deveria enxergar é que, estabilizando a questão do agronegócio, a perspectiva é muito favorável para o desempenho das carteiras do Banco do Brasil, para a estabilização das provisões e, consequentemente, para a nossa entrega de resultados. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Obrigada, vou passar aqui então para nossa última pergunta do dia. Quero convidar o Henrique Navarro, do Santander. Por favor, Navarro. | |
| Henrique Navarro – Santander | |
| Obrigado, Jana. Bom dia, é sempre um prazer falar com vocês. Minha pergunta é sobre 25, tá. Bem, eu sei que vocês vão dar o guidance só no quarto tri. Eu entendo que esse guidance vai ser dado em BR GAAP. Agora olhando para 25 a gente cada dia que passa o cenário macro fica um pouco mais desafiador. A gente tem essa questão do agro, a RJ, por exemplo, ela é um instrumento do grande produtor. Quando você vê sinais de RJ, tem toda uma cadeia do micro, do pequeno produtor que não tem acesso a esse instrumento. Ou seja, quando a gente vê sinais de RJ, costuma ser pior do que a gente está vendo. A gente tem a questão do 4966, que eu entendo que esse balanço de passagem não vai ter impacto no resultado, transita no capital, etc. Só que olhando para 25, a carteira que está sendo originada naturalmente, ela vai requerer um pouco mais de provisão. E por fim, quando a gente pega 24 e 25, a gente tem 24 muito forte do Patagônia, então eu tenho um hard comps. Então, onde eu quero chegar? Se a gente for olhar os números do consenso do Bloomberg, eles sugerem lucro líquido flat para o Banco do Brasil para 25, sendo que não é raro encontrar alguns investidores que acreditam em queda de lucro no Banco do Brasil para o ano 25. Então a minha pergunta é, existe algum cenário que a gente possa discutir onde a gente possa divulgar crescimento de lucro no Banco do Brasil para 25? E da onde viria esse crescimento? Obrigado. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| Obrigado, Navarro. Sem dúvida alguma, falar em crescimento de lucro para 25 ainda está muito cedo. A gente ainda está em processo de finalização do nosso orçamento e do que sustentaria aí o nosso guidance para ser divulgado. Mas eu acho que a tua leitura, em parte ela está correta. Em outra parte, eu veria de uma outra forma. Sem dúvida alguma a gente, o agro, e a Tarci falou isso, não tem crise no agro. A gente não tem, por exemplo, no pequeno agricultor, está super normal. É um caso muito específico, envolvendo poucos clientes e a gente está endereçando para que isso não vire um problema do setor, que vai ser prejudicial para todo mundo, tá. Em relação à questão de como a gente entregar um resultado de 2025 com 4966. | |
| Está correta a tua leitura. As novas concessões elas vão demandar, na origem, já provisões que eventualmente a gente não faria, por exemplo, um crédito duplo A. Mas a gente acredita que, na medida em que a gente consiga ampliar a nossa carteira de cartão de crédito ou não consig que vão trazer margem e você comparar isso com 24, a gente vai estar alterando esse mix no ambiente de taxa de juros maior, que também favorece a margem pelo lado da captação. Então a gente tem condições sim, de estar entregando, na nossa visão, um lucro, não de double digit, muito pelo contrário, mas de single digit. Agora não gostaria de assumir ou dizer que vai ser a High Single Digit, a gente ainda tem que ter bastante cautela, exatamente porque a gente vai ter que passar por esse momento aí de equacionamento da questão, em particular da provisão ligada ao agro. E se você puder acrescentar um pouco, Prince, nessa questão da nova metodologia, a provisão sobe de elevador e a recuperação desce de escada. Se você puder falar isso com o pessoal. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Não, Henrique. É bom seu ponto, mas aí é importante a gente aprofundar na diferença do nosso portfólio. Então, primeiro RJ do Agro, teu diagnóstico está perfeito. E porque a gente acredita que não vai ter RJ nos pequenos, porque nós não temos nem inadimplência no pequeno. O agro continua dando margem, a margem no campo é positiva, não a crise no agro, produtor que está com a sua saúde financeira em dia está ganhando dinheiro. Tanto é que a gente não tem inadimplência nas nossas carteiras de médio e pequenos produtores, que antigamente eram as primeiras a sofrer. Não há inadimplência nesse segmento. Então, esse é um ponto que faz com que a gente não tenha perspectiva de RJ nesse setor, porque não há inadimplência nesse segmento, né? Desculpe. E com 4966, apesar de para operações unsecured ser requerida provisões mais elevadas. Você tem que ver que os requerimentos mínimos exigidos aqui pelo Banco Central. Eles também permitem o menor provisionamento das carteiras secured, que são exatamente as carteiras predominantes no nosso portfólio. Então você não pode comparar o nosso, o Banco do Brasil com outras instituições, porque intrinsecamente o nosso portfólio ele é diferente, ele é mais seguro. Ao ser mais seguro, mesmo que nas carteiras unsecured eu requeira mais provisão, mais perda esperada, né? Vou nem chamar mais de provisionamento. Nas carteiras secured eu vou ser requerido menos perda esperada e a hora que você balanceia isso? Não necessariamente, tá? Não estou falando aqui da transição. Estou falando já do business funcionando, não necessariamente você terá uma pressão de fluxo nas provisões do Banco do Brasil e com isso a gente entende que temos total capacidade de entregar bons resultados em 2025. | |
| Geovanne Tobias – CFO | |
| E nesse ponto, é até interessante, Prince, porque a gente iniciou 2024 com o mercado, muitos analistas falando sobre peak of earnings. Aí a gente fala assim não, a gente ah, a gente se desafiou para entregar para vocês um high single digit. A gente está e a gente acredita que a gente vai terminar o quarto trimestre entregando esse crescimento. Para o ano que vem, a gente vai ter esse debate também e não me surpreende muitos começarem a falar flat, como falaram em início de 24 ou até mesmo queda de lucro. Ah, não é isso que a gente está vendo e as oportunidades que temos as avenidas de geração de resultados que temos pela frente são grandes. Temos aí muito catch up para fazer. Recuperar market share, gerar mais resultados, gerar mais negócios. Um pedaço da nossa base de clientes ainda que a gente tem condições de explorar ainda mais, melhorar a principalidade, gerar mais negócios para poder estar entregando num ambiente, claro, vai ser mais desafiador de taxa de juros um pouco maior, mas a gente estava nesse nível de taxa de juros e nem por isso a gente não estava deixando de entregar resultado. Tá bom? | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Geovanne, eu gostaria de complementar, falando um pouco de algo que é que acaba sendo intangível, que é um pouquinho da nossa estratégia comercial. A gente investiu e já vem dando resultados muito interessantes numa nova plataforma de CRM. A gente foi falando disso trimestre após trimestre, mas nesse agora a gente consolidou a implementação de uma nova plataforma de CRM. Eu até falei disso. Foram mais de 2.850 novos modelos criados pelos nossos especialistas, que geraram mais de 480 milhões de interações com o cliente. Quando a gente fala de interação, gente, é diferente de contato. A interação significa que o meu cliente viu, recebeu, interagiu. | |
| Não foi um contato frio. E isso, a nova plataforma de CRM trouxe a possibilidade para nós. Então é um movimento de agora. Então, fruto disso, por exemplo, já observamos aí o dobro, a geração do dobro de desembolso do crédito não consignado. E para 2025, o que a gente pode adiantar, por exemplo? Uma expansão da rede especializada. É um modelo que a gente vem investindo há cinco anos. Eu falei um pouco do nosso Estilo, do nosso Private, completaram 20 anos, mas esses modelos, eles foram evoluindo na especialização. Então nós temos. Somos um único banco do mercado, com modelos especializados para perfis de clientes. Então a gente tem a rede de Estilo Investidor. Estilo Agro. Estilo Agro Investidor. O Private Agro, Private Agro Investidor. Então, esse modelo de especialização que nós acreditamos e investimos nele já há um bom tempo, vai passar por uma expansão em 2025. Uma outra coisa que eu acho que é importante a gente colocar, lembrar aqui, que eu tenho falado muito do fígital, eu tenho sido muito vocal em relação a isso. Então, 2025, vocês podem esperar um Banco do Brasil cada vez mais fígital, entregando o físico e digital para o cliente na medida certa, na medida em que ele precisa. E isso traz resultado porque traz mais eficiência. | |
| Um outro ponto que a gente tem que tem que ressaltar é novos modelos de IA. A gente vai trazer novos modelos. Tudo isso está suportado por nosso investimento em tecnologia, em aceleração da transformação digital. E aqui, quando falo em aceleração da transformação digital, não é que nós não éramos digitais antes, é que nós já investimos nesse processo há muito tempo. Então a aceleração, elavem para que a gente esteja disponível para o cliente no momento em que ele precisar, na hora em que ele precisar, no canal que ele mais utiliza. Eu, pode parecer clichê, mas quando a gente fala de entregar um banco para cada cliente, é uma estratégia que traz resultado. | |
| E o banco estar disponível na medida que o cliente precisa. É nós estarmos aproveitando a eficiência no ganho de automatização de processos operacionais para que a gente tenha a rede cada vez mais especializada e voltada para a realização de negócios com os clientes. Então, essa estratégia comercial, ela acaba ficando intangível quando a gente vai, vai para o balanço, traz o resultado e os números não capturam, né? Mas a gente tem tido aí, trimestre após trimestre, uma evolução considerável nos nossos modelos de atendimento, nos nossos modelos comerciais. Eu acho que é importante também trazer essa antecipação da estratégia comercial de 2025. | |
| Janaína Storti – Gerente Geral de RI | |
| Obrigada, Navarro. Bom pessoal, eu agradeço a todos aqui a participação. | |
| Encerro a sessão de perguntas e respostas. Deixa o time, né? Fico aqui à disposição também de todos vocês para qualquer pergunta adicional que seja necessária resposta e aguardo vocês na próxima divulgação do resultado. | |
| Obrigada a todos. | |
| Tarciana Medeiros - Presidente do Banco do Brasil | |
| Obrigada, pessoal. Até mais. | |
| Felipe Prince - CRO | |
| Valeu! | |